<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685</id><updated>2011-11-25T13:47:14.276-03:00</updated><title type='text'>Tudo novo de novo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>129</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-775538014929542675</id><published>2011-11-25T13:45:00.001-03:00</published><updated>2011-11-25T13:47:14.284-03:00</updated><title type='text'>Caindo de maduro</title><content type='html'>Se tem uma pergunta que me faço constantemente é: “O que é amadurecer?”. Não é nem questão de curiosidade, é para uso próprio, senão, como farei para saber se eu estou amadurecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que me livrei do peso de achar que amadurecer era se iludir com estabilidade, se vestir com roupas desconfortáveis e basicamente fazer todo o resto que esperam que você faça, fiquei meio perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia aceitar que sim, aos 30 anos eu já deveria estar casado, ter filhos, um excelente emprego(pois bom já tenho), só me embriagar em churrascos de amigos próximos e ter a certeza que levaria uma bronca da esposa quando chegasse em casa. Não seria confortável, mas seria mais...simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo o caminho dos “rebeldes”, em que amadurecer é uma questão bem mais complexa do que contas e protocolos sociais, fico bem perdido sobre o que deveria estar fazendo o homem maduro. Deveria parar de gastar o dinheiro que não tem em viagens e brinquedos? Deveria se preocupar mais com o futuro? Deveria ter um plano de previdência privada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não. Acho que tais questões tem mais a ver com a personalidade de cada um e de como estes obtém paz de espírito no presente. Amadurecer deve estar mais no fundo. Deve ser mais pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí eu penso que a cada dia que passa me sinto mais sozinho. Não solitário, sozinho. Não porque me abandonaram, mas porque eu percebi isso, antes que uns, depois de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa quantos amigos você tenha, se é casado ou solteiro, se sua família é unida ou não. Em nossas análises, decisões, perguntas, sempre estamos sozinhos. Não dá pra trazer alguém para dentro de nossas cabeças. Não dá para fazê-los sentir o que sentimos quando encaramos cada opção. Não dá para imprimir em seus dnas, nossas dificuldades físicas, muito menos compartilhar nosso repertório de experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizes ou tristes, estamos sozinhos, e o que entendemos como companhia são as projeções de todos que nos cercam. As outras pessoas não estão juntas de nós, e sim o que esperamos e enxergamos delas. Que sim, podem ser impressões corretas, mas sejamos realistas, quanto de você mesmo é mostrado pro mundo? Quanto do que te define está trancafiado e não é compartilhado nem mesmo com seu consciente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez amadurecer esteja relacionado com a essa epifania. Com essa lucidez que transforma completamente nossa percepção de mundo. Mexe com nossa tolerância, empatia e expectativas para com o mundo, e esse povo todo que está em cima dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe amadurecer seja entender esse mundo, aceitá-lo e não enlouquecer. Não entrar em profunda melancolia causada pelo que nos prometeram por anos e anos. Pela clara realização de que não existe mundo feliz, família feliz ou coletivo algum feliz. Existe indivíduo, feliz, triste ou qualquer outro estado de espírito. Este indivíduo pode ter a sorte de sincronizar sua felicidade com a dos outros, ou pode simplesmente não dar importância. Pode entender que o mundo não tem que ficar excitado porque ele está feliz, nem compreensivo porque ele está triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, esse indivíduo aqui do outro lado da tela está apreensivo, amedrontado, desamparado. Mas eu entendo que o mundo não. Eu entendo que meus amigos estão cada um em seu estado, e eles não são menos amigos meus por isso. Não digo que não doa, não digo que não queria que o mundo parasse para olhar pra mim, que todos parassem de rir enquanto eu choro. É falta de respeito. Assumo, pois já desisti de mentir para mim mesmo. Mas fazer o que? Não posso mais fazer como antigamente e espernar. Eu amadureci, né?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-775538014929542675?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/775538014929542675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=775538014929542675&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/775538014929542675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/775538014929542675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2011/11/caindo-de-maduro.html' title='Caindo de maduro'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-7323641858245021074</id><published>2011-11-18T16:58:00.000-03:00</published><updated>2011-11-18T17:02:51.686-03:00</updated><title type='text'>10 coisas que um Homem pode aprender com os Bebês</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;• Não seguro o choro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você conseguiu a sua primeira refeição chorando, mais tarde o seu primeiro brinquedo e algumas pessoas até o seu primeiro carro. Não tenha vergonha de chorar, não faça manha, só não tenha medo de se expor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;• Faça apenas o que você sabe fazer bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bebê sabe fazer necessidades, chorar e mamar. Ele não sai por ai tentando dirigir um trator. Ele não da um passo maior que a perna, ele vai com calma aprendendo uma coisa de cada vez. Pense nos seus projetos que deram errado, quantos realmente nunca iriam dar certo e quantos foram executados antes da hora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;• Não tenha medo de pedir ajuda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a coisa apertar “corra pra mamãe” sem vergonha nenhuma. Corra pra namorada, esposa, companheira, etc. Peça ajuda por que sozinho não conseguimos nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;• Observe mais e fale menos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca subestime o poder da observação. Se as mulheres falam mais é por que têm mais coisas (e muito mais interessantes) à dizer. Preste atenção pode ter certeza que sua taxa de sucesso ao tentar conquista-las irá subir exponencialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;• Sorria mais vezes ao dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente um sorriso te leva longe. Sorria por motivos mais simples, não seja tão exigente, as felicidade esta nas pequenas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;• Ame sua família.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo a tendência é nos distanciarmos de quem nos criou. Esta certo que crescemos e precisamos ter nossas próprias vidas, mas faça de um costume um almoço ou jantar uma vez por semana, você nunca sabe por quanto tempo os terá na sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Coma direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem o bebê não tem opção então é muito mais fácil. Mas tente comer coisas mais saudáveis. Não abra mão do junk food se ela te faz feliz, mas não esqueça que você vai envelhecer e vai precisar de todas as vitaminas que hoje a falta passa despercebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;• Esteja cheiroso o tempo inteiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perfume marca um momento, você tem que ter certeza que irão lembrar de você como uma pessoa cheirosa. Você pode falar que as vezes é impossível estar com cheiro de banho, por exemplo no fim da balada. Isso não é desculpa. Não economize na hora de comprar desodorante, compre um que fique até o outro dia de manhã, lave o rosto toda vez que for ao banheiro para evitar o cheiro de suor e deixe sempre um perfume no porta luvas do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;• Durma o quanto puder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balada atrás de balada + acordar cedo pra trabalhar vai ter deixar acabado antes dos 40. Valorize mais suas horas de sono e escolha com mais discernimento quais baladas valem a pena você ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;• Não tenha medo de crescer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pense na passagem de anos como envelhecimento. Pense em amadurecimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-7323641858245021074?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/7323641858245021074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=7323641858245021074&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7323641858245021074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7323641858245021074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2011/11/10-coisas-que-um-homem-pode-aprender.html' title='10 coisas que um Homem pode aprender com os Bebês'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-3851784578023413150</id><published>2011-10-14T20:39:00.002-03:00</published><updated>2011-10-14T20:42:52.564-03:00</updated><title type='text'>Ela foi experimentar um biquíni</title><content type='html'>Ela disse que ia só experimentar um biquíni, bem ligeirinho, e entrou na loja. Fiquei na porta, esperando. O que mais poderia fazer, senão ficar na porta, esperando? Suspirei. Olhei para a calçada do outro lado da rua, para me distrair. Um cachorro preto, desses vira-latas, de tamanho médio, dormia enrodilhado em frente a uma padaria fechada. Não havia nada aberto àquela hora, só a loja de biquínis. Voltei-me novamente para dentro da loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atendentes, umas quatro ou cinco, me olhavam lá do fundo. O que estariam pensando? "Aí está mais um babaca na porta, esperando a namorada escolher biquíni". Acho que riam de mim. Só podiam estar rindo. Também, o cara fica mesmo com jeito de abobado esperando alguém numa porta de loja. Tinha apoiado o peso do corpo no pé direito; troquei para o esquerdo. O cachorro preto do outro lado da rua acordou, piscou uma ou duas vezes, mas não fez menção de se levantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A namorada havia sumido. Devia estar no provador. Quanto tempo uma mulher leva para experimentar um ou dois biquínis? Um biquíni é tão pequeno… Tirar os chinelos é rápido, zupt, zupt, dois segundos. As calças? Basta baixar o zíper, abrir um botão, arriar uma perna, depois outra. Digamos, cinco segundos. Mais a blusa, puxada pela cabeça, acomodada com critério no gancho da parede, outros cinco segundos. Total: 17 segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixemos por 20. Trinta, até. Outros 30 para experimentar um biquíni, 30 se mirando no espelho, mais 30 para outro biquíni e 30 se admirando de novo. Operação completa, contando que ela precisa vestir as calças e a blusa de novo, uns quatro minutos. Arredondando, cinco. É bastante, cinco. Tudo bem, as mulheres são demoradas mesmo, cinco é razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já se haviam passado cinco minutos, quem sabe oito ou nove, o cachorro se erguera preguiçosamente e farejava o ar sem grande interesse. Juntei as mãos às costas num gesto que, lembro, meu avô repetia muito. Depois cruzei os braços diante do peito. Levei as mãos à cintura. Cocei a cabeça. Suspirei outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi risadas femininas. Ah, mas aquelas gurias da loja estavam tirando o maior sarro de mim, isso era certo. Muito engraçado, de fato, um imbecil parado na frente de uma loja, sem fazer nada, só observando um cachorro preto na calçada. Aliás, onde é que estava o maldito cachorro preto? Como conseguira sumir tão rapidamente? Bom, talvez não tivesse sido tão rápido — eu devia estar há uns 20 minutos ali. Não queria mais olhar lá para dentro, para aquelas atendentes debochadas, e agora o cachorro se fora.&lt;br /&gt;Oh, Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, salvação: uma mosca acabara de pousar na vidraça da vitrine. Uma mosca gorda, dessas de verão, lerdas. São alvos fáceis, essas moscas obesas de verão, ainda mais se pousam em vidraças. Por que as moscas engordam no verão? Nós humanos engordamos no inverno. Feijoada e tal. Tive ganas de esmagá-la, mas não tinha nada à mão, um jornal, nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jornal viria a calhar, mesmo de anteontem. Para ler algo. Até a lista telefônica seria bem-vinda naquele momento de tédio absoluto, de minutos pastosos e angustiantes, como se estivesse afundando na areia movediça. Deixei a mosca ali, passeando pelo vidro. A namorada não saía do provador. Quanto tempo? Trinta e cinco minutos? Quarenta? Não era possível que demorasse tanto assim para experimentar um biquinizinho minúsculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi me dando uma irritação. Uma irritação, uma irritação, uma irritação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma irritação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li em algum lugar que, se você está sozinho e se aborrece, então você não é boa companhia nem para você mesmo. Provavelmente sou uma péssima companhia, porque estava mortalmente chateado de estar comigo mesmo. Como eu estava me chateando a mim próprio, Jesus. Por que eu tinha de estar naquele lugar, onde o tempo não passava, onde nada acontecia, onde tudo parou? Quanto tempo fiquei ali? Pareceram horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela finalmente surgiu, suspirei de alívio. Era como se eu estivesse saindo do presídio. Mas, para minha surpresa, ela veio de mãos vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E o biquíni? — perguntei, aflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela, indo-se da loja:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não gostei de nada. Vou procurar outra loja, para ver se encontro algo melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-3851784578023413150?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/3851784578023413150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=3851784578023413150&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/3851784578023413150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/3851784578023413150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2011/10/ela-foi-experimentar-um-biquini.html' title='Ela foi experimentar um biquíni'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-2390228507782117763</id><published>2011-09-24T08:54:00.001-03:00</published><updated>2011-09-24T08:59:11.259-03:00</updated><title type='text'>O marido perfeito</title><content type='html'>Norton era o marido perfeito. Passava o dia cobrindo a mulher Silvia de atenções. Comprava-lhe Sonhos de Valsa. Massageava-lhe os pés com Creme Nívea. Até colou aquele decalco no vidro do carro: “ Eu amo a minha esposa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norton era também o colorado perfeito. Não perdia um jogo do Inter. Era sócio. Só usava cueca vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia apenas um problema que lhe perturbava a tranquilidade, e esse problema tinha pernas longas e macias, cabelos da cor da laranja do céu e pele levemente dourada pelo sol de Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarissa. Era sua colega de escritório e, por algum motivo, passava o dia a tentá-lo. Fazia insinuações, enviava-lhe sorrisos de malícia, roçava-se nele quando passava por sua mesa e, ao cumprimentá-lo, pespegava-lhe um beijo na comissura dos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norton ficava angustiado. Chegava a sonhar com ela. Mas não cogitava de trair sua esposa. Até porque as insinuações de Clarissa não passavam disso: insinuações. Eram só olhares oblíquos, sorrisos de lado, brincadeirinhas picantes. Norton jamais teria a ousadia de assediá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o dia em que ela decidiu ser explícita. Estava mais linda do que nunca. Vestia jeans tão apertados que Norton deviam ter sido costurados em volta dela. E uma mini blusa que lhe deixava três centímetros de barriga de fora. Norton olhava para aquela faixa de barriga e sentia uma dor no peito. Ela se aproximava e com ela vinha um cheiro de melão maduro que fazia Norton ter vontade de chorar e chamar pela mãe. Ele até gemia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mãe…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para afugentar maus pensamentos, concentrava-se em Silvia, sua esposinha. Era como a chamava: “ minha esposinha”. Mas naquele dia não adiantou. Porque, naquele dia, Clarissa se aproximou da mesa dele, agachou-se ao seu lado e sussurrou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quer jantar lá em casa na quarta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norton começou a tremer. O ar se lhe sumiu dos pulmões. Gaguejou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– J… j… j… j…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria dizer jantar. Não conseguiu. Ela sorriu. Debruçou-se um pouco mais. Ele sentiu o cheiro quente dela. Lágrimas lhe vieram aos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Te espero quarta – ciciou ela, e lhe deu uma mordiscada na orelha. Por Deus! Uma mordiscada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norton tremia. Clarissa passou o resto do dia olhando para ele e sorrindo. A cada sorriso, os dedos dos pés de Norton se encolhiam. Ele repetia, para si mesmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ai, mãe… ai, mãe…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou em casa, só pensava no convite: quarta, jantar na casa dela… Foi aí que se flagrou: quarta era o dia do jogo do Inter! Puta que pariu, como poderia aceitar um convite daqueles para o dia do jogo do Inter??? Ainda mais que era a decisão da Libertadores! Quer dizer: mais um motivo para não trair sua esposinha. Isso. Decidido. Não trairia a esposinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tendo tomado a resolução, Norton sonhou a noite inteira com Clarissa nua. Totalmente nua. Foi trabalhar resolvido a ignorá-la. Mas ela… ela… ela veio de minissaia! À vista daquelas pernas sem fim, Norton balbuciou, com uma voz que não parecia ser a dele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É de verdade? Aquele convite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, dengosa, chegando perto, muito perto, disse, apenas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quarta-feira…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele miou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O Inter joga na quarta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quarta-feira…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norton correu para o banheiro. Trancou-se lá dentro. Lavou o rosto. E pensou em sua esposinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ai, esposinha – gemeu. – Ai…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norton passou mal durante os dias subsequentes. Não conseguia dormir. Nem decidir o que fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, conhecido na cidade como o marido perfeito, o colorado perfeito, ele que se orgulhava de seu matrimônio e de seu coloradismo, ele agora, por uma noite de prazer, sentia abalarem-se suas mais caras convicções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a quarta-feira chegou. Clarissa, mais linda do que as Cataratas do Iguaçu, dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Marido perfeito, colorado perfeito: é hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, Norton saiu de casa dizendo que ia ao jogo. De fato, sua intenção era essa. Porém, quando deu por si, estava em frente à casa dela. Pensou naquelas pernas. Em tocá-las. Em lambê-las. E salivou como um lobo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raciocinou: vai ser só hoje, só um dia e nunca mais! Vou continuar sendo o marido perfeito, o colorado perfeito, vou, vou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu correndo do carro. Nem fechou a porta. Subiu as escadas do edifício de dois em dois degraus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A excitação tomava conta de seu corpo, o sangue latejava em suas frontes. Parou diante da porta do apartamento. Respirou fundo. Acionou a campainha. Norton ouviu o som de passos. Viu que alguém espiava pelo olho mágico. Pensou: será que ela está de baby-doll? A porta se abriu. Vestia abrigo. Usava rabo-de-cavalo. Norton piscou, um tantinho decepcionado. Ela olhou para ele, muito séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Entra – disse, e se foi para dentro do apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norton vacilou. Entrou. As horas seguintes foram as mais constrangedoras da sua vida. Clarissa lhe serviu uma pizza vulgar e guaraná diet. Mal falou durante o arremedo de jantar. Ele não conseguiu sequer aproximar-se dela. Era como se entre eles houvesse dois volantes e três zagueiros. Pior: Norton experimentou não sabia qual era o resultado do jogo. Apenas ouvia foguetes espocando. Seriam colorados? Ou, glup, gremistas? Não teve coragem de pedir para que ela ligasse o rádio ou a TV. Percebeu que nada ia acontecer. Disse que ia embora. Ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norton foi se dirigindo para a porta. Ela o acompanhou, impaciente. Ele já ia saindo, mas resolveu descobrir o que, afinal, tinha acontecido naquele apartamento. Perguntou. E Clarissa, como se estivesse muito cansada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Francamente, estou decepcionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele, aflito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– M-mas p-por quê???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, irritada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porque pensei que, enfim, tinha encontrado o marido perfeito, o colorado perfeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E bateu a porta, deixando Norton ali parado, querendo morrer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-2390228507782117763?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/2390228507782117763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=2390228507782117763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2390228507782117763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2390228507782117763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2011/09/o-marido-perfeito.html' title='O marido perfeito'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-6819798459549547690</id><published>2011-09-03T00:27:00.000-03:00</published><updated>2011-09-03T00:28:50.307-03:00</updated><title type='text'>Tudo</title><content type='html'>Natan era o típico canastrão. Aproximava-se das mulheres sempre ronronando, sempre com um sorriso enviesado, sempre com uma sobrancelha levantada. Fazia algum sucesso porque era meia-esquerda (todos sabem que os meias-esquerdas fazem sucesso com as mulheres). E se gabava disso. Vivia falando de suas conquistas, dizendo que era gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sou totoso… – se vangloriava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tríssia o odiava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tríssia era uma mulher sofisticada. A psicóloga do clube. Alta, morena clara, ela não andava; deslizava pelo mundo a um palmo do chão. Jamais levantava a voz, jamais fazia um gesto brusco, jamais se alterava. Era uma rainha. Por isso detestava aquele falastrão.&lt;br /&gt;Natan sentia a repulsa de Tríssia e se mantinha à distância. Até porque Tríssia não dava confiança a homem nenhum. Nenhum! Tríssia não precisava de homens. Tríssia era soberana.  &lt;br /&gt;Mas um dia ela foi ao clube de minissaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tríssia jamais usava minissaia no trabalho, mas naquele dia fazia calor, ela se sentia bem, sentia-se sensual e&lt;br /&gt;bela e algo ousada. Pulou dentro de uma minissaia negra como seus cabelos e foi, ondulando de cima de suas pernas compridas e apessegadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natan viu. Foi como se tivesse engolido um paralelepípedo. Ficou entre angustiado e emocionado. Tomou uma decisão. Pela primeira vez, entrou no gabinete de Tríssia. Abriu a porta num repelão. Ela estava parada ao lado de um armário. Levou um susto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que foi? – espantou-se ela, levando a mão ao peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natan se aproximou gingando. Estava sério como Tríssia jamais vira. Olhava-a nos olhos. Ela recuou. Bateu com as costas no armário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que foi? – repetiu, cada vez mais assustada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chegou bem perto. Parou a centímetros do rosto dela. Olhou-a de baixo para cima, olhou-a bem, olhou-a toda. Respirou fundo, como se sorvesse seu cheiro. E disse, enfim, num gemido rouco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vou fazer… “tudo”… contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frisou aquele “tudo”. Aquele tudo explodiu na boca de Natan e reboou no ouvido de Tríssia. Ela arregalou os olhos. Sua surpresa foi tamanha que não conseguiu sequer reagir. Nem teve tempo: Natan já havia lhe dado as costas e saíra para o treino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só depois de passado o assombro é que a indignação tomou conta de Tríssia. Mas aquele tipinho era mesmo um abusado, um convencido, um desavergonhado. O que ele estava pensando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incidente abalou a manhã de Tríssia. Ela marchava de um lado para outro do gabinete, fula. Ao meio-dia, foi almoçar com Lívia, a secretária do Departamento de Futebol. Desabafou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tu acreditas que o Natan entrou no meu gabinete e disse que ia fazer tudo comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lívia parou de comer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ele disse? Tudo? Disse mesmo?&lt;br /&gt;– Disse. Bem assim: “Tudo”.&lt;br /&gt;– Aiai…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tríssia arregalou os olhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que quer dizer esse suspiro?&lt;br /&gt;– Aiai…&lt;br /&gt;– Lívia! Tu e aquele canalha? Não acredito!&lt;br /&gt;– Tudo… Aiai… Tudo…&lt;br /&gt;– Lívia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Lívia estava fora do ar, e fora do ar ficou até o final do almoço. Tríssia voltou para o trabalho intrigada. Quando passava pelo pátio, Natan passou por ela. Ciciou, mais com os lábios do que com a voz, a cara de cafajeste reluzindo de lascívia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tudo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se foi para o campo outra vez. Tríssia estava irritada com aquela situação. Entrou no gabinete e encontrou Luciana, a mulher do presidente do clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que aconteceu? – perguntou Luciana. – Tu pareces braba.&lt;br /&gt;– E estou! Aquele Natan! Aquele ridículo!&lt;br /&gt;– Que é que tem?&lt;br /&gt;– Deu para dizer que vai fazer tudo comigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciana deu um gritinho. E a agarrou pelos ombros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não! Ele disse tudo? &lt;br /&gt;– Isso: tudo – Tríssia estava perplexa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que reação era aquela da mulher do presidente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Meu Deus! Tu és uma mulher de sorte.&lt;br /&gt;– Lu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lu não respondeu. Saiu do gabinete, afogueada, repetindo: mulher de sorte, mulher de sorte, tudo, tudo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tríssia passou o resto do dia perturbada. Foi para casa pensando naquilo: tudo, tudo. O que seria “tudo”? Por volta das dez da noite, a campainha soou. Ela foi atender. Abriu a porta, e lá estava ele. Natan. Olhava-a em silêncio. Uma sobrancelha erguida. O sorriso de lado. Por algum motivo, Tríssia não se surpreendeu. Apenas o puxou pela mão e o levou para o quarto. Ia resolver aquilo de vez. Vinte minutos depois, ele abotoava a camisa, preparando-se para ir embora. Tríssia, frustrada, reclamou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Isso é “tudo”? Tudo? Por favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, da porta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Beibe, você ainda não está preparada para “tudo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi embora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-6819798459549547690?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/6819798459549547690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=6819798459549547690&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6819798459549547690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6819798459549547690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2011/09/tudo.html' title='Tudo'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-4938827899247584784</id><published>2011-08-25T10:51:00.000-03:00</published><updated>2011-08-25T10:52:45.085-03:00</updated><title type='text'>Trabalho para tirar o ronco</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Domingo de manhã. Acordando da primeira noite fora de casa. E estava com fome. Maldita mulher, sempre reclamando do ronco. Já não bastava ter passado a dormir na sala, as portas cerradas, pra não acordar ninguém? Já não bastava a humilhação da vizinha de cima ficar fofocando pro condomínio inteiro que ali no andar ninguém conseguia dormir? Precisava expulsar de casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estômago roncou novamente. Tinha saído enxotado. “Ou você dá um jeito nisso, ou eu resolvo do meu jeito”, aos gritos. “Do meu jeito”, o que ela queria dizer? Maldita mulher, sempre reclamando. Na rua atrás da praça, viu que tinha um trabalho de macumba na encruzilhada. Chegou perto pra dar uma olhada: uma galinha preta, num prato sobre uma toalha vermelha, algumas velas, e farinha de acompanhamento. E ele adorava uma galinha caipira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Melhor não mexer nisso. Deve ter mau-encanto”, pensou. Vai ver tinha sido a vizinha a encomendar o trabalho. Ou então a própria mulher. Não era possível. Será que era isso que ela queria dizer com “resolver do meu jeito”? Agora estava metida com coisas do além? Maldita mulher, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi pro boteco. No lugar da cerveja e do rabo-de-galo que durava horas em dias normais, foi logo pra cachaça. Uma branquinha. Uma amarela. Outra de umburana. Abusou: pediu duas salineiras. Maldita mulher. Depois perdeu a conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da tarde, o dinheiro tinha acabado. Foi embora, e agora era a vez da barriga roncar furiosamente. E como roncava! Ah, maldita. Ao passar novamente pela encruzilhada, achou uma solução: de joelhos, fez um sinal-da-cruz. Elevou os braços aos céus, numa reverência solene, não fosse o desequilíbrio da caninha. “Reza quebra O mau-encanto”, raciocinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apagou as velas uma a uma, com as mãos raspou a farofa pra dentro da cumbuca e pegou um pedaço grande de galinha. Ele adorava galinha caipira. Limpou a cara com a toalha encarnada. De barriga cheia e cabeça vazia, devia estar curado. Já não tinha mais nada a dizer à mulher.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-4938827899247584784?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/4938827899247584784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=4938827899247584784&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4938827899247584784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4938827899247584784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2011/08/trabalho-para-tirar-o-ronco.html' title='Trabalho para tirar o ronco'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-4437719712675011482</id><published>2011-07-20T12:40:00.002-03:00</published><updated>2011-07-20T12:42:16.685-03:00</updated><title type='text'>Tic tac tic tac</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Preciso tomar banho! Onde diabos está a minha toalha? Cadê o relógio! Ponte que partiu, vou chegar atrasado no trabalho pela terceira vez nessa semana! A toalha! Onde eu deixei a toalha? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tic tac tic tac... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que peguei tudo: celular, carteira, dinheiro pro ônibus. Não, não peguei o dinheiro do ônibus. Também não peguei a carteira. Cadê a porcaria do celular? E não coloquei a gravata. Volta tudo. Saco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tic tac tic tac... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu for por dentro eu chego no ponto mais rápido? Acho que não, vou pela avenida mesmo. Caracas, esqueci de pegar o meu crachá! Dane-se, pego um provisório lá no prédio. E esse maldito ônibus que não chega? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tic tac tic tac... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um elevador funcionando? Ta de brincadeira comigo? Ir de escada? Minha filha, eu trabalho no décimo oitavo, é, no último andar dessa porcaria de prédio que nunca está com os quatro elevadores funcionando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tic tac tic tac... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém sabe me dizer por que meu computador não liga? Já tentei de tudo, mas... peraí, acho que ligou. Não, não ligou. Ligou sim! Apagou. Agora foi. Ta lerdo... Quem deixou esse papel na minha mesa? É claro que eu perdi a reunião! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tic tac tic tac... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela auditoria, qual era o projeto que eu tinha que auditar hoje? Alguém viu um cronograma por aí? O telefone? Fala que eu estou em reunião por que agora não posso atender nem entidade mediúnica! Cadê o amaldiçoado projeto? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tic tac tic tac... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três auditorias hoje! Adeus almoço, adeus cafezinho. Adeus banheiro, adeus, adeus. Abaixa esse som, infeliz! Adoro Sá e Guarabyra, mas ouvir Sobradinho agora não! Tenho que fazer outra coisa, mas não estou lembrando o quê agora. Adeus, adeus... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tic tac tic tac... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última auditoria! Até que enfim! Será que ainda tem ônibus na rua? Eu precisava fazer alguma coisa hoje, mas acho que vai ficar para amanhã. E-mail enviado com sucesso. Adeus, adeus, e-mail. Essa música não vai sair nunca da minha cabeça. Adeus, adeus... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tic tac tic tac... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crônica!!! A crônica de amanhã! Não escrevi a crônica de amanhã!!! Liga de novo, máquina maldita, liga! Não trava! Os leitores vão ficar tiririca da vida comigo! Vamos lá, página em branco. Será que ainda tem ônibus? Táxi a essa hora é uma facada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tic tac tic tac... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, melhor que nada. Ainda encontrei meu cronograma. Quatro auditorias amanhã. &lt;br /&gt;Adeus, adeus...&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-4437719712675011482?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/4437719712675011482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=4437719712675011482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4437719712675011482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4437719712675011482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2011/07/tic-tac-tic-tac.html' title='Tic tac tic tac'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-1984914613267267211</id><published>2011-06-02T20:35:00.000-03:00</published><updated>2011-06-02T20:38:32.059-03:00</updated><title type='text'>Um pouco de tudo</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;-    Olá tudo bem? Então você é o famoso Cristiano?&lt;br /&gt;-    Não tanto quanto eu gostaria.&lt;br /&gt;-    Hehehe, bem que seu pai me falou que você era diferente.&lt;br /&gt;-    Diferente? Como assim?&lt;br /&gt;-    Ah, meio assim, tchop-tchura.&lt;br /&gt;-    Tchop-Tchura?&lt;br /&gt;-    É, meio assim alternativo…&lt;br /&gt;-    Ahhh…&lt;br /&gt;-    Mas me fale garoto, no que posso te ajudar?&lt;br /&gt;-    Olha Paulo, não sei se meu pai te adiantou alguma coisa. Mas eu estava precisando de um emprego mesmo. Como o senhor trabalha em diferentes áreas achei que poderia ter alguma coisa interessante.&lt;br /&gt;-    Sim claro. Faço de tudo pelo seu pai. Um grande homem. Ajuda a todos.&lt;br /&gt;-    É, é mesmo.&lt;br /&gt;-    Uma vez estávamos pescando no Pantanal e ele salvou minha vida.&lt;br /&gt;-    Jacaré?&lt;br /&gt;-    Não, ia levar pro rancho uma paraguaia chamada Ramon. Ele que impediu.&lt;br /&gt;-    Jura, ele te avisou?&lt;br /&gt;-    Não, ele tinha me dado uma daquelas cápsulas de alho para espantar mosquito. Descobri que espanta travesti também.&lt;br /&gt;-    Hummm…entendi…&lt;br /&gt;-    Mas me fale. No que você gostaria de trabalhar.&lt;br /&gt;-    Bem, pra ser bem sincero com o senhor não tenho idéia.&lt;br /&gt;-    Não tem idéia? Como assim? Você não é formado?&lt;br /&gt;-    Sou sim. Em comunicação social.&lt;br /&gt;-    Então, perfeito. Estava precisando de alguém para criar os banners que colocamos nas lojas. Tem um moço do financeiro que faz pra gente, mas não gosto muito. Você pode fazer como eu sempre quis. Te passo o que quero e você cria.&lt;br /&gt;-    Hummm…é…pode ser…&lt;br /&gt;-    Que foi? Não gostou da idéia?&lt;br /&gt;-    Imagina senhor. Gostei sim. Mas é que imagino que o senhor tenha ótimas idéias, seria inútil na empresa. Queria fazer algo que fosse útil de verdade.&lt;br /&gt;-    Entendo. Bem, você precisa me ajudar então senhor Cristiano. Do que entende?&lt;br /&gt;-    De tudo.&lt;br /&gt;-    De tudo? Como assim?&lt;br /&gt;-    É sou maníaco por informação, então acabo entendendo um pouco de tudo.&lt;br /&gt;-    Então ótimo. É só escolher. Nosso departamento de vestuário está precisando de gente. Você entende de moda?&lt;br /&gt;-    Entendo.&lt;br /&gt;-    Então pronto, fica na parte de novos designs.&lt;br /&gt;-    Olha, eu entendo, mas não sei desenhar nada. O máximo que sairia seria as roupas da Turma da Mônica.&lt;br /&gt;-    Hummm…entendo. E tecnologia? Você entende?&lt;br /&gt;-    Entendo sim senhor.&lt;br /&gt;-    Fantástico. Nosso administrador de redes pediu licença para ir ver a pré-estréia do último filme do Homem-Aranha e nunca mais voltou. Você entende de computadores?&lt;br /&gt;-    Entendo sim senhor, mas apesar de conhecer os tipos de servidores, sistema de senhas, permissão de conteúdo e gerenciamento de arquivos, não sei lhufas de administração de redes. Não controlaria bem o acesso nem a um Pense Bem.&lt;br /&gt;-    Hummm…então deixa eu entender…&lt;br /&gt;-    Sim.&lt;br /&gt;-    Você disse que entende um pouco de tudo.&lt;br /&gt;-    Isso.&lt;br /&gt;-    Diz que conhece todo tipo de assunto.&lt;br /&gt;-    Isso.&lt;br /&gt;-    Você por acaso entende tudo de alguma coisa.&lt;br /&gt;-    Errr…creio que não.&lt;br /&gt;-    Então você não entende é de nada.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-1984914613267267211?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/1984914613267267211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=1984914613267267211&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1984914613267267211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1984914613267267211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2011/06/um-pouco-de-tudo.html' title='Um pouco de tudo'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-6727401522132189218</id><published>2011-05-19T06:20:00.000-03:00</published><updated>2011-05-19T06:22:00.927-03:00</updated><title type='text'>Carta de intenção de amor</title><content type='html'>Exupéry diz que somos eternamente responsáveis pelo que cativamos. Alguém aí, em alguma rede social, esses dias postou que a maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la. Pois bem, é isso mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando primeiro confrontei as duas frases, pensei dizer no fundo a mesma coisa. Mas me precipitei. O pai do “Pequeno Príncipe” não dá ponto sem nó. Realmente somos responsáveis pelo que cativamos. Na verdade, somos responsáveis por qualquer coisa que façamos. Afinal, se escolhemos aquele caminho (e não se engane, você sempre escolhe por si próprio), temos que arcar com qualquer conseqüência por vir. Da maneira que bem entendermos, mas somos obrigados a lidar. Agora para a outra frase, que o Google de início me disse que era do Bob Marley, mas na real é do poeta Augusto Branco, bem, essa eu contesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contesto porque o escritor faz um belo elogio aos homens, dando a entender que sabemos - de verdade - o que raios fizemos de certo para despertar o amor de uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos plano, não somos calculistas, saímos tentando a conquista como jogávamos Street Fighter aos 12 anos. Apertamos todos os botões ao mesmo tempo. Soco baixo, chute médio, pra cima, pra baixo e pula. Ás vezes sai uma voadora, ou um golpe fatal. As mulheres sabem disso, nem que seja inconscientemente, afinal, só elas sabem as bobagens que falamos e fazemos achando que estamos abafando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito sim, alguns de nós nascem predestinados e outros aprendem com tempo. Ao longo dos anos descobrimos que uma tática é eficiente para um tipo de alvo e inútil para outro. Aprendemos contragolpes, esquiva, defesa, e o espancamento de botões diminui. Porém, quando o bicho pega, volta em toda sua glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas táticas podem ser consideradas desleais no entanto. Mandar flores, dizer que está apaixonado, levar café na cama. Me pergunto então: temos de ter uma carta de intenção de amor para demonstrar afeto e carinho? Uma mensagem de texto dizendo que se lembrou da pessoa, uma lembrança comprada em viagem porque é a cara dela ou um convite para um evento familiar são proibidos? Galanteadores e românticos são persona non grata?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for isso, afirmo que sou – e sempre serei - um grandessíssimo covarde. Já peço desculpas a qualquer mulher com que possa me relacionar. Uma hora ou outra vou te telefonar pra dizer que estou com saudade. Quem sabe te levar pra jantar num restaurante que não posso pagar, só porque sei que é seu sonho. Até quem sabe, no alto da minha covardia, te dedique um texto brega em que diga que depois que te conheci, nunca mais fui o mesmo. Pura covardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não culpo Augusto Branco, ele também é um covarde. Coitada da mulher pra quem ele escreveu este texto abaixo. Afinal, poeta só escreve pra conquistar mulher. E ele deu uma bela rasteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TODO AMOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior covardia de um homem &lt;br /&gt;É despertar o amor de uma mulher &lt;br /&gt;Sem ter a intenção de amá-la&lt;br /&gt;Nenhum homem vale as lágrimas de uma mulher &lt;br /&gt;Nenhum homem é merecedor de fechar um sorriso feminino &lt;br /&gt;O homem que despreza o coração de uma mulher doce e pura &lt;br /&gt;É, sem dúvida, um tolo &lt;br /&gt;E sequer é merecedor do sentimento de desprezo&lt;br /&gt;Mas o maior erro de uma mulher &lt;br /&gt;É acreditar que encontrará em um homem &lt;br /&gt;O Amor que apenas dentro dela está&lt;br /&gt;Quando um homem ama uma mulher &lt;br /&gt;É apenas ele o agraciado &lt;br /&gt;Por que a mulher já é em si toda a beleza &lt;br /&gt;Toda a graça &lt;br /&gt;E todo o amor…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Augusto Branco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-6727401522132189218?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/6727401522132189218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=6727401522132189218&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6727401522132189218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6727401522132189218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2011/05/carta-de-intencao-de-amor.html' title='Carta de intenção de amor'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-6453789279058700204</id><published>2011-04-19T02:04:00.002-03:00</published><updated>2011-04-19T02:08:25.120-03:00</updated><title type='text'>Eu não pego ninguém. (E você também não.)</title><content type='html'>“Homens não entendem que a gente bate o olho neles e decide se daria ou não. Se vamos dar é outra história.”. Parei pra pensar na afirmação da minha amiga e concordei plenamente. Inclusive, acredito que não só dar como beijar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem um prazer que tenho nessa vida é conhecer o “backstage” da minha própria vida. Aquelas informações que acabamos sabendo depois que algo aconteceu. Uma daquelas coisas que vivem influenciando nossa vida diretamente, mas não temos a mínima idéia no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, na grande maioria das vezes que tive acesso a esse tipo de informação, percebi que meus méritos eram menores do que imaginava. Percebo que não conquistei aquela mulher com meu senso de humor inteligente, não foram meus dentes brancos que a trouxeram até minha boca, muito menos minha personificação de John Travolta na pista da balada. Sempre acabo descobrindo que ela já tinha me aceitado bem antes. Fosse no Facebook, no “oi” ou qualquer outro contato. Quando eu nem estava destilando todo meu charme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso quer dizer que somos pegos? Não! Como bem disse a Carolina, elas decidem se dariam ou não. Dar é outra história. E é aí que a gente entra, não como Casanovas conquistadores e sim como Homers Simpsons. Nos concentrando pra não estragar o que está funcionando, como fazemos tantas vezes. Duh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta não falarmos (muita) coisa errada, não termos bafo, não tentarmos pegar a amiga dela ao mesmo tempo (se quiser um ménage, pegue uma primeiro, depois seja bom o suficiente para convence-la a adicionar a amiga a brincadeira). Se nos atentarmos a esses detalhes, nos damos bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora será que é possível achar a fonte? Fazer com que elas desejem dar pra gente? Acho que não, não como uma ciência exata. As coisas podem mudar, de repente ela pode te achar atraente após anos, ou ela mesma mudar e decidir que em certo momento quer algo que abominou no passado. Mas isso é mérito nosso? Só se for por acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim aceito essa verdade de braços abertos, pois no fundo, no fundo, sempre soubemos que o controle nunca esteve em nossa mão. Sempre (ou quase sempre) sentimos que tivemos um sorte desgraçada delas terem se convencido a ficar conosco. De certa forma é libertador assumir que nós não pegamos ninguém. Só fazemos menos besteiras que outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-6453789279058700204?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/6453789279058700204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=6453789279058700204&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6453789279058700204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6453789279058700204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2011/04/eu-nao-pego-ninguem-e-voce-tambem-nao.html' title='Eu não pego ninguém. (E você também não.)'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-4192379842783198143</id><published>2011-01-21T20:06:00.001-03:00</published><updated>2011-01-21T20:25:56.588-03:00</updated><title type='text'>Na alegria, na saúde, na riqueza e tá bom assim.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/TToV41jLY4I/AAAAAAAAACM/BMRC9Jzld6s/s1600/imagem_nasaude%2B%25281%2529.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/TToV41jLY4I/AAAAAAAAACM/BMRC9Jzld6s/s320/imagem_nasaude%2B%25281%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564784355761152898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem não conhece os famosos votos do casamento católico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos conhecemos, nem que pelos capítulos finais das novelas globais. O voto é bonito, simboliza parceria, cumplicidade, entrega. Mas não a toa termina com a frase “até que a morte os separe”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de nunca ter casado, posso dizer que fora a parte da morte, já vivi sob o juramento católico. Sempre achei que isso era o certo, o bonito, o justo. E principalmente, a única opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e se não? E se eu nao quiser viver dessa maneira? E se eu quiser dividir apenas as coisas boas. Sem egoísmo, um trato justo, você cuida de suas doenças, eu me viro com minha pobreza e nos encontramos para curtir o que temos de bom? Sem exageros é claro, sem desamparo, sem levar ao pé da letra. Afinal, se você gosta de uma pessoa nunca vai abandoná-la na doença. vai querer estar a seu lado. O mesmo serve para a pobreza, etc. Isso é bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se pensarmos no voto como o símbolo de "você TEM que estar junto a mim, haja o que houver, até no aniversário da minha Tia Zuleide". O que seria se não precisássemos nunca mais aguentar a chata da Tia Zuleide? Como seria esse relacionamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não seria bonito, mas justo sem dúvida, e certo, bem, quem somos nós para dizer o que é certo. Eu sei bem que minha concepção de certo difere muito da dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um exercício, pensemos na possibilidade de todos nos virarmos sozinhos, sem ninguém para ajudar por convenção ou obrigação. Sem transformar nossos próprios problemas em problemas dos outros. Em não estragar o dia do parceiro porque o nosso foi por água abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você vai dizer “isso não é relacionamento”. Bem, você é burro, é sim. Afinal, se temos duas pessoas se relacionando, seja lá como for, temos um relacionamento. O modelo, sem dúvida é diferente. Mas não seria mais legal se usássemos a alegria do outro para amansar nossa tristeza? E só?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, estamos prontos para apontar o dedo na cara do outro, em gritar “egoísta” quando nosso cônjuge não quer participar de uma coisa chata de nossa vida. Mas e nós mesmos? Não somos mais egoístas ainda de querer que eles façam isso? De querer que se sacrifiquem por um capricho nosso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, se sentir desamparado num compromisso “mala” não deve ser nada legal, mas pense que a recíproca é verdadeira. Não ter que ir a algum lugar que não queiramos. Nunca mais. Ok, nunca mais é exagero, ainda trabalhamos e temos de pagar as contas. Mas de resto, somos nós mesmos quem escolhemos. (o que sempre complica as coisas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não decreto assim o fim do relacionamento tradicional, cheio de coisas boas e ruins. Mas apenas paro pra pensar até onde essa troca é boa, ou se apenas acaba fazendo mal e desgastando os dois e no máximo, no máximo, agradando a Tia Zuleide.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-4192379842783198143?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/4192379842783198143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=4192379842783198143&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4192379842783198143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4192379842783198143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2011/01/na-alegria-na-saude-na-riqueza-e-ta-bom.html' title='Na alegria, na saúde, na riqueza e tá bom assim.'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/TToV41jLY4I/AAAAAAAAACM/BMRC9Jzld6s/s72-c/imagem_nasaude%2B%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-6296256691710458951</id><published>2011-01-08T10:21:00.000-03:00</published><updated>2011-01-08T10:22:11.860-03:00</updated><title type='text'>A gente vai se falando</title><content type='html'>- Não agüento mais. Vou responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma. Muito rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E daí que se responder agora, vai parecer que está desesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estou desesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei, você sabe, ta bom assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou responder essa merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você quer a minha ajuda ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Querer eu não quero. Mas depois dos meus fracassos sucessivos, não tenho opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, você tem coração bom, é educado, é claro que só vai se ferrar com mulher. Vem na minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas sério que isso é importante? Puta coisa de menininha, ficar esperando pra responder. Não posso responder e pronto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode. Responde aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é para eu responder né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas já faz uma cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que horas ela te mandou a mensagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 14:33&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E que horas são?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 14:51&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espera mais 3 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 3? Porque 3?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Daqui a 3 minutos vai dar 31 minutos que ela te mandou a mensagem. Um numero bom. 30 minutos fica forçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, cala boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;———————————————————————————————————————————————&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 minutos depois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;———————————————————————————————————————————————&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Beleza, vou responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que eu respondo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cacete. Você ta de sacanagem né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fica me enchendo o saco que quer responder logo e nem sabe o que falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, até sei, mas sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual foi a última mensagem dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela me disse que podemos nos ver quinta, mas que ela pode ficar com vergonha porque ela acabou de pintar o cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como se você se importasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem. Deixa eu pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Já respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Respondeu o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que ela não precisa ter vergonha, que é linda de qualquer jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério, mano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que não declamou logo uma poesia pra ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, seu cabaço. Óbvio que não. Não pode tratar mulher assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim. Bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah ta, malandrão. Então quer dizer que o lance é tratar mal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. E não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim. Você tem que sacanear a mulher, brincar com ela. Sem desrespeitar é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E como eu faria isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, sei lá. Se fosse eu diria que só iria se ela garantisse que ia ficar extremamente envergonhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E qual o sentido disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sentido? Que sentido? Isso aqui é pegação, brother, conquista. Não rua, que tem sentido. O negocio é brincar com a vaidade dela. Fazer ela sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fazer ela sorrir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É. Você tem que falar coisas que saiba que do outro lado, ela vai sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E acha que ela não vai sorrir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah vai, mas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cala a boca. Ela respondeu. Nossa, que rápida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lógico que ela é rápida. Puta encalhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, vá se catar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que ela disse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela disse que a gente vai se falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aê! Conseguiu tomar perdido da encalhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim perdido? Ela disse que vamos nos falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pensa comigo. Lembra semana passada, que estávamos lá no bar da Neide, e apareceu aquele mala do colegial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Joça. Lembro. Cara chato dos infernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que você falou pra ele quando estávamos nos despedindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Merda. Devia ter feito a sua piada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-6296256691710458951?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/6296256691710458951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=6296256691710458951&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6296256691710458951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6296256691710458951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2011/01/gente-vai-se-falando.html' title='A gente vai se falando'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-1394670042663030682</id><published>2010-11-09T18:41:00.000-03:00</published><updated>2010-11-09T18:42:49.519-03:00</updated><title type='text'>Ciclos de vida</title><content type='html'>Com o passar dos anos está ficando muito claro pra mim que, assim como no ciclo de vida tradicional, na vida profissional passamos pelo mesmo processo. A parte do “reproduz” no segundo caso pode dar justa causa, mas em linhas gerais, acho que dá pra fazer um paralelo bem próximo.&lt;br /&gt;É mais ou menos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Universitário = Bebê. O projeto de profissional ainda vive num ambiente controlado, mimado por todos os lados, sem saber lidar nem com as próprias cagadas. Sua principal preocupação é a hora da comida (cervejadas, churrascos, e por aí vai …) e tudo que virá pela frente, ainda está longe demais pra virar preocupação.&lt;br /&gt;Expressões típicas : Buááááá!!, Cof-cof-cof-cof!!, Burp!, Uhúúúúúú!!, Aêêêêêê!!, Zzzzzzzz!!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estagiário = Criança. A pessoa já aprendeu a falar, já sabe o que é errado e o que não é. Chora um pouco nos primeiros dias de aula, mas depois começa até achar divertido. Fazer as lições é um pouco chato e repetitivo, mas ainda assim, tem medo de levar bronca das professoras e diretores, então vai levando (mesmo porque apesar de chatos, os deveres nem são tão difíceis). Adora mesmo a hora do lanche (principalmente nas festas de fim de ano), pra ficar zuando com os novos amigos.&lt;br /&gt;Expressões típicas : Buááááá!! Uhúúúúúú!!, Aêêêêêê!!, Zzzzzzzz!!, Nossa!!, Que legal!!, Eu quero!!, Não foi culpa minha!!, Estagiária nova!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Profissional Júnior = Adolescente. O cara começa achar que já entende da parada. Afinal de contas, já fez faculdade, passou por um estágio e agora tá no ponto de dominar o mundo! Aquele bando de velhos que estão acima dele não sabem de nada. Se ele tivesse no lugar deles, aí sim a vida ia ser boa. Mas quando tem que assumir qualquer responsabilidade maior, reclama que nunca tinha tido que fazer aquilo antes. Em contrapartida, normalmente tem uma energia irritante pra trabalhos braçais (que considera os mais importantes de todos) e se acha o máximo fazendo viagens só porque a firma tá pagando tudo (trouxas!). Alguns começam tentar a seduzir os pais das formas mais questionáveis pra ganhar aumento na mesada. Outros acham esse tipo de vida tão louco que preferem ficar por aí ad infinitum.&lt;br /&gt;Expressões típicas: Que legal!! Eu quero!!, Não foi culpa minha!! Se eu tivesse no lugar dele …, Esse final de semana eu me acabo!, Não vai dar tempo! Essa estagiária nova, heim?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nota do autor: daqui em diante, a coisa fica um pouco mais nebulosa. É muito mais fácil falar duma fase que você já passou por completo …)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Profissional Pleno = Adulto. Algumas alegrias e decepções depois, a pessoa já sabe que nem tudo funciona como deveria, mas é assim que as coisas funcionam. Na média, o profissional entende que tem uma série de deveres e responsabilidades. Maiores responsabilidades incrementam a conta bancária mas também podem diminuir as horas de sono e vida pessoal. Vai da personalidade da pessoa caminhar na direção que mais a realiza.&lt;br /&gt;Expressões típicas: Se eu tivesse no lugar dele…, Esse final de semana é melhor eu descansar., Ainda não tá pronto?, Eu mato aquele moleque!, Bela estagiária …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sócios, Donos, etc. = Idoso.  O sujeito já entendeu como funciona o jogo. Não tem mais paciência pra lidar com o que não faz diferença. Adora ter gente achando que é mais esperta que ele por perto, porque sabe que aí as coisas vão continuar sendo feitas como ele quer. Tem uma certa complacência com aqueles que seguem um caminho próximo ao seu e por conta disso, algumas vezes, protege gente que ninguém entende o motivo. Continua tocando o negócio mais por hábito do que por necessidade.&lt;br /&gt;Expressões típicas: Não quero saber!, Não me interessa!, Quando eu comecei …, Num tenho mais idade pra isso! Esses meninos …,Que que essa menina faz aqui mesmo??,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aposentado = Morto.  Pode acabar no Céu ou no Inferno.  O resultado de todas suas ações ao longo de vida vai determinar o seu destino final.&lt;br /&gt;Expressões típicas: No meu tempo …, Num tenho mais idade pra isso!, Esses meninos …, Cadê meu pulôver?, Ah se eu fosse mais jovem …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim … Agora só resta torcer pra chegar nessa fase pronto pra assumir um lugar lá em cima. E me dá licença que vou pra minha missa. Xo Satanás!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-1394670042663030682?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/1394670042663030682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=1394670042663030682&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1394670042663030682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1394670042663030682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2010/11/ciclos-de-vida.html' title='Ciclos de vida'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-6986835152403171627</id><published>2010-10-31T09:34:00.003-03:00</published><updated>2010-10-31T09:42:44.027-03:00</updated><title type='text'>Corte as cordas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/TM1jEH34pAI/AAAAAAAAABw/8tUGJzkvkMI/s1600/imagem_cortemascordas.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 290px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/TM1jEH34pAI/AAAAAAAAABw/8tUGJzkvkMI/s320/imagem_cortemascordas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534188439592281090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não conheço muita gente que, conscientemente, goste de colocar sua vida nas mãos de outras pessoas. Por mais que sejamos inseguros e medrosos, queremos estar nas rédeas de nossas próprias vidas. Podemos uma hora ou outra pedir para alguém escolher nosso caminho por nós, mas nunca abrimos mão do poder de veto. Do direito de ir e vir. Do livre arbítrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, então por que gostaríamos de dar poder sobre nossas vidas a outras pessoas? Porque deixamos que outros, que não nós mesmos, estraguem ou “façam” nossos dias? Você vai dizer, “porque vivemos em sociedade, dependemos dos outros em uma infinidade de coisas, e (ainda) não somos eremitas que moram no topo no monte Kisozinho nos alimentando de cogumelos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, somos influenciados por pessoas que nem conhecemos, fornecedores, amigos, amigos de amigos, psicólogos, chefes, et cetera. Mas isso não quer dizer que esses sejam nossos donos, ou que sejamos simples fantoches de seus caprichos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos nós pessoas que precisemos viver rodeados de gente ou prefiramos ficar sozinhos, estamos acompanhados constantemente. Esses que nos acompanham dificultam e facilitam nossa vida. Estouram nossos prazos ou nos falam o que precisamos ouvir naquele momento, daquela maneira em cima de um cavalo branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas vidas são assim, pulando de dificultadas e facilitadas, mas não estragadas ou coroadas por ninguém. Ninguém deve ter esse poder. Ninguém é responsável o bastante para isso. Por isso, terapeutas sérios nunca te dizem o que você deve fazer, no máximo te fazem entender o que deve fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos sozinhos, todos nós, felizes ou tristes, e isso depende de nós. Depende de identificarmos quem facilita e dificulta, aumentando os que nos ajudam, diminuindo os que atrapalham. Depende de sermos plenos, todo melancolia, todo frustração, todo empolgação, todo amor. Inteiros, sem ninguém meter a mão onde não é chamado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-6986835152403171627?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/6986835152403171627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=6986835152403171627&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6986835152403171627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6986835152403171627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2010/10/corte-as-cordas.html' title='Corte as cordas'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/TM1jEH34pAI/AAAAAAAAABw/8tUGJzkvkMI/s72-c/imagem_cortemascordas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-4726757464574104992</id><published>2010-10-23T22:33:00.001-03:00</published><updated>2010-10-23T22:36:23.138-03:00</updated><title type='text'>De bom tom</title><content type='html'>- Você é um cara de pau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sem dúvida. Mas quem está falando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é muito cafajeste mesmo. Tem a pachorra de me perguntar quem eu sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok, olá pessoa estranha com voz esganiçada…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Larga de ser grosso. Eu sei que você anotou meu telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E sei que meu nome apareceu aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, boneca. Mas veja bem, eu não sei que Joyce é você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, pára. Como se conhecesse muitas Joyces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 7.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 7. Conheço 7 Joyces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jura? Nossa, nunca conheci nenhuma além de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você vê, boneca? É um mundo louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não foge do assunto! E para de me chamar de boneca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que você não me ligou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Querida, eu não sei nem quem é você. Me dá uma ajuda que te respondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sou eu. Joyce. De ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ontem, ontem….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Salesbar. Nos conhecemos no Salesbar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ahhhh… to lembrando. Loira, conversamos perto do banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Morena. Pista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, tá. Essa Joyce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você conheceu outra Joyce ontem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É possível. Mas lembro de você sim. Tinha um sapato engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que você não me ligou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hummm, esqueci algo com você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então por que ligaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oras, porque é de bom tom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, vai dizer que não sabe que uma mulher espera que o homem liga depois…depois…que ficamos mais íntimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Querida, nós ficamos íntimos atrás da caixa de som, apoiados em um engradado de cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E daí que achei que tínhamos esquecido o bom tom por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma coisa não tem nada a ver com a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pô, não sabia. Na próxima te ligo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Próxima vez? O que te faz acreditar que haverá uma próxima vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, sei lá. Gostei de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, você é a Joyce mais bonita que já conheci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Melhor que as outras 6?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Brigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que vai fazer hoje boneca?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-4726757464574104992?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/4726757464574104992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=4726757464574104992&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4726757464574104992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4726757464574104992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2010/10/de-bom-tom.html' title='De bom tom'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-3809556885435681214</id><published>2010-10-01T14:02:00.000-03:00</published><updated>2010-10-01T14:03:16.293-03:00</updated><title type='text'>Em uma Central de Atendimento</title><content type='html'>Toca o telefone... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô, poderia falar com o responsável pela linha? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois não, pode ser comigo mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem fala, por favor? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Edson. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sr. Edson, aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção OI linha adicional, onde o Sr. tem direito... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe interromper, mas quem está falando? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui é Roselaine, da OI, e estamos ligando... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Roselaine, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem, pode.. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De que telefone você fala? Meu bina não identificou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 10331. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você trabalha em que área, na OI? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Telemarketing Pro Ativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tem número de matrícula na OI? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da OI. São normas de nossa casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas posso garantir.... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a OI. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok.... Minha matrícula é 34591212. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só um momento enquanto verifico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dois minutos depois) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só mais um momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Cinco minutos depois) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas senhor... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto, Roselaine, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, onde o Sr. t em direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr. Edson? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Roselaine, vou ter que transferir você para a minha esposa, porque é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino &lt;br /&gt;tocando no Repeat (quem disse que um dia essa droga não iria servir para alguma coisa?), depois de tocar a porcaria toda da música, minha mulher atende: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado por ter aguardado.... pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou.. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 10331. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com quem estou falando, por favor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Roselaine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Roselaine de que? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Roselaine Oliveira (já demonstrando certa irritação na voz). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual sua identificação na empresa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 34591212 (mais irritada agora!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Sra tem direito a uma &lt;br /&gt;linha adicional. A senhora está interessada? &lt;br /&gt;- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer, &lt;br /&gt;pode anotar o protocolo por favor.....alô, alô! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TUTUTUTUTU... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desligou.... nossa que moça impaciente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-3809556885435681214?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/3809556885435681214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=3809556885435681214&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/3809556885435681214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/3809556885435681214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2010/10/em-uma-central-de-atendimento_01.html' title='Em uma Central de Atendimento'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-557986152120797488</id><published>2010-05-23T12:25:00.000-03:00</published><updated>2010-05-23T12:27:31.080-03:00</updated><title type='text'>Eu me amo</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Existe uma diferença notável entre ser bonito e te acharem bonito. Ser bonito é se aproximar da unanimidade. É ser aquela pessoa reconhecida pela beleza, independente das outras qualidades. É saber que estão olhando para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto do mundo é “achado bonito”. Sem razões claras, todos nós, habitantes do planeta Terra, encantamos um certo grupo de pessoas com nosso visual. É a panela e a tampa, a cegueira do amor, a atração inexplicável, a loira rica gostosa com o baixinho, careca e pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bonitos universais tem menos problemas. Estatisticamente tem mais sucesso social e profissional. Já os bonitos relativos. Bem, nós sabemos que não é fácil lidar com nossa auto-estima. Sejamos mais ou menos seguros, em algum momento vamos nos perguntar porque tal pessoa não se interessou por nós em vez de se jogar em cima daquela outra pessoa, bem mais feia que você. Na sua opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, após uma rejeição, naturalmente nos sentimos mais feios. Assim como após uma aprovação, nos sentimos melhores. E é aí que está o perigo. Uma coisa importante como a auto-estima não pode ser colocada nos olhos dos outros. Do contrário não contaria com o prefixo “auto” no nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais e aí? Como se “auto-estimar”? Simples e difícil. Basta gostar do que está vendo no espelho. Sabemos bem que gostar do que vê no espelho, pouco tem a ver com seus músculos ou gordura. Ok, tem a ver, mas não é determinante. Afinal, se a gostosa está dando bola pra você, tenho certeza que fica apaixonado pelo próprio reflexo. Se sente o rei do mundo, e ninguém é impossível. Aliás, todas na balada estão dando mole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisemos o que teria mudado se não estivesse sendo cortejado por uma gostosa, ou se aquele cara gato não estivesse louco por você. Nada, certo? Não na sua aparência física ao menos. É na mente que a mágica acontece. É ela que faz com que se sinta mais bonito, em forma e isso te deixa mais seguro e confiante. E como são atraentes as pessoas seguras e confiantes. Não confundir com convencidas e egocêntricas. Como diz a música, “todo mundo ama um vencedor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nos preocupemos com o que nós mesmos achamos de nossas pessoas. Se pergunte se você sairia consigo mesmo. Se não, mude o que deve ser mudado. Só isso fará com que se apaixone por você mesmo, e o resto das pessoas seguirão o exemplo. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-557986152120797488?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/557986152120797488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=557986152120797488&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/557986152120797488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/557986152120797488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2010/05/eu-me-amo.html' title='Eu me amo'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-2428281638224582111</id><published>2010-02-17T10:59:00.000-03:00</published><updated>2010-02-17T11:00:46.762-03:00</updated><title type='text'>A dieta do coração</title><content type='html'>Não nego, acho bonito dizer que vivo intensamente. Não é mentira, sou péssimo nessa história de parcimônia, parece que na outra vida tive morri por inanição de sentimentos. Hoje vejo um prato cheio de sensações e emoção e como até engasgar de tão rápido. Obviamente, nem sempre faz bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser intenso é sim bonito, soa rebelde e romântico, mas gera consequências. A fartura invariavelmente provoca obesidade. Difícil manter uma dieta equilibrada quando se é compulsivo por sentimentos. Portanto, após 29 anos de farra sentimento-alimentar, percebi que talvez eu esteja precisando de uma dieta. Resolvi controlar os grupos de sentimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro devo cortar a paixão. Ela é o aperitivo que abre o apetite do coração. A paixão sempre chega antes, farta e bem servida, junta a fome com a vontade de comer. Se estamos de coração vazio podemos até nos empanturrar de paixão a ponto de não sobrar espaço pra mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência, elimino o grupo dos encantamentos. Nada de consumir coisas que te façam sentir que está descobrindo um novo mundo. De que está presenciando verdadeiras novas experiências. Nada que te faça sentir que, de alguma maneira, sua vida nunca mais será a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo da intimidade também deve ser evitado. Desde a despreocupação em encostar em qualquer parte da pessoa, até realizar uma fantasia sexual interminável. Não é hora de se sentir relaxado, de sorrir ao ver alguém dormindo, de se despir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comprometimento é completamente vetado. Laços, nós, correntes, nada disso pode nem passar perto do coração. Uma vez que se provam quaisquer tipos de comprometimento, o processo de engorda é praticamente irreversível. Além de ser difícil de digerir, provoca feridas horríveis se expelidos antes da hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que evitando esses grupos de sentimento estou a salvo por um tempo. Posso, enfim, perder o peso que faz meu coração se arrastar, empanturrado. Essa carga que ás vezes ele parece querer expelir de tão cheio. Para de novo ficar vazio, puro, novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda dieta, devemos evitar tudo aquilo que mais gostamos na vida, aquilo por que vivemos, com o objetivo único de melhorar nossa saúde, mirando mais e mais experiências gastro-sentimentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso dê errado, acabamos chegando no sentimento mais letal de todos, o amor. E esse não se pode evitar, não se corta, diminui, impede. Afinal o destino dele não é o coração como tantos dizem. É os pulmões...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-2428281638224582111?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/2428281638224582111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=2428281638224582111&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2428281638224582111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2428281638224582111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2010/02/dieta-do-coracao.html' title='A dieta do coração'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-5627056548559578641</id><published>2010-01-31T08:12:00.000-03:00</published><updated>2010-01-31T08:13:34.497-03:00</updated><title type='text'>Só um bombom...</title><content type='html'>- Aquele desgraçado só pode estar querendo me deixar louca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma Rita. Não vai ficar assim por causa daquele babaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah Nanda não é possível. Ele só pode estar brincando com a minha cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é pra falar que eu te avisei mas eu avisei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas com ele era tão diferente. Ai como eu sou uma idiota mesmo. Em pensar que acreditei que pudesse até dar casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai amiga eu queria tanto que você estivesse certa. Mas eles sempre fazem esse tipo de coisa. Você lembra do meu caso com o Pedrinho né.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lembro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E com o João Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E com o Paulinho, o Adalberto e com aquele cara que transava com um pé de meia social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá, tá, tá. Não precisa me relembrar todas suas aventuras sexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa. É que eu não me controlo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe Nanda, com ele tudo foi melhor. Tudo certo. Não foi a toa que eu falei pela primeira vez “Eu te amo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primeira vez? Jura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas e todas aquelas vezes com o “Rocko”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com o “Rocko” não conta. Eu só falava por que ele sempre me dava orgasmos multiplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas dessa vez não. Falei mesmo ele não sendo tão bom de cama assim. Mesmo tendo aquela mania de estalar os dedos dos pés e mesmo não sendo nem de perto tão gostoso quanto o “Rocko”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai o “Rocko”. Por que você terminou com ele mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele nunca aprendeu meu nome Nanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas não dava pra dar um pouco mais de tempo pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tentei por seis meses. O que mais você queria???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É você tá certa. Mas é que ele era tão…tão…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nãn. Chega. Só me faltava essa agora. Eu com um problemão e vc falando do “Rocko”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tá certa. Desculpa amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas então. A noite foi ótima. Ele estava lindo, o cabelo todo pra trás, cavanhaque desenhadinho e aquela camisa de cetim que dei pra ele. Cavalheiro, abriu a porta do carro, me serviu vinho e me deu o lado de dentro da calçada para eu andar. Especialmente romântico. Até a Lua que estava cheia parecia ter sido encomendada por ele pra deixar a noite mais mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que deu errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem. É melhor perguntar o que deu certo. Depois da sobremesa ele já tomando o café dele como usual, segurou minha mão e ficou olhando fundo nos meus olhos. Me disse como eu estava linda, e como nunca tinha admirado tanto uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok. Mas até aí estava tudo perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Mas eu envolvida por tudo isso não me aguentei a acabei falando as famosas três palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos dar uma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sua besta. Eu te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também te amo Ritinha. Mas o que você falou pra ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não você Nãn. Falei que eu amava ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não me ama. E eu pensando que éramos melhores amigas! Depois de anos de amizade…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PÁRA! PÁRA! PÁRA! Nãn. Eu te amo também. È que estou falando de outra coisa. Afinal dá pra ter um pouco mais de foco em mim por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom, tá bom. Desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Voltando ao meu problema. Depois de ter falado que o amava você sabe o que ele me falou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De nada. Mas o que ele falou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ELE DISSE OBRIGADO. Nãn, presta atenção. Eu disse “eu te amo” e ao invés de ele falar “eu também” ele me agradeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Noooooossa. Que cafajeste. Como é canalha. E o que você fez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que eu fiz? O que eu podia. Meu reflexo foi sair de lá na hora. Mas o restaurante era longe da minha casa e eu tava com aquela minha sandália preta com strass na tira sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei. Nem moooorta você chegava em casa com aquela sandália. Aliás você pode me emprestar, vou numa festa sábado e combina tanto com aquele meu vestidinho preto sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei sim. Vai ficar linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então. Dai você fez o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem. O que pude. Esperei ele pagar a conta e pedi pra me levar pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E depois disso? Vocês se falaram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele me ligou no telefone mas não atendi. Daí hoje ele me deixou um presente na portaria. Um bombom. Você vê que cara de pau. Além de tudo ainda é mesquinho. Não me trouxe nem uma caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É amiga. Não tem jeito. Parece que não é dessa vez . Bem, agora tenho que ir. Vou almoçar com um cara que conheci no ponto de ônibus hoje, uma gracinha. Mas não fica assim. Ele vai pagar por isso. Vou falar com aquela minha prima do terreiro e teremos sua vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai brigado amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Beijinho linda. Força. Posso levar o bombom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não força né Nãn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não custa tentar né….vai saber, você tá com raiva dele…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tchau nandinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doze dias depois Rita não aguentando mais de chorar e xingar seu ex-amado teve que apelar ao bombom. Nada melhor que chocolate para curar dor de amor. Ao abrir a embalagem se surpreendeu encontrou uma aliança seguida da seguinte mensagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita, me desculpe por ser ruim com as palavras. Essa foi a maneira de te dizer que te amo. Case comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-5627056548559578641?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/5627056548559578641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=5627056548559578641&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5627056548559578641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5627056548559578641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2010/01/so-um-bombom.html' title='Só um bombom...'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-2777916522048598126</id><published>2009-12-26T18:11:00.002-03:00</published><updated>2009-12-26T18:17:06.369-03:00</updated><title type='text'>Remakes e Reprises</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Por mais que nos esforcemos, nossa vida é uma eterna seqüência de reprises e remakes. Vivemos um dia atrás de outro, com a crença de que podemos fazer o presente especial, mas em geral, acabamos nos acomodando e deixando pra amanhã. Assim seguimos repetindo ou refazendo tudo que já vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até os 20 anos não, o ineditismo é inerente a nossa pequena experiência. Temos muito o que aprender, conhecer, e realmente podemos dizer que boa porcentagem de nosso tempo livre é repleto de dias realmente especiais. Nossos primeiros. Beijos, empregos, fracassos, amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tem menos de 20 anos, e não está fazendo nada de melhor, encare isso tudo como qualquer conselho de uma pessoa mais velha. Ou seja, ignore. Já se você tem mais de 30, está ansiosamente esperando eu contar algo que você não tenha pensado ainda, algo que resolva esse saudosismo involuntário. Bem, obviamente não vai conseguir nada desse tipo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao ponto. Reprises e remakes. Os conceitos são bem conhecidos. Reprise é apenas a repetição do que já foi feito. O jantar naquele restaurante ótimo que você conheceu por acaso, o fim de semana naquela pousada em Jeri que você achou na internet ou aquela aflição quando acha que tem alguma TV ligada em casa. Mesmo sabendo que já a desligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remakes são novas versões do que já foi feito. Os atores são diferentes, quem sabe o mocinho do antigo é hoje seu pai, talvez a locação tenha mudado de uma cidade para outra, mas em sua essência, a história é a mesma, os personagens e o fim principalmente. Assim é praticamente tudo que achamos estar fazendo de novo em nossas vidas. Aquela vaga na multinacional que você sempre quis, aquele caso que começou em boteco sujinho no Centro ou aquela balada hiper-ultra-mega-blaster-hipada que abriu no bairro da moda. Convenhamos, você sabe que é um remake.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu concordo, existem algumas coisas realmente novas na vida de quem tem mais de 20. Algo que vivemos e não temos parâmetros próprios, algo para qual não temos o “driver”. Podemos falar que ter o primeiro filho é algo realmente novo. Se tiver muita sorte, quem sabe só veja uma pessoa querida morrer depois dos 20. Se tiver sorte. E quem sabe você ainda não tenha vivido um grande amor. Azar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ainda que existam sim, coisas novas na vida de um recém adulto, elas são raras e você tem que ter muito peito para encontrá-las. Criar oportunidade para isso sem cair no “conto do remake” é muito difícil. E a razão é que se você ainda não fez alguma coisa até os 20, é porque você tinha fortes razões para isso. Medo, pavor, preconceito. Todo tipo de grande paradigma conquistado durante sua criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O truque para não se incomodar com isso eu não preciso ensinar a ninguém. Todos nós sabemos bem qual é. É acreditar que já temos o que queremos, é crer que remakes são inéditos e curtir as reprises fingindo ter esquecido aquela história. Fingindo estar vivendo algo pela primeira vez. Se você não é dos que para pra pensar no que está fazendo até que funciona. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-2777916522048598126?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/2777916522048598126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=2777916522048598126&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2777916522048598126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2777916522048598126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/12/remakes-e-reprises.html' title='Remakes e Reprises'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-583856265902511746</id><published>2009-11-15T20:38:00.000-03:00</published><updated>2009-11-15T20:40:04.585-03:00</updated><title type='text'>Epílogo</title><content type='html'>Final de caso. Reencontro. Acerto de contas.&lt;br /&gt;- Vim pegar minhas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já imaginava que você viria. Deixei tudo separado. Se você não se importar gostaria de ficar com os discos dos Beatles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, sem problemas. Você quem sempre escutou mais. Só gostaria que você me deixasse o Revolver. Sabe como é, tem o Eleanor Rigby. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok, pode levar. Deixando o Abbey Road para mim já está ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode levar o resto. Só quero o Revolver mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Poderia ter dado certo, não é? Eu quis dizer, a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Mas quem disse que não deu? Foram 10 anos maravilhosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é, nos divertimos muito. Onde foi que erramos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tomamos rumos diferentes. Acho que cada um queria ter sua própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, acho que sim. (...) Ei, não vai querer nenhum do Pink Floyd?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, pode levar todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem certeza? Nem o Wish you were here?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho certeza. Para ser bem sincera, eu nunca fui muito fã do Pink Floyd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, eu nunca gostei muito. Achava meio chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas e todas as vezes que escutávamos juntos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, eu escutava porque você gostava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E... e... e quando fomos para o show deles em Pompeii?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi legal. Mas mais pelo show que pelas músicas em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E quando o Roger Water deixou a banda? Ficamos de luto por quase um mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na verdade eu estava dando pulos de alegria por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Não com o Roger Waters!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é, eu achava ele pretensioso demais. Odiei o The Wall.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ninguém fala mal do The Wall na minha frente! Não é pretensioso! É eloqüente! É genial! É... é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É chato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe... Mas é o que eu realmente acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moramos juntos por quase dez anos e agora descubro que realmente não conhecia você. Te respeitava por tudo que você foi, por tudo que passamos, pela pessoa maravilhosa que pensei que fosse. Percebo agora que me enganei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É só uma banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Só uma banda”? Que desprezo é esse? É “A BANDA”! Dark Side of the Moon revolucionou o rock! Foi o primeiro álbum a usar o sistema quadrifônico! E o fantástico Animals ou Atom Heart Mother? Não me venha com essa de falar que é só uma banda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para de fazer escândalo por causa dessa bobagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escute aqui, eu gostava de Pink Floyd muito antes de imaginar que pudesse um dia te encontrar. Gostava mais de Pink Floyd antes mesmo de gostar de meninas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não acredito que você ache essa bandinha de quinta categoria mais importante que eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não fale assim da maior banda de todos os tempos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bandinha de quinta mesmo! Dá sono só de pensar naquelas musiquinhas chatas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cale a boca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bandinha! Bandinha! Bandinha! Sempre achei ruim! E agora finalmente posso falar! E quer saber mais? Eu te traía com seu melhor amigo, o Davi! Escutou bem? EU TE TRAÍA COM O DAVI!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- (.........)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olhe... Eu... Não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não... Não fala mal do Pink Floyd...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-583856265902511746?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/583856265902511746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=583856265902511746&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/583856265902511746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/583856265902511746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/11/epilogo.html' title='Epílogo'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-87094631805497146</id><published>2009-11-02T18:40:00.001-03:00</published><updated>2009-11-02T18:44:09.907-03:00</updated><title type='text'>Cosmético, coisa de macho!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Já estava mais do que na hora. As empresas de cosmético resolveram dar atenção aos machos modernos e estão lançando produtos específicos para os homens. Com linhas mais abrangentes que incluem desde os tradicionais shampoos, condicionadores, loções pós barba até os novos hidratantes, esfoliantes e até base para unhas. A Ox, marca já reconhecida no universo feminino, lançou a linha Ox Men, com vários produtos, incluindo até um shampoo para cabelos grisalhos. O cuidado com os detalhes é extremo, se reflete nos nomes, embalagens, e até numa das fórmulas que é composta por extrato de whisky, coisa de macho né. Já a Niasi, por meio de sua linha Risqué, traz bases para unha específicas para o público masculino. Calma, não se assuste, ninguém aqui está falando em homens com unhas da cor; Vermelho Pecado. As bases são incolores e vem em duas opções, semi-brilho e fosca, deixam as mãos do homem com boa aparência além de bem cuidadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa nova oferta no promissor mercado de produtos estéticos dedicados ao homem acaba com um problema recorrente dos vaidoso machos modernos. Más interpretações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, vi uma garota falando seu método para descobrir se estava saindo com um gay ou metrossexual. Investigue seu banheiro. Se achar apenas shampoos, condicionadores e sabonetes pode ter certeza que se trata de um macho a moda antiga. Caso se aprofunde mais entre seus armários e prateleiras e encontre dezenas de perfumes, loções pós-barba, quem sabe até um hidratante escondido atrás de um desodorante antigo. Está lidando com um metrossexual, faça a mão que ele vai reparar. Já se naquele gabiente embaixo da pia, ali ao lado do encanamento, você por um acaso encontrar um baldinho de lencinhos umedecidos “baby wipes”, amiga, saia correndo antes que ele peça pra você vestir o cinturão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que exagero. Concordo que um baldinho rosa com um bebê no rótulo não é das coisas másculas que pode-se ter num banheiro, porém, temos que observar que o mercado não nos dá escolha. Bebê rosa ou nada. Um amigo meu, tem esses lencinhos no banheiro dele. É uma opção, para ocasiões em que precisa-se sair rápido e estar com a cara um pouco mais apresentável, afinal, ninguém aqui gosta de ver, muito menos sentir, uma pele oleosa que se banhou de poluição o dia inteiro. Uma pele limpa e cheirosa é sempre mais atraente. Isso é o que o meu amigo alega ao menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas novas linhas vem para resolver justamente esses problemas. Nenhum homem quer abrir seu armário ou necessaire e ter a sensação que tem em mãos um kit de beleza da Hello Kitty. Precisamos de produtos e embalagens adequadas. Por exemplo, imaginem lenços umedecidos da Calvin Klein, com a essência de um de seus perfumes, vestidos com a tradicional austeridade da marca. Uma caixa preta retangular de aço, no meio uma abertura como um cofre, o logo “CK” logo abaixo gravado em prata, com o subtitulo, “wipes for men”. Já não é mais tão feminino assim não é?&lt;br /&gt;A verdade é que o homem realmente quer usar cosméticos, porém a seu modo, com a sua cara. Nada mais justo. Podemos ser limpos e bonitos preservando nossos armários de se transformarem em arco íris de frascos amarelos, lilás e rosa bebê. Assim eu nunca mais terei problemas com lencinhos. Digo, meu amigo.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-87094631805497146?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/87094631805497146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=87094631805497146&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/87094631805497146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/87094631805497146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/11/cosmetico-coisa-de-macho.html' title='Cosmético, coisa de macho!'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-3172188671940444931</id><published>2009-10-25T22:05:00.001-03:00</published><updated>2009-10-25T22:10:37.901-03:00</updated><title type='text'>Mulher desesperada</title><content type='html'>E a mulher lutou muito para obter direitos iguais, os mesmos salários, as mesmas oportunidades, as mesmas possibilidades de trair, etc. E ela chegou lá. É claro que ainda tem que trocar as fraldas de cocô, fazer o almoço de domingo, mandar a empregada gostosa embora e ir às reuniões pedagógicas na escola do filho ao meio dia quando tem milhões de coisas pra fazer! Mas a mulher está muito bem! Muito segura de si, muito orgulhosa! Feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na boate, lá pelas tantas horas e tantas cervejas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- …&lt;br /&gt;- Tudo bem?&lt;br /&gt;- …&lt;br /&gt;- Qual o seu nome?&lt;br /&gt;- Mariana.&lt;br /&gt;- …&lt;br /&gt;- …&lt;br /&gt;- Você vem sempre por aqui?&lt;br /&gt;- …&lt;br /&gt;- Você estuda, trabalha?&lt;br /&gt;- Eu faço faculdade.&lt;br /&gt;- Ah… De quê?&lt;br /&gt;- De Administração.&lt;br /&gt;- Eu faço medicina.&lt;br /&gt;- Ah…&lt;br /&gt;- Você veio sozinha?&lt;br /&gt;- Não. Vim com amigas.&lt;br /&gt;- Entendo… E tem namorado?&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- É que…&lt;br /&gt;- Ah?&lt;br /&gt;- …- Pode falar. Não fique tímido.&lt;br /&gt;- …&lt;br /&gt;- Não tenho namorado. Estou disponível, aberta a novos relacionamentos e pronta para outra…&lt;br /&gt;- Claro. Eu só queria saber…&lt;br /&gt;- Não que eu ache que os homens não prestam. É que meus últimos rolos e ex-namorados foram bem sacanas comigo e…&lt;br /&gt;- Olha, eu…&lt;br /&gt;- Eu sei que você vai dizer que é diferente, que nem todos os homens são iguais, mas vai ter que sambar muito pra me provar isso,viu, e…&lt;br /&gt;- Deixa eu falar…&lt;br /&gt;- Não. Peraí! Eu sei que nem todos são iguais, mas quer saber? Parece até que existe uma irmandade ou fraternidade oculta na crosta terrestre e que todos vocês, homens e ratos, vão pra aprender como maltratar e magoar as mulheres. Um dia eu entro lá disfarçada e pego todos no flagra!&lt;br /&gt;- Mariana?&lt;br /&gt;- Sabe o que é pior? É que vocês não podem ver um rabo de saia e já ficam doidos. Por que vocês não conseguem ser fiéis? Vocês entendem o que é amor?&lt;br /&gt;- …&lt;br /&gt;- Sabe, é por isso que não acredito em casamentos! Depois que casam, vocês, ratos, só querem que a mulher fique atrás do fogão enquanto vocês saem pra pegar as menininhas que tem idade para serem sua filha! E mais… Chegam em casa com a cara lavada e ainda querem sexo!&lt;br /&gt;- Eu… Bem…&lt;br /&gt;- Sexo! Vocês só pensam nisso. Só pensam em conversar com uma mulher quando querem fazer sexo! Custe o que custar. E aí, quando eu ficar gorda e velha você vai procurar sexo na rua, não é?&lt;br /&gt;- Ah… Bem… Eu… Eh…&lt;br /&gt;- Ta vendo? É isso mesmo. Ficou até sem fala! Viu só? Homem é foda!&lt;br /&gt;- Desculpe, Mariana. Eu só queria te conhecer… Tchau.&lt;br /&gt;- …&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;- Viu aquele carinha ali, Roberta?&lt;br /&gt;- Sim. Ele tava te cantando?&lt;br /&gt;- Hã! Cantando! Ele queria transar comigo! E aí foi só eu começar a conhecê-lo melhor pra saber que é um crápula! São todos iguais!&lt;br /&gt;- É…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-3172188671940444931?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/3172188671940444931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=3172188671940444931&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/3172188671940444931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/3172188671940444931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/10/mulher-desesperada.html' title='Mulher desesperada'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-6176062709647914735</id><published>2009-10-17T10:38:00.001-03:00</published><updated>2009-10-17T10:46:38.352-03:00</updated><title type='text'>Coisa de criança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quanta coisa aprendemos quando criança. Não coloque o dedo na tomada. Não coma coisas que encontra pelo chão. Não coloque a mão em uma panela no fogo. Apesar de tantos avisos e ensinamentos, insistimos a contrariar os avisos e experimentarmos por nossa conta. Certamente tomamos muitos choques e quedas pelo caminho. É que chamamos de viver. Viver muitas vezes é mais eficiente que aqueles sermões de “não faça” que tantas vezes ouvimos. Assim crescemos, assim aprendemos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aprendemos a confiar em nossos pais. Quantas vezes já nos arrependemos de não levar aquele agasalho que sua mãe tanto insistiu para que botasse? Sempre preocupados e pensando no seu bem-estar. Experiência. Essa é a palavra. Eles já viveram tudo aquilo que você passou ou está passando: aquela vontade de riscar paredes, a curiosidade de desmontar os brinquedos, aquele temor de ligar para aquela garota ou aquele primeiro porre. Escutamos e aprendemos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fim crescemos. Aprendemos. E descobrimos que eles mentiram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mundo não é como nos ensinaram. Quando somos pequenos, se acreditamos em nossos pais, somos bem-educados e elogiados. Quando crescemos, se continuarmos acreditando, viramos otários e desiludidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Comi todo o feijão do prato e não cresci forte e bonito como o galã da novela das oito. Trabalho 12, 14 horas diárias e estou longe de ficar rico. Procuro e não encontro aquela princesa encantada prometida. Sou honesto e fiel, mas nunca valorizado por isso. Procuro ser bom com os outros, mas não há um Papai Noel no final do ano para ser recompensado. Os desonestos não são punidos no final. O mau-caráter sempre fica com a mocinha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na vida adulta não há espaço para “crianças”. Hollywood não existe. O romantismo morreu há muito tempo. As últimas peças de resistência sofrem a via-crucis. Não há charme em ser bom, enquanto há uma aura sexy em ser mau. A malandragem é fator diferencial (eu diria até crucial) na ascensão de uma carreira. Ter princípios é antiquado. Fidelidade é careta. Honestidade é burrice. Apanhamos e aprendemos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aprendemos? Ou desaprendemos? Em quem confiar? Em nossos pais que sempre zelaram por nós ou em um mundo que sempre nos acerta na cabeça e no coração?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ser uma criança eterna, sonhar, viver, buscar e por muitas vezes chorar e apanhar de um valentão qualquer. Ou abrir os olhos, se encaixar em um mundo canalha e roubar o lanche daquele otário fracote?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sigo com minha decisão. Fecho meus olhos ainda com esperanças de um dia o mocinho vencer no final. Continuo em meu canto solitário, brincando com meus blocos de madeira e bolinhas de gude, esperando que um dia tenha companhia para brincarmos juntos. Talvez eu seja o maior otário do mundo, ou talvez o mundo precise da mais blocos de madeira. Alguém quer brincar comigo?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-6176062709647914735?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/6176062709647914735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=6176062709647914735&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6176062709647914735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6176062709647914735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/10/coisa-de-crianca.html' title='Coisa de criança'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-5045063845456177878</id><published>2009-10-09T07:13:00.000-03:00</published><updated>2009-10-09T07:14:47.041-03:00</updated><title type='text'>"Pra casar"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Demorou, admitimos, demorou. Mas chegou o dia em que os homens estão entendendo o “big deal” que é o casamento. Por séculos os homens fugiram do casamento como noivo da noiva. Medo do comprometimento, da prisão, da castração social. Mas finalmente, o século 21 assiste os machos abraçando a tradição matrimonial.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda que preserve tradições antigas, como a despedida de solteiro, também abro espaço para casar de branco, entrar na igreja com música, chá-bar, dia do noivo etc. Não que adote todos e todas, mas estou mais receptivo. É um grande passo para quem só aceitava se trajar de luto no grande dia.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vamos nos divertir com as listas de presente, dando preferência para TVs de plasma e aparatos de churrasqueira mas espichando os olhos para travessas, baixelas e aparelhos de fondue. Sim é importante ter pratos para sopa, sobremesa, pizza e tartar. Seja lá o que for isso.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vamos repassar a lista de convidados, entendo que realmente, aquele seu tio que acabou de sair da cadeia não pode ficar de fora. Padrinhos, podem ser seis casais sim, pega emprestado dois meus. Seu tio ladrão vai ser padrinho? Claro, ele precisa de apoio para voltar a sociedade. Vou sem relógio, você se importa?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Flores, lembranças, havaianas com os dizeres “tuquinho e tuquinha pra sempre”, eu apóio. Dinheiro? É detalhe, esse é o dia mais importante de nossas vidas não? Porque se importar com o financiamento do apartamento no mesmo prédio que sua mãe? Nós merecemos. Esse é seu dia de princesa, todos se curvarão a seus pés, mesmo que seja de bêbados, whisky 18 anos não vai faltar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lua de mel é um capítulo a parte. Faz todo sentido dividirmos entre Taiti e NY. Compras e lazer. Dias mágicos. Vamos nos divertir muito, assim como meu gerente. Não importa o que tenhamos que sacrificar, sabe porque?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porque você é a coisa que mais amo no mundo, minha alma gêmea, nada é mais importante que isso. Quero passar o resto da minha vida com você, ter filhos, envelhecer juntos de mãos dadas na sacada nos nosso apartamento financiado em 87 anos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hein? Como assim? Você quer o que?  Focar na sua carreira, no seu desenvolvimento profissional? Não sabe se está fazendo isso na hora certa? Quer aproveitar mais suas amigas, conhecer o mundo, se sentir livre? Mas e o papo de alma gêmea? É bobagem? Temos de ser felizes sozinhos? Não eu não sou dependente de você, só queria ser feliz pra sempre. Como assim isso não existe. Ta, atende essa chamada do seu trabalho, você sempre dá preferência a eles mesmo. Mas depois disso você não me escapa. Depois de me enrolar por quatro meses…Será possível?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-5045063845456177878?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/5045063845456177878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=5045063845456177878&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5045063845456177878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5045063845456177878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/10/pra-casar.html' title='&quot;Pra casar&quot;'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-2566867460275349117</id><published>2009-09-26T20:34:00.002-03:00</published><updated>2009-09-26T20:37:13.493-03:00</updated><title type='text'>Amar é...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Amar é levar a mulher em um restaurante caríssimo, pedir lagosta, ensiná-la a usar os talheres, a segurar a taça, pagar a conta sozinho, abrir a porta do carro para ela entrar, levá-la para casa, e ser obrigado a, no caminho, parar em uma barraca de cachorro-quente imunda porque ela odiou a comida do restaurante e está com fome. Além de dizer que a barraca é mais a sua cara.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Amar é passar duas horas dentro de uma floricultura escolhendo o mais lindo vaso, as mais lindas flores para a mais linda mulher, escrever um cartão pomposo, entregar de surpresa quando ela abre a porta, ganhar um beijo e um abraço e ouvir, sem querer, no outro dia, ela comentar com uma amiga que não agüentava mais ganhar flores. Que era uma mulher prática e bem que poderia ganhar algo útil.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amar é chegar mais cedo no trabalho, dar duro o dia inteiro, sair correndo do escritório, passar no shopping, comprar aquele vestido que ela queria tanto, uns queijos, um bom vinho, velas aromáticas, e descobrir, ao chegar em casa, que justo hoje ela resolveu sair com as amigas.&lt;br /&gt;Amar é resolver sair uma noite com amigos que não se vêem há três anos e depois ter que dormir no sofá por "falta de consideração".&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amar é levá-la ao circo, ao parque, ao shopping, à butique, ao bazar, ao show do Peninha, à exposição de tapetes ornamentais, e ainda ter que assistir à novela com ela ao chegar em casa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Amar é buscar as palavras mais bonitas, todos os elogios, todos os adjetivos, as comparações mais lisonjeiras, e ouvi-la reclamar, cinco minutos depois, que está deprimida porque está se sentindo gorda.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amar é conviver 364 dias por ano com a dor de cabeça dela à noite, e no único dia que as coisas poderiam dar certo, você pega pneumonia e ainda é chamado de frouxo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amar é gastar os tubos em um relacionamento, e, quando acaba, você a vê dirigindo um carro novo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amar é vê-la deslumbrante no vestido longo de festa, e não poder beijá-la nem abraçá-la a noite inteira para não tirar o batom nem amassar o vestido.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amar é acordar com ela "naqueles dias" e ouvir reclamações sobre o tempo, sobre a roupa, sobre a economia, sobre a casa, sobre os filhos, sobre você, sobre o síndico do prédio, sobre a vida, sobre seu carro, sobre o cabeleireiro e sobre o chinelo que ela não encontra em lugar nenhum. Abraçá-la, beijá-la, dizer que a ama, e ela te mandar praquele lugar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amar é levar uma multa por parar em fila dupla quando ela vê uma loja de R$ 1,99 e PRECISA tanto ir que não pode esperar você estacionar o carro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Amar é isso aí e algo mais.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-2566867460275349117?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/2566867460275349117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=2566867460275349117&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2566867460275349117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2566867460275349117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/09/amar-e.html' title='Amar é...'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-3476990005393100019</id><published>2009-09-19T10:45:00.002-03:00</published><updated>2009-09-19T10:48:29.591-03:00</updated><title type='text'>Preciso de você esta noite!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/SrThCj-1yEI/AAAAAAAAABg/UKhw8TyWhfk/s1600-h/holding-hands1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383174888749385794" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/SrThCj-1yEI/AAAAAAAAABg/UKhw8TyWhfk/s320/holding-hands1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Qualquer pessoa razoavelmente sociável tem uma mão cheia de pessoas para quem pode dizer esta frase e ser prontamente atendido. Seja numa tarefa simples, ou no momento mais complicado de sua vida, alguma destas 5 pessoas te ajudarão. Quem sabe não todas, quem sabe não sempre, mas alguém estará lá.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;São estes que podem ser chamados de melhores amigos. Sejam cônjuges, pais, filhos ou só amigos mesmo. São essas 5 pessoas, ás vezes um pouco mais, outras menos, que você sempre poderá contar. Essas 5 pessoas, ao longo da vida, logicamente são rotativas, mudam-se as famílias, colégios, trabalhos, interesses. Mas elas estão sempre lá, simbolicamente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mas chega uma hora em que você fica mais exigente, mais carente, e não quer mais ter que dizer nada. Quer que as pessoas simplesmente estejam lá esta noite, e a próxima, e a próxima, etc.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;É a nossa possessão talvez que nos faça desejar alguém exclusivamente seu, dando em troca o mesmo tipo de comprometimento. Queremos simplesmente não ter que nos preocupar em pedir socorro. Queremos sentir que nunca mais estaremos sozinhos. Só sentir, pois estamos. Sempre.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;São estes que podem ser chamados esposos e esposas. Sejam juntados, casados no papel, namorados de longa data. O rotulo em si é bobagem, já discriminei muito os juntados, achando que casamento válido apenas com presença de juiz e padre. Mas isso tudo é uma grande bobagem. O único pré-requisito para ser esposo ou esposa é este. Estar lá. Junto. Mesmo que a distância.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Assim sendo já coloquei no passado a exigência de festa, contrato ou juramento. Só quero encontrar alguém que compartilhe da mesma visão que eu. O que obviamente é muito mais difícil. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;No dia que (se) eu encontrar não vou precisar de aliança, casa ou permissão. Só vou falar uma vez, mas com a maior sinceridade possível que eu preciso dessa pessoa. Não essa noite, não esse mês. Apenas preciso. E pra selar de vez a nova fase ajoelho e pergunto: “Quer estar comigo? “&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-3476990005393100019?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/3476990005393100019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=3476990005393100019&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/3476990005393100019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/3476990005393100019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/09/qualquer-pessoa-razoavelmente-sociavel.html' title='Preciso de você esta noite!'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/SrThCj-1yEI/AAAAAAAAABg/UKhw8TyWhfk/s72-c/holding-hands1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-6229626544026373347</id><published>2009-09-11T19:06:00.001-03:00</published><updated>2009-09-11T19:10:50.027-03:00</updated><title type='text'>Sejamos todos Supernovas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Supernova é o nome dado aos corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas com mais de 10 massas solares, que produzem objetos extremamente brilhantes, os quais declinam até se tornarem invisíveis. Em apenas alguns dias o seu brilho pode intensificar-se em 1 bilhão de vezes a partir de seu estado original, tornando a estrela tão brilhante quanto uma galáxia, mas, com o passar do tempo, sua temperatura e brilho diminuem até chegarem a um grau inferior aos primeiros.A explosão de uma supernova pode expulsar para o espaço até 9/10 da matéria de uma estrela. A partir daí, uma sequência de eventos promove o colapso total da estrela, dando origem a uma singularidade no espaço-tempo, conhecida como Buraco Negro, cuja Velocidade de Escape é um pouco maior do que a velocidade da luz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dados científicos, se passarem batido, são apenas dados. Informaçoes irrelevantes ao dia-a-dia de pessoas comuns como eu e você. Mas se pararmos um segundo para refletir, veremos que esse papo de sermos feitos de poeira das estrelas, de vez em quando até que faz sentido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é difícil fazer o paralelo entre nossos astros cheios de luz e nossas próprias vidas mundanas. A partir do momento que consideramos nossos relacionamentos, feitos, indivíduos como objetos e eventos brilhantes, nos indentificamos com as supernovas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nascemos assim, brilhantes, explodindo para nosso próprio universo, e desde desse momento, lentamente vamos apagando, nos consumindo. Esse é nosso ápice, ninguém faz nada maior do que nascer, todo o resto é consequência. Por mais que briguemos, por mais que façamos a diferença, nada é mais impressionante do que começar a existir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poderia falar sobre todos as ramificações de nossas existência, apontando sempre um momento que ofusca todos os outros. Como sempre, prefiro falar sobre as relações humanas, razão pela qual não nos extinguimos de vez, logo após nascer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em todos nosso relacionamentos, basta pararmos um segundo pra pensar, podemos identificar esse momento. Seja um primeiro beijo, uma tarde na praia, uma ligação na madrugada. São esses pequenos instantes que nunca conseguimos esquecer, que com sua luz ofuscante nos marcou como fossemos negativos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não adianta brigar ou espernear, perfeito mesmo, só esses instantes, que ás vezes duram milisegundos, quando com sorte, alguns minutos. O resto é apenas uma grande torrente de imperfeição, em intensidades diferentes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isso não é motivo para tristeza ou depressão. A busca desses momentos, tem seu brilho próprio e ascendente. Por mais que não ofusquemos toda uma galáxia, por mais que não tenhamos a sensação que o universo inteiro nos admira, sabemos que estamos ali, grudados no firmamento, esperando nosso grande momento, para depois aceitar as leis da “física” e começarmos a nos apagar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Somos todos buracos negros em potencial, prontos para transformar tudo de bom que expelimos em destruição própria, inconformados com a aparente falha de constituição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas querer brilhar mais que toda uma galaxia, pra sempre é pedir demais. É querer ser Deus, é pretender ser a força mais absoluta do universo. Aceitemos nosso papel no espaço, o papel de compor um universo, esse sim perfeito, em que, por nossa sorte, temos a opção de ser pequenas estrelas anãs, quase insignificantes, temorosas em brilhar demais sabendo do destino de quem brilha, ou lutamos para sermos supernovas, que tem os dias contados, mas dias que farão a diferença. Para toda uma galáxia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-6229626544026373347?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/6229626544026373347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=6229626544026373347&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6229626544026373347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6229626544026373347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/09/sejamos-todos-supernovas.html' title='Sejamos todos Supernovas'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-1252232823624803067</id><published>2009-08-28T10:30:00.001-03:00</published><updated>2009-08-28T10:35:36.619-03:00</updated><title type='text'>Marta? Amor?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Sabe de uma coisa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Que?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Você está linda hoje?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Por quê?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Hein? Como assim por que?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- É. Por quê?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Porque está ué. Não posso te elogiar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Pode. Mas porque isso agora?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Porque deu vontade falar ué. Olhei pra você pensei “nossa, como ela está bonita”. Mas desculpa, não falo mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não é isso. Tem alguma coisa aí?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Alguma coisa? Que coisa? Não tem coisa alguma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Tem sim. O que foi? Você fez algo errado?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não, não fiz nada. Não é possível que você vai fazer isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Isso o que?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Transformar um elogio meu numa briga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não é briga. É que você disse uma coisa estranha então deve explicações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Explicações??? Como assim explicações? Ta bom. Gostei do jeito que seus cabelos estão caindo sobre seus ombros. Da sua feição feliz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- José Roberto, não me provoca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Te provocar???&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- É, fica fazendo gracinha pra escapar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Escapar do que???&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Do que??? Que cara de pau. Do que você fez de errado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Errado? O que eu fiz de errado?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Você quem me diz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Isso ta ficando louco demais. Eu retiro ta bom. Você não está linda hoje.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Quer dizer que estou feia?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- NÃÃÃÃÃÃOOOOO! Inferno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não o que?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não você está feia. Está linda como sempre. Como todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Quer dizer que você está entediado. Que não tem mais tesão por mim. Por isso foi procurar outra mulher?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Que outra mulher????&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Você quem me diz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Eu que te digo? Como assim. Só te fiz um elogio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Vai José Roberto. Assume logo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Assumir o que? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não vai assumir?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não tenho o que assumir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Então é isso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Isso o que?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- O fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Fim do que?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- De nós. De nossa história.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- É. É sim. Estou cansada de aturar essas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Essas coisas? Que coisas? Pera, Marta, volta, prometo nunca mais te elogiar. Marta? Amor?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-1252232823624803067?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/1252232823624803067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=1252232823624803067&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1252232823624803067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1252232823624803067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/08/marta-amor.html' title='Marta? Amor?'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-7431645878550580934</id><published>2009-08-21T16:16:00.003-03:00</published><updated>2009-08-21T16:20:35.877-03:00</updated><title type='text'>O que é saudade?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Saudade. Pra mim, não há palavra alguma no dicionário que expresse um sentimento com tanta veemência. Saudade não é só falta, não é precisar e nem só querer de volta. É só saudade. E isso é tudo. Tudo que está entalado na garganta, preso no choro, marcado no pensamento.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A saudade pode ter quilômetros de distância ou, muitas vezes, estar separada apenas por um lençol. Ou quatro paredes. A saudade dói sem ser doença, machuca sem ter armas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Saudade só é boa quando está no seu fim. Saudade é igual fome. É uma das melhores coisas para se matar. Saudade do picolé minissaia, da coleção vaga-lume, da bota de chuva, do cheiro da lancheira da escola, da maçã raspadinha. Saudade.Do passado mais antigo. Ou de ontem à noite.Do que você está com saudade?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pode vir agora. Pode vir de longe. Pode morar na sua rua. Porque tudo no mundo lembra a saudade. O que provoca a sua saudade? Saudade tem cena. Aquela quando você acena de longe e, num segundo, os olhos se enchem de lágrimas. Saudade tem música. E não precisa ser triste. E quase sempre tem cheiro. Aquele que fica no travesseiro e faz lembrar. Cheiro de perfume, bolo de chuva. Saudade tem sempre um nome. Ou não. De quem você está com saudade agora?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quem tem saudade, lembra. Tem sempre pra quem escrever. Mesmo que esse alguém não possa mais ler. A saudade quase sempre mora pra lá das nuvens. E nem avião pode alcançar. Quando você diz que sente saudade, espera ouvir um eu também. Tem saudade que não passa. Mesmo que os dias passem depressa. Tem saudade que dá pra comprar o fim. Um voucher, um crédito de celular. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bom mesmo é aquela saudade que se mata de graça. Um abraço, um pedacinho do seu picolé, um eu também. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adoro contar saudade no relógio até ela acabar. É igual ansiedade de criança antes de abrir o seu presente. É como esperar o final de um livro.Saudade tem recordação, baú, diário. Tem pétalas de rosa espremidas no meio de um livro. Tem foto no fundo da gaveta. Tem um casaco de ombreira e um souvenir daquela última viagem na estante. Tem um restinho de bebida na garrafa. Tem dejavu.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O bom da saudade é correr pra encontrar. É dar um abraço de urso. É contar os dias.Porque quem sente saudade, tem o privilégio de sentir o seu fim. Algum dia, em algum lugar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-7431645878550580934?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/7431645878550580934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=7431645878550580934&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7431645878550580934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7431645878550580934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/08/o-que-e-saudade.html' title='O que é saudade?'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-9037595563594722685</id><published>2009-08-14T10:24:00.001-03:00</published><updated>2009-08-14T10:28:52.001-03:00</updated><title type='text'>De casamentos e etc.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pra variar eu já devo ter comentado a respeito disso anteriormente, mas como o mundo gira e a Lusitana roda, não me importo muito. Tenho ultimamente freqüentado muitos casamentos. Muitos. Mesmo. Não sei se é sinal dos tempos, se é apenas uma fase, se é a época ou se é a economia que está numa boa. Ou mesmo se eu possuo amigos e amigas demais que estão nessa de casório.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas o fato é que nos últimos dois anos, tenho comparecido em praticamente um casamento por mês.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Neste ano, vejam só, estamos no meio de agosto e já fui em nove (!) casamentos. O que está me dando uma média de um por mês. O que rendeu a decoreba de boa parte da Epístola de São Paulo aos Coríntios. Um clássico.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E para um solteirão inveterado como eu, essa leva de casamentos têm sido muito interessante, a despeito do que pensa a maioria. E a maioria pensa que para mim deve ser difícil, que eu deva sentir vontade de estar lá no lugar do noivo, essas coisas. Mas nada disso acontece. Gosto de casamentos, mas só os dos outros.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Freqüentar tantos casamentos me permitiu elaborar algumas estatísticas interessantes, como por exemplo, em 97% dos casamentos que fui nos últimos dois anos tocou Perhaps Love. O que para mim é fantástico, uma vez que adoro essa música. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Em 63% deles as crianças que entram trazendo as alianças fizeram alguma besteira, o que levou a 100% dos convidados a rirem dos pobrezinhos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em apenas 7% dos casamentos, a noiva chegou à cerimônia numa limousine, o que é um alívio. Limousines hoje em dia são extremamente cafonas. Se forem brancas então, é um atentado à ordem pública.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em 71% dos casos, os padres ou pastores ou algo que o valha, disseram em sua pregação algum tipo de besteira, como lembrar aos noivos toda a parte ruim e difícil de um matrimônio. Aquela não é a hora de dizer coisas assim.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em 15% dos casórios os padres/pastores/coisas do tipo disseram coisas legais, como “a beleza de um acordar com o bafo abençoado do outro” ou poéticas como “entender o que significa os seus ternos estarem ao lado dos vestidos dela”. Os mais atentos à matemática do negócio irão perceber que houve um hiato de 14% nas minhas estatísticas. Esses 14% são relativos às vezes quando o padre/pastor/coisa do tipo não disse absolutamente nada além dos textos-padrão. São os casos que o sujeito está com pressa de ir embora ou não quer atrasar o próximo casamento no dito estabelecimento religioso.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em 100% dos casamentos algum imbecil disse “meus pêsames” para o noivo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Também em 100% dos casos alguma invejosa colocou defeito no vestido da noiva.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em nenhum casamento dessa pilha que fui nos últimos dois anos o noivo desistiu na última hora ou a noiva não apareceu. 0%. Vou começar a torcer para isso acontecer nos próximos que eu for. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estão ficando todos muito iguais.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-9037595563594722685?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/9037595563594722685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=9037595563594722685&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/9037595563594722685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/9037595563594722685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/08/de-casamentos-e-etc.html' title='De casamentos e etc.'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-5611889661485066328</id><published>2009-08-05T08:16:00.000-03:00</published><updated>2009-08-05T08:18:35.672-03:00</updated><title type='text'>Uma de ciúmes II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O casal se separou. E tudo em virtude do tal Ciúme.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quero que atire a primeira ou a última, vai saber, pedra quem nunca manteve/mantém um flerte no MSN; quem nunca entrou num bate papo para uma cantada no meio da madrugada; quem, já completamente bêbado, não pega o celular e começa a ligar pra tudo o que é ex-ficante para um papo picante no final da noite; quem nunca gosta de manter um esquema para massagear o ego. Duvido que exista essa qualidade de gente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duvido, aposto e, com plena certeza, ganho.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O mundo é canalha. E junto com a canalhice, vem esse tal de Ciúme atravancar tudo e todos.&lt;br /&gt;Se o Ciúme não existisse, tudo seria muito melhor compreendido. Imaginem Maria G., após olhar as mensagens no celular do Diguinho o que ela faria:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Ô meu amor...&lt;br /&gt;- Pô, tô vendo o jogo agora.&lt;br /&gt;- Verdade, já volto. Quer uma cerveja?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Olha a compreensão, gente! Viram a diferença? O mundo seria MUITO melhor, mais harmonioso.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quarenta e cinco minutos depois ela voltaria.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Agora podemos conversar?&lt;br /&gt;- Claro. Só traga o cinzeiro pra mim, benzinho.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que carinho... que carinho...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cinzeiro, cerveja e o celular na mão, ela começa:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Meu bebê, qual a razão dessas mensagens?&lt;br /&gt;- Ô meu amorzinho, desculpa por não ter te falado. Não é nada de mais. É só uma amiga virtual.&lt;br /&gt;- Não, tudo bem, isso eu entendi. Não falo disso.&lt;br /&gt;- Fala do quê?&lt;br /&gt;- Do horário. Duas da manhã não é muito tarde?&lt;br /&gt;- Ela dorme tarde. Não liga pra isso não.&lt;br /&gt;- Ainda bem que não. O Jorjão não me manda mais nesse horário, porque ele sabe que acordo estressada.&lt;br /&gt;- Ele ainda te liga e manda mensagem?&lt;br /&gt;- Às vezes... às vezes...&lt;br /&gt;- Tá bom. Só isso?&lt;br /&gt;- Só. Vamos à pizzaria?&lt;br /&gt;- Hoje não. Vou na casa do Magrão jogar pôker. E você?&lt;br /&gt;- Ah, sairei com a Lucélia.&lt;br /&gt;- Qualquer coisa liga.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Olha a paz, a suavidade imperando.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por isso que, agora serei eu quem entrará com uma ação contra o Ciúme. E ele terá que ser deportado ou se reportar a nós, homens lúcidos (!).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E é bom que isso aconteça logo ou, muito em breve, perderemos todas nossas mulheres para esse cidadão.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há ciúme crônico?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-5611889661485066328?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/5611889661485066328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=5611889661485066328&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5611889661485066328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5611889661485066328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/08/uma-de-ciumes-ii.html' title='Uma de ciúmes II'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-1357026229514510242</id><published>2009-07-25T13:16:00.000-03:00</published><updated>2009-07-25T13:18:14.608-03:00</updated><title type='text'>Umas de ciúmes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Justiça seja feita! E logo", gritavam mulheres no largo do Arouche.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse senhor, que há anos corrompe os namoros, noivados, casamentos e, pasmem, até casos extraconjugais, foi convocado a prestar esclarecimentos do porquê de meter o bedelho nos relacionamentos e pode ser condenado caso suas explicações não sejam convincentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou quando Maria G., miudinha de 22 anos de idade, moradora de um bairro abastado de Osasco, cansada de se estressar com Diguinho, seu namoradinho, resolveu apelar a instâncias superiores e entrar com uma ação na Justiça contra o Ciúme.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo dados da Associação Aspirante de Ciumentas Neuróticas Anônimas - ASSACINA, o Ciúmes é um dos maiores causadores de destruição de lares e crimes de homicídios na capital paulista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dizem que Maria G., uma ex-neurótica anônima que resolveu se identificar para entrar com a ação, gozava de direito líquido e certo, entrando com um Mandado de Segurança para ser exorcizada e o Ciúme deixar o seu corpo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, do outro lado da balança, foi impetrado um Habbeas Corpus pelo Ciúme, alegando que ele já estava incrustado naquela mente perturbada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns podem achar exagero, mas a coisa tem acontecido assim mesmo: o ciúme quando entra na vida do casal, não sai nem por decreto presidencial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, a mesma Maria G., fuçava no celular do Diguinho. Inúmeras vezes eu disse à ela para não cometer essa bobagem, mas vocês bem sabem como é essa gente possuída pelo Ciúme.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela leu. Chorou. Decorou mensagem por mensagem. Chorou. Leu mais umas três vezes cada uma das quinze mensagens. Chorou novamente. Ligou pra psicóloga. Chorou. No auge do choro, não resiste:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Diguinho!&lt;br /&gt;- Oi meu amor.&lt;br /&gt;- Meu amor o escambau!&lt;br /&gt;- Nossa...&lt;br /&gt;- Nossa o diabo que te carregue!&lt;br /&gt;- Ixe...&lt;br /&gt;- Ixe o quinto dos infernos!&lt;br /&gt;- Mulher, tô aqui vendo o futebol...&lt;br /&gt;- Pro raio que o parta você e esse seu futebol!&lt;br /&gt;- Calmaí! Aí você já extrapolou TODOS os limites. Não mexa com o meu futebol.&lt;br /&gt;- Futebol? Futebol?! FUTEBOL?!&lt;br /&gt;- Isso mesmo. Sua audição está perfeita.&lt;br /&gt;- Pois olha aqui, seu cachorro...&lt;br /&gt;- Opa, opa, opa! Aqui não tem cachorro não.&lt;br /&gt;- Pois tem sim, seu canalha, cafajeste...&lt;br /&gt;- É TPM, só pode ser isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A conversa não foi das mais produtivas e ela, antes de jogar o celular na parede e espatifa-lo, leu mensagem por mensagem em voz alta ao namorado. Ele, com aquela cara de quem acabou de ver um filme do Akira Kurosawa apenas diz:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- E aí?&lt;br /&gt;- Como assim ‘e aí’? Você perdeu COMPLETAMENTE a noção de um relacionamento!&lt;br /&gt;- Isso é hora de brigar?&lt;br /&gt;- E tem hora pra brigar agora? TEM?!&lt;br /&gt;- Sempre teve.&lt;br /&gt;- Ahn?&lt;br /&gt;- Há uma lista com os horários na internet, você nunca viu?&lt;br /&gt;- Não...&lt;br /&gt;- Pois então vou lhe passar: segundas-feiras, após às 22h quando o marido já estiver dormindo; terças-feiras, após o futebol com churrasco e cerveja, e isso só se for depois das 23h30, que é quando ele estará bêbado; quartas-feiras, após a feijoada do almoço; quintas-feiras, se tiver brigado todos os dias, dê um descanso ao marido; sextas-feiras, caso ele chegue em casa, qualquer horário; sábados, após o futebol; domingo, sem horário disponível para brigas.&lt;br /&gt;- Sei...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Semana que vem continua&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-1357026229514510242?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/1357026229514510242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=1357026229514510242&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1357026229514510242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1357026229514510242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/07/umas-de-ciumes.html' title='Umas de ciúmes'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-7462734729622447904</id><published>2009-07-10T10:21:00.002-03:00</published><updated>2009-07-10T10:24:00.305-03:00</updated><title type='text'>Clodisvaldo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Clodisvaldo. Ao contrário do que possa parecer o nome nunca foi problema, para todos os efeitos ele era o Clodô. Um cara como outros tantos que existem por aí. Metódico. Pós adolescente carreirista pressionado pelos hormônios, dividia sua atenção entre os estudos e as garotas; quando muito, cerveja e garotas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi assim que Clodô entrou na faculdade. E como dizem que e mais fácil entrar do que sair, ele não quis saber de dispersões. Estudo, dedicação, provas de empenho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, aula de Básico de Métodos Quantitativos. Ficou vidrado, não sabia que aquilo era possível. Espaço amostral. Aquilo fazia sentido para ele. Clodô adorava aquilo mas não de um jeito “nerd”. Ele gostava era das possibilidades que dali surgiriam, aplicações reais que ele poderia exercitar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre uma apostila e outra (era preciso dedicação), uma garota para conversar, vez em quando uma cerveja com os amigos. E que qualidade de amizade, viu? Clodisvaldo só conhecia mulher, e se empenhava nisso. Mulheres de todos os jeitos, trejeitos; todos os estilos. Clodô pensava assim: espaço amostral!Começou que toda mulher que ele conhecia, ele conseguia criar um vínculo interessante que lhe proporcionaria algo também interessante e esperava que a recíproca fosse verdadeira. Esperava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sua aula de métodos quantitativos tinha que dar resultados, a teoria era infalível, era lógica. Cada dia que passava sua agenda aumentava. Não media esforços; se uma Mariana qualquer estivesse disponível ali na lanchonete, Clodô esquecia das aulas e engatava na conversa; ia até o intervalo. Nesse ponto ele já teria o número do telefone e pelo menos um cineminha marcado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia após dia, Clodô sentia-se mais confiante, sua auto-estima subia a níveis estratosféricos. E quando chegou na Lua, ele parou. Não sabia o que fazer. Espaço amostral. E agora? Todo esse tempo, uma agenda lotada e nenhuma namorada. Zero. Precisava mudar isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De A a Z começou a ligar, Adriana, Amanda, Bethy, Carol, Carol Pini, Daniela, Dani Martins, … Ligou, ligou e ligou. Todas as vezes que ligou foi bem atendido, até com certa ternura na voz. Todas as vezes que ligou foi trocado pelas amigas – o que é uma amiga que não deixa a outra sair com um cara legal como ele? -, namorado – namorado? se ela tinha namorado porque ficava se jogando pra cima dele? Sem falar nas inúmeras vezes que foi perguntado: “quem mais vai?” Não podia acreditar, uma teoria inteira… por àgua abaixo em algumas dezenas de ligações. Sua lógica estava ferida. Não conseguiu pensar em mais nada a não ser mudar de aula. Algo mais pragmático, talvez pintura com as mãos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-7462734729622447904?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/7462734729622447904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=7462734729622447904&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7462734729622447904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7462734729622447904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/07/clodisvaldo_10.html' title='Clodisvaldo'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-5348600229454243809</id><published>2009-07-04T02:11:00.001-03:00</published><updated>2009-07-04T02:13:41.420-03:00</updated><title type='text'>Sem-educação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dizer que o ensino no país está ruim, é pouco. Ao analisar a situação mais de perto, dá para se revoltar. Lendo jornais e revistas, caímos no inconformismo. Se você é brasileiro, sente vergonha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As carências são múltiplas. A falta de cultura de nossos alunos é algo gritante. Há anos não temos na grade curricular Educação Moral e Cívica, Organização Social e Política Brasileira e, se não bastasse, Filosofia. Tudo isso por quê? Os mais cretinos pensarão: "pra que essas matérias se não caem no vestibular?", pois é. Para que ter cultura se a alienação é inevitável, não é mesmo? Viva a mediocridade!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje as escolas formam bitolados, alienados culturalmente, adolescentes virtuais, babacas que vomitam fórmulas decoradas e boçais que não pensam, "nerdeiam".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo estatísticas, houve uma crescente de pouco mais de vinte por cento no aumento de reprovações no último ano. E vejam que em alguns estados há a maldita "progressão automática", isso se o negócio já não for nacional em colégios públicos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao meu ver, essa foi a maior patifaria já feita com o ensino. Onde já se viu "passar de ano" um cidadão que diz: "Curitiba é a capital de Santa Catarina, né?". Alguns não sabem resolver simples problemas de aritmética e, se sentem cultos ao dizer: "A nível de...". Que nível, hein?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Pensar tornou-se raro, quase extinto em nossa classe estudantil. Faltam incentivos no ensino fundamental e médio. Caso isso não ocorra urgentemente, veremos nossos estudantes sem direção, protestando sem fundamentos, sem bom senso e perdidos num mercado que exige, além de técnica e conhecimento, astúcia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu penso que, se a tal "progressão automática" visasse que o jovem se formasse logo, com o intuito de adentrar ao mercado de trabalho mais cedo, vá lá. Mas, e emprego para todo esse pessoal? Fora que sempre exigem experiência de um, dois e, até, três anos nisso ou naquilo. Só quero saber aonde é que estão os dez milhões de empregos prometidos em campanha. Acho que foram apenas boatos. Sinceros boatos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E os professores? Simples marionetes sem estímulos financeiro e profissional. Fora quando são funcionários públicos e se acomodam, não buscando uma reciclagem no método de ensino. Alguns ainda estão no tempo da palmatória (!). A sentença, com esse quadro, é cair na vala comum e deixar os alunos da maneira que estão: sem inteligência e sem rumo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Poderia, aqui, culpar os militares, o Sarney, Collor, Itamar, FHC ou o Lula. Mas isso seria cômodo demais. Também poderia me valer de clichês como "isso é falta de vontade política". Nessa altura do campeonato, o mais sábio é ser autodidata. Claro que isso é utopia para quem mora nas favelas. Impensável, no mínimo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já que os "programas sociais" de dar comida não têm surtido muito efeito, partamos para o lado educacional, dando alimento ao cérebro, pois, da maneira que está, o nome do Programa é "Inteligência Zero".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há anos eu pensava que quando os intelectuais chegassem ao poder, teríamos um outro país. Um país mais justo, mais digno de se viver. Porém, vi que muito saber não é o mesmo que ter sabedoria. E o povo, por falta de cultura, discernimento, saber e sabedoria, não enxerga que nada mudou, que é só uma questão de perfumaria. Ou seja, mudam-se os frascos, mas o odor é o mesmo. Senão pior. Vai saber...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, refletindo melhor na situação, num país em que as pessoas mijam na rua e as melhores salas de aula são botecos, até que não estamos numa situação tão ruim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Educação, Lula. Educação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-5348600229454243809?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/5348600229454243809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=5348600229454243809&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5348600229454243809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5348600229454243809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/07/sem-educacao.html' title='Sem-educação'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-8768360029447064734</id><published>2009-06-26T11:25:00.002-03:00</published><updated>2009-06-26T11:30:06.612-03:00</updated><title type='text'>You can’t, always give what you want</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apesar de adorar aprender, e observar o comportamento de todos o tempo todo, certas lições demoro para pegar. Talvez porque não queira, talvez porque demore a aceitar que estou errado. Mas seja lá o que for, quando aprendo levo pro resto da vida. Não esqueço nem faço corpo mole.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algumas dessas lições foram: amigos não são pra sempre, amores não são pra sempre, não espere dos outros o que você faz por eles, não confie em ninguém. Ao longo dos anos fui aprendendo de maneiras dolorosas tudo isso. Mas fui incorporando ao meu jeito de viver, mesmo discordando internamente, entendo que são conceito imprescindíveis para meu bom convívio social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A última lição que tive foi a de que nunca devo dar mais do que me foi pedido. Posso ainda ser surpreendente, encantar como quiser, mas se concentrar em dar o que as pessoas estão pedindo tem de ser o foco principal. E isso funciona em todas as esferas. Lembro bem de um amigo me falando que em sua empresa, tinha um funcionário que depois de vinte anos de casa, ainda insistia em “fazer as coisas certas”. Na hora morri de dar risada, e não entendi o que havia de errado. Ele explicou que as coisas não são assim, o funcionário não é contratado para fazer as coisas da maneira certa, e sim para fazer o que lhe foi pedido. Dessa maneira ele será útil de verdade, do contrario será apenas um chato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No âmbito pessoal acredito que isso seja verdadeiro também. Cansei de dar ás pessoas todo meu melhor, meu respeito, carinho, companheirismo, tentando ser o mais próximo do parceiro ideal. O parceiro ideal no meu ponto de vista. O homem que passaria mais segurança, cuidado, que trataria suas mulheres como princesas num pedestal. Ou quase isso, afinal sexo não entra nessa equação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema é que sempre achei que isso era o bastante, que se falhasse em outros pontos, essa base sustentaria o relacionamento. Errado. Ainda que mulheres sejam seres indecifráveis, basta parar para ouvi-las com atenção que se entende o que querem. E muitas vezes, querem algo muito mais simples do que você oferece. Nenhuma mulher quer de verdade um príncipe encantado genérico, de cavalo branco e armadura reluzente. Ás vezes o cavalo é dispensável, afinal, o que ela gosta é de andar mesmo, e a armadura pode ser enferrujada, desde que limpinha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A real é que o homem dos sonhos de qualquer mulher é aquele que a escute de verdade, que entenda o que é importante para ela em cada momento, que supra suas necessidades, seja uma aliança no dedo ou um porre no bar da esquina. Não importa, basta ouvir e se possível ser companheiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, parei de pensar no que eu acho que seja melhor para elas, apenas escuto com atenção, e dou o que me foi pedido, assim como não espero que me ofereçam o que acham melhor para mim, e sim o que manifesto que quero. Usando das palavras de meu amigo Jagger, com uma pequena mudança:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;You can’t, always give what you want&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;But if you try sometimes, you give what you’ve been asked. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-8768360029447064734?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/8768360029447064734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=8768360029447064734&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8768360029447064734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8768360029447064734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/06/you-cant-always-give-what-you-want.html' title='You can’t, always give what you want'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-5526146210797359862</id><published>2009-06-05T09:34:00.000-03:00</published><updated>2009-06-05T09:35:08.300-03:00</updated><title type='text'>Já fui casada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Imaginem estas duas situações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um happy-hour num desses barzinhos modernos, com mesas de madeira escura na calçada e pé-direito bem alto (alguém pode me explicar a origem do pé-direito?). Uma mesa repleta de jovens engravatados próxima a uma outra mesa repleta de mocinhas de scarpin, meias-calça e saias pretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos jovens engravatados troca olhares com uma das jovens de saia preta. Ela sorri. Ele vai até ela. As amigas dela aplaudem. Os dois se apresentam, conversam, ele diz coisas engraçadas, ela ri, ele pede o número do celular, ela dá, ele diz que o sorriso dela é lindo, ela diz que gosta de homens maduros, ele diz que gosta de mulheres exatamente como ela, mas ela arremata:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai, pena que você fala igualzinho ao meu ex-marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tem 23 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sala de aula de um curso de pós-graduação. Ele está no mesmo grupo de trabalho que ela. Eles trocam informações o dia todo por e-mail, por celular, e à noite, na aula, trocam olhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, os dois desceram para tomar um café e comer um croissant e ele, já desesperado de tanta paixão, se declara. Ela sorri fraternalmente e diz que ele está confundindo as coisas, que o momento não é adequado e sentencia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Puxa, meu casamento acabou há pouco tempo, não quero me prender de novo tão cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tem 25 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não fui o infeliz protagonista dessas histórias, mas posso garantir que elas aconteceram. E cenas como essas se repetem diariamente e cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho percebido um certo orgulho nas meninas em afirmar, com olhar altivo e seguro que já foram casadas. Elas têm ostentado isso como se fosse um rótulo de maturidade e experiência, uma espécie de mensagem subliminar para os pretendentes que diz: Olha, para ficar comigo você tem que ser no mínimo o máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostam tanto de ostentar o rótulo de ex-casada que nem precisa ter sido casada de fato. Morou cinco meses com um sujeito e pronto, foi casada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado é que todas essas adeptas do orgulho "já fui casada", que compete um certo ar de maturidade à elas, são extremamente imaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menininhas brincando de casinha e desfilando futilidade travestida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dizia um saudoso amigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meus sais, onde estão meus sais?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-5526146210797359862?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/5526146210797359862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=5526146210797359862&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5526146210797359862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5526146210797359862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/06/ja-fui-casada.html' title='Já fui casada'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-6484917030674603101</id><published>2009-05-29T12:04:00.001-03:00</published><updated>2009-05-29T12:40:52.818-03:00</updated><title type='text'>Um simples pedido a Deus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Meu Deus do céu, há como Você tirar uma dúvida minha?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Claro, meu filho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Bem, posso chamar o Senhor de Você ou uso outro pronome de tratamento, como Vossa Santidade?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Chame como quiser. Diga o que quer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Olha, não é nada muito complicado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Então diga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não se preocupe que não falarei de política, de alta de juros, queda do dólar, crise financeira mundial etc. Se ainda fosse ascensão do dólar, vá lá, mas baixa não dá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Filho, deixe de lero-lero, vá direto ao assunto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Tá, esqueço que o Seu tempo é precioso. Sabe o que é? É que eu cheguei à conclusão que o o mundo não deu certo, tá tudo errado por aqui. Decididamente, o Senhor errou, e errou feio! Estou decepcionado! Não vou entrar no mérito de guerras, Saddam, Bin Laden, Bush, dentre outros canalhas e cretinos. O buraco é bem mais embaixo. Também não quero comentar sobre a patifaria do petróleo, sobre riquezas mal usadas e só exploradas pelos senhores do poder. Não vou lhe importunar com questões sórdidas de cunho religioso, de pouca fé das pessoas, do fanatismo idiota de outros, da falta de vergonha na cara dos beatos hipócritas, da falta de moral dos pastores e padres pedófilos, dos "papa hóstia", das confissões mentirosas e das promessas não cumpridas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perdão, Senhor, mas não é isso que me preocupa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também não quero perturbar sua consciência com devaneios sobre o por quê do homem querer conquistar o espaço, pois ele desconhece a própria alma, o próprio cérebro, seus sentimentos e atitudes. Além disso, o homem não se contenta em poluir o planeta, polui o espaço, o espírito e a mente. Também não vou perguntar sobre a miséria que assola o mundo, onde a maioria das pessoas não tem o que comer, enquanto uns poucos limpam, com o perdão da palavra Senhor, a bunda com nota de cem dólares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não quero lhe aporrinhar com perguntas de cunho intrínseco do ser humano, onde percebo que não existem mais valores. As pessoas tornaram-se superficiais, volúveis, descartáveis. Elas se casam, namoram, ficam, mas só pensam no próprio umbigo. Estão preocupadas com estética, e não em ter atitude. Preocupam-se em tomar pílulas, e não em tomar vergonha na cara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também não vou reclamar da pneumonia asiática, Aids, ebola, gripe suína e outras doenças criadas pelo homem. Isso sem falar na falta de paciên...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- PARE, meu filho! Por favor!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Mas Senhor, eu nem falei ainda o que quero saber?!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, já tenho muito problemas. Provavelmente você virá com mais um problema, mais uma mania, mais uma teoria, mais uma qualquer coisa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Viu por que o mundo não dá certo? Todo mundo já tá de, perdão, saco cheio de tanto problema. As pessoas querem soluções. Eu quero uma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Tá, depois de ouvir o seu discurso, qual a solução que quer?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quais são os números da Mega-Sena?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-6484917030674603101?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/6484917030674603101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=6484917030674603101&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6484917030674603101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6484917030674603101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/05/um-simples-pedido-deus.html' title='Um simples pedido a Deus'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-4898809739157606587</id><published>2009-05-22T19:01:00.002-03:00</published><updated>2009-05-22T19:41:38.782-03:00</updated><title type='text'>Vida Boêmia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eram quatro amigos. Desses das antigas. Amigos de faculdade, onde, durante anos, iam beber naquele mesmo boteco depois das aulas. Com o passar do tempo, esses encontros se tornaram cada vez mais escassos. A vida, enfim, domou a vida boêmia; esta trocada por mulheres, filhos, família, trabalho, responsabilidade. Mas da chama boêmia ainda resistiam algumas fagulhas, o que levou estes quatro amigos a se reencontrarem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O velho boteco da faculdade há muito havia fechado suas portas. O centro da cidade não era mais aquele marcado em suas lembranças. A solução foi apelar para um daqueles guias que acompanham as revistas semanais. Optaram por um lugar recém aberto na Varjota, muito bem conceituado pelo guia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegaram e se aconchegaram numa mesa. Aguardaram o garçom Surge uma figura jovem, com cabelo espetado, piercing na sobrancelha, todo vestido de preto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pois não? Em que posso servi-los?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nós estamos esperando o garçom.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu sou o garçom de vocês. Pode me chamar de Dee Jay.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Di jei? Isso lá é nome de garçom?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah, bons tempos em que os garçons se chamavam Tibúrcio ou Leôncio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ninguém se chama mais Leôncio hoje em dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Deixa disso pessoal, Dee Jay, traga uma cerva bem gelada pra começar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Só temos chopp.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que absurdo! Vamos pra outro lugar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Será que eles têm Malt 90?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não fabricam mais essa cerveja.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Então 4 chopps, certo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Claro. Chopp normal? Ou preferem com menta ou groselha?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Groselha no chopp? AAAAARGH!!! Prefiro uma caipirinha então.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Chopp bom era do polonês. Aguém sabe que fim levou o polonês?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Morreu em 88.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Então anota aí Dee jay. Uma caipirinha e três chopps normais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ok, 3 chopps. a caipirinha é de que? Limão, morango, kiwi, frutas vermelhas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Frutas vermelhas? Que diabos são frutas vermelhas? Tem caqui também?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- A dona Clotilde fazia um doce de caqui...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Morreu também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Traga uma de limão, tradicional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Então são três chopps e uma caipirinha de limão. Caipirinha de cachaça, vodka ou saquê?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quem em sã conciência iria colocar saquê na caipirinha? Vamos embora!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu falei pra irmos ao bar do Pascoal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O bar fechou em 92.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ô Dee Jay, são três chopps normais e uma caipirinha de limão com cachaça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Adoçante?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- AAAAAAAHHHH!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Irrrrccc&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tsc, tsc...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não! Sem adoçante. E traz uma porção de calabresa, dessas tradicionais mesmo. E sem amis perguntas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando o Dee Jay chegou com os pedidos, aquela chama boêmia definitivamente se dissipou. Não há boêmia que resista ao molho de maracujá em cima da calabresa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-4898809739157606587?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/4898809739157606587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=4898809739157606587&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4898809739157606587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4898809739157606587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/05/vida-boemia.html' title='Vida Boêmia'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-1389088608624771569</id><published>2009-05-12T16:31:00.003-03:00</published><updated>2009-05-12T16:37:40.131-03:00</updated><title type='text'>A salada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Que grandes tragédias galgam nossa pífia existência. Verde, vil, virulento. Sim, é este o grande empecilho que enfrento antes da grande pilhagem. Os talheres formalmente arranjados simetricamente. A falta de odor incomoda. Devo continuar? É prudente arriscar-me assim? Grandes ânsias e angustiantes sofrimentos hão por vir. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sim, decido seguir em frente. Vegetais. Nada além de plantas. Por que tanta temeridão? Encho meu peito de esperanças e pensamentos reconfortantes. Pego o garfo e inicio minha penitência. Regorjizo, mas continuo impávido. O gosto verde em minha boca, a textura áspera descendo pela minha garganta. Horror! Horror! Não quero ir em frente, mas preciso. Provações cruéis permitem a visão da essência de nossos medos e assim conseqüentemente tornar-nos-emos mais fortes para agüentarmos provações ainda piores. Afinal, a vida não é um infinito ciclo de sofrimento e recompensas?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sim, continuo. Continuo a investida contra a miniatura de selva. O relógio continua em sua dança, mas em ritmo cada vez mais lento. Desespero! Perco a razão. Quero sair! Mas não posso. Sinto-me acorrentado pelos grilhões impostos por forças além de meu controle. Utilizam de subterfúgios sobre minha saúde ou sobre suas qualidades gastronômicas. Sei que me enganam e ignoro seus argumentos. Sou pego apenas pela força, pela força moral e pela doce recompensa final. Deixo que percebam minha insatisfação com tal situação. Mas de nada adianta, não estão dispostos a ceder como tantas outras vezes já o fizeram. O que se passa em suas mentes nesses momentos nunca saberei. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Talvez seja um misto de prazer e de dever cumprido. Torturar seu primogênito com tais artifícies. E eu os considerava como grandes. Minha mão se move em direção a uma segunda tentativa. Meu estômago já se embrulha sabendo o que há por acontecer. Continuam impassíveis quanto a decisão de continuar tal angústia. Apenas uma coisa irá me salvar.... &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Doaninho! Quer parar de enrolar e comer logo essa salada? Já disse que só irei servir a sobremesa quando terminar seu prato!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Lembranças da minha infância. Este texto é pra você mãe. Te amo.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-1389088608624771569?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/1389088608624771569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=1389088608624771569&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1389088608624771569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1389088608624771569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/05/salada.html' title='A salada'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-5380088384375028438</id><published>2009-05-01T18:54:00.002-03:00</published><updated>2009-05-01T18:57:29.586-03:00</updated><title type='text'>A alface</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele estava muito animado com o almoço, apesar de ter tentado insistentemente que fosse o jantar, considerou o almoço uma meia vitória. Já estava de olho nela há muito tempo, desde que ela aparecerá na recepção da agência. Morena de um metro e setenta, olhos verdes, longos cabelos lisos, e uma silhueta que deixava até a estagiária do quinto andar morrendo de inveja. Já nos seus 26 anos, ainda solteira e disponível no momento. Era perfeita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passou dois meses com conversas de escritório, começou a acidentalmente esbarrar com ela na copa, e diversas vezes marcava almoço com amigos só para que ela ligasse em sua mesa. Adorava ouvir:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Marcos. Bom dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Bom dia Carlinha, ficou com saudades e resolveu me ligar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não, quer dizer, bem...seu amigo chegou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Estou descendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Colocou a roupa mais descolada que pareceria que ele não estava propositadamente descolado para aquela ocasião. Uma difícil combinação de calça, camisa, cinto e sapato que tomou-lhe quarenta minutos da manhã. Valeria a pena, pensou. Se o almoço for bem, aí vem um jantar. Preferia jantares, certamente uma ambiente mais adequado para criar um clima e também envolver bebida alcóolica na jogada. Era paciente porém, com o tempo aprenderá que tudo que vale a pena, dá um pouco de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela fez questão de escolher o restaurante e iriam com o carro dele. Ele passou a manhã fantasiando sobre o restaurante que ela o levaria. Uma surpresa, ela havia dito. Não que ele gostasse muito de surpresa, mas como era um bom glutão, não tinha medo de comida alguma, fora jiló, claro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passou na recepção no horário combinado, onze e quarenta e cinco. Ela era muito metódica com horário. Desceram ao estacionamento e saíram. Após cinco minutos de percurso, ela apontou:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Estacione aqui, chegamos. Você vai adorar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele não viu bem o nome do restaurante mas parecia ser um lugar muito agradável, com uma varanda grande, salão todo envidraçado. Ambiente muito agradável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- É o melhor vegetariano de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O restaurante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Er...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Calma, a comida é uma delícia, a carne de soja é ótima.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Er...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sentaram, ele ainda em estado de choque, afinal a mulher perfeita o levou num restaurante vegetariano, não podia ser bom sinal. É só um regime, isso mesmo, ele pensou, não deve ser nada grave.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Você está de regime?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Er...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sabe como é, eu não como bichinhos, só plantinhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Er...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Odeio que matem bichinhos. Não suporto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Er...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Salada de alface ou agrião?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-5380088384375028438?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/5380088384375028438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=5380088384375028438&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5380088384375028438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5380088384375028438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/05/aface.html' title='A alface'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-8633432926726181928</id><published>2009-04-24T18:45:00.000-03:00</published><updated>2009-04-24T18:46:18.181-03:00</updated><title type='text'>Até que a morte os separe</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;Na última semana compareci a um aniversário num desses bonitos barzinhos da moda onde uma porção de batata frita é mais cara que uma parcela de TV de plasma e uma garrafa de cerveja custa o mesmo que um PF com sobremesa, mas onde as pessoas bonitas vão ver e serem vistas. Acho que vou abrir um comércio voltado apenas às pessoas feias. É um nicho a ser explorado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;Mas devaneios à parte, no tal bar havia uma mesa com duas meninas simpáticas. Discretas, como convinha a elas. Sozinhas, como convinha a mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;Lá pelas tantas resolvi bater papo com elas. Sabem como é, aquele velho instinto animal da conquista barata. Eu estava trajado de garotão, o que me deixou mais à vontade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;No caminho do toalete (acho toalete boiolíssimo. Pra mim é banheiro mesmo e olhe lá) fiz uma brincadeira qualquer com as moças e, na volta aproveitei que meu chiste havia sido bem recebido para parar e conversar com as meninas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;Mas hoje em dia eu sou um banana, portanto rumei a conversa para algo sem segundas intenções. Papo de amigo mesmo. Um banana.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;As duas eram irmãs, e resolveram parar no barzinho pra conversar amenidades, mudar de ares, poder ter papo de irmãs sem grandes censuras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;Não sei direito como, a conversa chegou &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em casamento. E"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;em casamento. E&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt; a mais novinha, Renata, timidamente me mostrou a aliança de ouro na mão direita. Noiva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;Como àquela altura já éramos amigos de infância (banana), ela resolveu exteriorizar para mim todo o medo e toda a angústia que estava sentindo em relação ao iminente casamento. A coitada da menina tinha desespero nos olhos. Me disse que era muito nova e que tinha muita coisa pra viver antes de se casar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;Pensei então em quantas vezes eu havia escutado a mesma conversa nos últimos anos. Parece que a ânsia de casamento está meio parecida com a de vestibular. A pessoa pode estar completamente despreparada, mas tem que ao menos tentar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;Fui pesquisar algumas estatísticas e descobri que, em média, um casamento no Brasil dura cerca de dez anos. Ou seja, ou essa história de “até que a morte os separe” é balela ou tem gente morrendo muito cedo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;Descobri também que em 70% dos casos, quem pede o divórcio é a mulher. Claro que não posso generalizar, mas creio que daqui a dez anos a menina Renata que conheci no bar estará pedindo o divórcio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;Acho que essa pressão, esse dogma de que um casamento deve ser para a vida toda acaba atrapalhando muito os casais. O “pra sempre” é tempo demais, por isso as pessoas acabam se enchendo pelo caminho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;Sugiro que inventem o casamento com prazo. As alianças poderiam ser de cores diferentes, uma para cada período. Por exemplo, uma aliança azul significa um casamento de dois anos. Depois de dois anos o matrimônio perde a validade, podendo ou não ser prorrogado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;Poderia ter alianças verdes para casamentos de cinco anos, violeta para casamentos de sete e vermelhas para os de dez anos. Imaginem só que beleza um indivíduo indo pedir a mão da namorada em casamento e aparece com um par de alianças vermelhas! – Pedro Aurélio, que lindo, você quer ficar comigo por dez anos?! Claro que eu aceito!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;Acho que assim a coisa daria mais certo. Acabaria com a obrigação do “pra sempre” e a manutenção do carinho ficaria muito mais simples.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="PT-BR"&gt;Tem Renatas demais por aí.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-8633432926726181928?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/8633432926726181928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=8633432926726181928&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8633432926726181928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8633432926726181928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/04/ate-que-morte-os-separe_24.html' title='Até que a morte os separe'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-4700498900985280015</id><published>2009-04-11T11:04:00.001-03:00</published><updated>2009-04-11T11:06:41.592-03:00</updated><title type='text'>Eu, os alunos, a professora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não, gente, não vão pensar que se trata de um triângulo amoroso, por favor! Se bem que coloquei os alunos no plural, então deveria ser um polígono amoroso. Mas não é.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também não se trata de uma sessão de pedofilia, onde eu, juntamente com a professora... deixa pra lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conheci uma professora que resolveu dar aulas para os seus alunos com minhas mal traçadas crônicas. A notícia é muito boa, agrada, demonstra que as crônicas estão funcionando mais ou menos como uma porta de entrada para o mundinho da literatura. Ler Machado de Assis é chato. Ler crônicas é legal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois, Machado de Assis fica legal também, garanto. O capítulo 136 do livro "Memórias Póstumas de Brás Cubas", na minha opinião, é o mais engraçado e genial que eu já li. Dêem uma olhada e depois me digam o que acharam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas depois, essa história da professora Cristiane lecionar com meus testículos, quero dizer, com meus textinhos, me deixou muito preocupado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sou nenhum Jânio Quadros, nem um João Ubaldo Ribeiro. Cometo cada despautério que levaria o Professor Pasquale pensar que sou um girolas (vamos lá, moçada, ao dicionário!).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando na balbúrdia que o corpo discente da mestra em questão deve fazer em relação às minhas vírgulas. A professora Cristiane ensina que não se deve separar o sujeito do predicado com vírgula, e eu faço isso amiúde. Sabe o que é, professora Cristiane, eu penso na respiração dos seus alunos. Creio que nem eu nem você deseja ver algum de seus alunos roxos e se estrebuchando de asfixia em plena sala de aula. Não é importante, a vírgula? Ou, não é importante a vírgula? É importante sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Escrevi uma crônica há um tempo (olha só, pessoal, o "há" assim, com agá, já quer dizer que estou falando do passado. Se colocar o "atrás" depois, vai ficar redundante. Tô ficando metido!), onde eu citava algumas figuras de linguagem. A professora Cristiane disse que foi ótimo para ajudar os seus pupilos e pupilas nessa matéria. O problema é que ela disse que tinha faltado eu citar a metonímia. Puxa, professora, é que não tive nenhum caso com mulher nenhuma (outra dica: em português, deve-se sempre usar a dupla negativa) que usasse metonímias. Além do mais, perceber a metonímia é muito difícil. Às vezes parece metáfora, às vezes, sinédoque. Mas acho que lá em cima eu usei uma metonímia quando disse que ler Machado de Assis é chato. Não dá pra ler o Machadão, é óbvio, o que lemos são os livros dele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É muito bom poder desmascarar o português. E não estou dizendo que é bom tirar a fantasia de Zorro da cara do seu Manoel da padaria, hein?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Metonímia, desisti de escrever. (Hipérbato)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No mais, professora Cristiane, fique à vontade para puxar as minhas orelhas caso haja algum deslize meu. A responsabilidade é grande.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, turminha da classe, nunca deixem de ler. Com o passar do tempo vocês vão ver que até bula de remédio é legal. Se bem que até hoje acho Manuel Bandeira um porre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-4700498900985280015?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/4700498900985280015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=4700498900985280015&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4700498900985280015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4700498900985280015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/04/eu-os-alunos-professora.html' title='Eu, os alunos, a professora'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-1714663458436772186</id><published>2009-04-05T09:50:00.000-03:00</published><updated>2009-04-05T09:51:55.927-03:00</updated><title type='text'>Indiferença</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É muito natural de nossa parte querer conquistar várias pessoas, sorrisos, sonhos... É inerente do ser humano. Quem não gosta de ser reconhecido por um trabalho feito, por uma lembrança inesperada, por um gesto de carinho e atenção, por um telefonema no meio da madrugada (mesmo que bêbado de sono) dizendo que está com saudade? Quem não gosta do agradecimento pelo serviço prestado, pelo trabalho feito com esmero? E o aplauso? Ah, não há nada melhor do que um aplauso ao final de uma apresentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é gostoso receber um abraço da amada ou do amado, sentir as mãos nas costas e um sussurro no ouvido, dizendo que estava com saudade? E, ao chegar de viagem, ver que há inúmeras cartas do namorado lhe esperando para serem lidas? Cartas, cartões, e-mails, enfim, ser lembrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E presenciar a conquista de um amigo quando o mesmo subiu de cargo na empresa, quando comprou o primeiro carro, passou na primeira entrevista numa empresa, conseguiu se formar na faculdade e deu o seu primeiro beijo na menina mais bonita da escola, o chamando, anos mais tarde, para ser padrinho do casório? Não há como descrever a alegria que sentimos ao presenciar as vitórias de quem gostamos e, muitas vezes, nos espelhamos. Não há ciência que consiga explicar o furor que o ser humano, quando sincero, sente ao receber tal notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é ótimo, até o momento em que nos sentimos desprezados pela indiferença. Para nós, mesmo que tentemos, mesmo que doa a indiferença, ela tem que ser indiferente aos nossos olhos. Mesmo que a dor esteja latente em nosso coração e que mine aos poucos, nos fazendo calar por um instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indiferença é a pior de todas as renúncias, pois nos tapa os ouvidos, nossos olhos e nossa consciência para enxergar coisas belas da vida, como o brilho no olhar, o desabrochar de uma flor. Coisas que parecem tão insignificantes quando nos sentimos indiferentes e não percebemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se você observar, mesmo com a indiferença de alguns ignorantes, o sol não deixou de se pôr atrás da mesma montanha do mesmo jeito de todos os dias. Aquela flor, mesmo depois de morta, deixou seu perfume, seu brilho numa semente que voou e nasceu, povoando algum lugar com uma nova fragrância. Esta semente, não foi apenas retirada pelo vento, ela simplesmente voltou ao seu coração, não dos olhos que a recusavam, mas, sim, para os olhos curiosos de desejo, de descobrir o segredo de cada pétala daquela belíssima flor. Ela poderia não ser, agora, a única flor do mundo, mas, também, aquele não era o único olhar do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tentar recorrer aos risos perdidos e à indiferença, devemos pensar em nós mesmos, e descobrir que a tristeza e a felicidade são apenas duas opções, que os motivos que nos levam à eles, são sempre compatíveis. Porém sabemos que a vida é curta, por isso, não se preocupe com a indiferença, pois ela nos faz menor que uma simples semente e acaba por te reduzir a pó antes do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrir é uma virtude que poucos conhecem, e, se você conhece, mostre isso. Mostre que a simplicidade de um sorriso vence a rigidez da indiferença.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-1714663458436772186?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/1714663458436772186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=1714663458436772186&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1714663458436772186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1714663458436772186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/04/indiferenca.html' title='Indiferença'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-121188441538369079</id><published>2009-03-14T13:14:00.000-03:00</published><updated>2009-03-14T13:15:41.223-03:00</updated><title type='text'>A culpa toda é do Fusca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Adoro Fusca. Principalmente aqueles antigos e bem conservados. Mas este carrinho que Hitler solicitou para ser fabricado é o culpado por muita coisa que passamos hoje. Você nem imagina quanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe por que sofremos com o trânsito hoje em dia. Por causa do Fusca. Toda uma geração de pessoas cresceu dirigindo e curtindo o fusquinha, e por causa disso, hoje não conseguem acelerar seus carrões no ritmo que o transito precisa. Sempre ficam para trás ou andam só a 70km/h que era velocidade máxima do pobre fusqueta 1300cc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe por que temos que amargar entrar em carros hoje em dia que não tem absolutamente nenhum acessório dentro? Nem um acendedor de cigarros? Por que um dia, alguém criou o Fusca e o único acessório que este carro tinha era o radio. Sem toca fitas, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, em qualquer lugar que se quer comprar um carro, vem logo o vendedor oferecendo o tal do Air Bag. Isso só existe por que o coitado do fusca tinha o vidro dianteiro na vertical e ficava muito perto do rosto do motorista. Depois de tantos perderem suas vidas no vidro, alguém inventou o Air Bag.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquela alça que tem em cima dos assentos dos passageiros? Aquela mesmo que sua vô segura quando anda com você? Aquela mesma que você vive batendo a cabeça nela e falando “P... que P...”. Nasceu com o Fusca. Pior, a do Fusca era no painel. Era para prevenir que o passageiro batesse a cabeça no vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já se deparou com aquelas pessoas que param o carro no semáforo e puxam o freio de mão e depois atrasam para sair na hora que o semáforo abre? Pois é. Culpa do moribundo Fusca. Como o freio do carro falhava, os motoristas puxavam o freio de mão e continuam fazendo isso hoje em dia, mesmo não precisando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra que o Uno antigamente tinha o estepe colocado sobre o motor dianteiro? O Fusca começou com isso, mas não ficava em cima do motor e sim abaixo do capô dianteiro. Que coisa mais esquisita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto que o carro inventou que resolveram reinventar com ele e a Volkswagen tem uma nova versão do Fusca. Tem os mesmo problemas que o antigo, só que hoje o carro é um pouco mais bonitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não fosse o Fusca do Itamar, as empresas de carro não teriam começado essa corrida absurda para ver quem faz o carro mais barato, e principalmente, mais desequipado que existe no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar de todos os males que esse carrinho causou a humanidade, no final de tudo, foi em um Fusca que puxei meu primeiro cavalo de pau. Na verdade, meu pai fez isso e eu curti muito, girando dentro do meu mundo formado pelo líquido amniótico da minha mãe! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-121188441538369079?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/121188441538369079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=121188441538369079&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/121188441538369079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/121188441538369079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/03/culpa-toda-e-do-fusca.html' title='A culpa toda é do Fusca'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-8100054109669668523</id><published>2009-02-27T19:09:00.002-03:00</published><updated>2009-02-27T19:14:58.335-03:00</updated><title type='text'>Tênis x Frescobol</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/Sahlzy-vrBI/AAAAAAAAAAs/BA1YtIsiOdY/s1600-h/frescobol.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307604101388807186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/Sahlzy-vrBI/AAAAAAAAAAs/BA1YtIsiOdY/s320/frescobol.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi minha médica da cabeça que citou e eu fui atrás. Esse texto do escritor Rubem Alves, fala dos dois tipo de relacionamento. O relacionamento tênis e o relacionamento frescobol. Não vou tentar explicar, já que obviamente ele é muito mais capacitado. Leiam, é muito bom.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;’Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo...’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo\' não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo\'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida\'. A situação está salva e o ódio vai aumentando.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;’Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...(O retorno e terno, p. 51.)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-8100054109669668523?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/8100054109669668523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=8100054109669668523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8100054109669668523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8100054109669668523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/02/tenis-x-frescobol.html' title='Tênis x Frescobol'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/Sahlzy-vrBI/AAAAAAAAAAs/BA1YtIsiOdY/s72-c/frescobol.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-1148966097139507465</id><published>2009-02-20T15:50:00.000-03:00</published><updated>2009-02-20T15:51:51.142-03:00</updated><title type='text'>Eu te amo! (e nem vou cobrar nada por isso)</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O sexo vende. E muito. Milhões de sites de internet e a Rede Globo sabem muito bem disso. Mas e o amor? Não seria um produto negligenciado?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Depende do tipo de amor. Temos claramente dois tipos de amor. O amor clássico é aquele legítimo, que faz rir, chorar, que abre a porta do carro e vai no estádio de futebol mesmo sem gostar. O outro é o verbalizado, aquele que é apenas falado, sem significado necessário, que decepciona, dá esperança, esquece de ligar e finge que está dormindo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Amor, assim verbalizado está em alta, e o amor legítimo está em falta. Ainda que Adam Smith tenha nos mostrado que quanto menor a oferta maior a procura, o amor legítimo está tão ausente que já se tornou um tipo de lenda urbana.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- Sabe o Rui?&lt;br /&gt;- Que Rui?&lt;br /&gt;- O Rui, primo do Claudinho.&lt;br /&gt;- Claudinho….&lt;br /&gt;- Aquele amigo da Mari, gordinho que usa dockside.&lt;br /&gt;- Ah sei.&lt;br /&gt;- Os pais deles são casados há 50 anos e ainda se amam.&lt;br /&gt;- Você os conhece?&lt;br /&gt;- Não, mas a Fê, irmã da Mari disse que já os viu uma vez.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como quem compra guia de cidades as quais nem sabe se vai visitar , as pessoas se conformaram com a verbalização do Amor, com a oferta de uma promessa de algo que não acontece, mas não deixa de ser desejado Amor como diria o povo, vende igual pão quente.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O mercado é amplo. Historicamente, as mulheres são compradoras em potencial e os homens vendedores. É verdade que o mercado mostra uma tendência de inversão dos públicos. A troca é constantemente praticada também. Ainda que nem sempre os negociantes cheguem a um acordo:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- Pati, eu esperei muito pra dizer mas acho que é a hora.&lt;br /&gt;- O que Michel?&lt;br /&gt;- Eu te amo!&lt;br /&gt;- …&lt;br /&gt;- …&lt;br /&gt;- Eu amo passar tempo com você.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O mercado é muito promissor. As aplicações são infindáveis. O produto tem atributos indiscutíveis. Não é perecível.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- Você me ama môr?&lt;br /&gt;- Claro bebê.&lt;br /&gt;- Quanto você me ama?&lt;br /&gt;- Te amo pra sempre bebezinha, agora faz minha massagem.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tem grande potencial no atacado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- Mas você disse que me amava.&lt;br /&gt;- E amo.&lt;br /&gt;- E porque tava beijando aquele cara.&lt;br /&gt;- Porque eu amo o Júlio. Mas também te amo Té. Você não acredita que é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;- E o que você me diz daquele nosso menage, então?&lt;br /&gt;- Errr….é…!?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O mercado paralelo também se aquece. Genéricos e similares são bem cotados no mercado. Diversifica-se para se atingir todo poder de compra. Por uma pechincha se consegue um “Gosto de você”, num investimento razoável pode-se obter um “Te adoro muitão” e apostando um pouco mais alto se fatura possivelmente um “Te adoro muito-muito-muito-muito-infinito”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- Mas já?&lt;br /&gt;- Acha cedo?&lt;br /&gt;- Aliança depois de dois dias cara. Acho rápido demais.&lt;br /&gt;- Eu também achava. Mas depois do que ela me falou.&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- “Te adoro um montãozão”. Isso é bastante né?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ainda existem poucos puristas que acreditam no legítimo amor, que invariavelmente se tornarão um grupo altamente restrito (algo parecido com os fãs de Star Trek). Não vendem seu Amor verbalizado nem pelas causas mais nobres.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- E aí, já transou com ele?&lt;br /&gt;- Não. Tá doida? Ele nem disse que me ama ainda!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Observando tudo isso podemos projetar o Amor como a mercadoria do futuro. Quer premiar? Dê Amor. Não sabe onde investir? Ações de Amor. Chega sua fatura do cartão de crédito. Você olha seu programa de milhagem: “Parabéns, até esta data você acumulou 50.000 milhas, entre em contato com nosso SAC e efetue a troca por uma TV de 29 polegadas, um sistema de Home Theather ou uma declaração de Amor de um de nossos atendentes”. Vão sobrar TVs e Homes.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Amor estará finalmente na casa de todos que se dispuserem a pagar o preço. Logo, o ser humano não vai ter mais o que buscar, e sem propósito tende a parar, estagnar. O Amor estará banalizado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;- Eu te amo.&lt;br /&gt;- Grande merda.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A esperança vai então residir naquele pequeno grupo restante, a ordem do legítimo amor, ou algo do tipo, com aqueles poemas estranhos e mania de pedir licença podem, quem sabe, devolver nossa esperança.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-1148966097139507465?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/1148966097139507465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=1148966097139507465&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1148966097139507465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1148966097139507465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/02/eu-te-amo-e-nem-vou-cobrar-nada-por.html' title='Eu te amo! (e nem vou cobrar nada por isso)'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-2531843634448418476</id><published>2009-02-06T11:18:00.002-03:00</published><updated>2009-02-06T11:24:41.828-03:00</updated><title type='text'>Heim?!</title><content type='html'>CENA 32 TAKE 01. EXTERNA. DANCETERIA BADALADA - NOITE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jovem comum vê uma morena muito bonita dançando e se enfeitiça por seu jeito, seu corpo, seu rosto, suas pernas … ahhh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sabe que todo o seu futuro mudaria se conquistasse aquela mulher. Não importa o que ele dissesse, ela teria que ser dele. O destino havia os apresentado, e ele não deixaria essa oportunidade passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem maiores rodeios ele se aproxima dela e com um sorriso de canto de boca diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olá … vo-você vê-vêm sempre aqui ?!-Heim ?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORTA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENA 32 TAKE 02. EXTERNA. DANCETERIA BADALADA - NOITE&lt;br /&gt;Um jovem comum vê …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem maiores rodeios ele se aproxima dela e com um sorriso de canto de boca diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olá … sabia que eu adoro essa música ?&lt;br /&gt;-Eu também … quer dançar comigo ?&lt;br /&gt;-Err … eu não sei dançar.&lt;br /&gt;-Heim ?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORTA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENA 32 TAKE 03.&lt;br /&gt;-Olá … sabia que eu adoro essa música ?&lt;br /&gt;-Eu também … quer dançar comigo ?&lt;br /&gt;-Olha, não sou dos melhores, mas adoraria dançar com você !&lt;br /&gt;-Tudo bem, gostei de você.&lt;br /&gt;-Mesmo?! Você não acha que essa verruga peluda atrás na minha panturrilha direita é muito feia ?&lt;br /&gt;-Heim?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORTA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENA 32 TAKE 04.&lt;br /&gt;-Olá … sabia que eu adoro essa música ?&lt;br /&gt;-Eu também … quer dançar comigo ?&lt;br /&gt;-Olha, não sou dos melhores, mas adoraria dançar com você !&lt;br /&gt;-Tudo bem, gostei de você.&lt;br /&gt;-Mesmo?! Sabia que eu vim aqui falar com você pelo mesmo motivo!&lt;br /&gt;-Hehehe … Adoro homens com senso de humor!&lt;br /&gt;-Pois é, o Almeida diz que eu sou uma avestruz, mas eu adoro mesmo suflê de batata com chouriço !&lt;br /&gt;-Heim?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORTA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENA 32 TAKE 05.&lt;br /&gt;-Olá … sabia que eu adoro essa música ?&lt;br /&gt;-Eu também … quer dançar comigo ?&lt;br /&gt;-Olha, não sou dos melhores, mas adoraria dançar com você !&lt;br /&gt;-Tudo bem, gostei de você.&lt;br /&gt;-Mesmo?! Sabia que eu vim aqui falar com você pelo mesmo motivo!&lt;br /&gt;-Hehehe … Adoro homens com senso de humor!&lt;br /&gt;-Chega mais perto então …&lt;br /&gt;-Hmmm … Você até que não é dos mais difíceis. Você até que dança direitinho.&lt;br /&gt;-Isso é porque você ainda não me experimentou na cama, beibe…&lt;br /&gt;-Heim?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORTA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENA 32 TAKE 06.&lt;br /&gt;-Olá … sabia que eu adoro essa música ?&lt;br /&gt;-Eu também … quer dançar comigo ?&lt;br /&gt;-Olha, não sou dos melhores, mas adoraria dançar com você !&lt;br /&gt;-Tudo bem, gostei de você.&lt;br /&gt;-Mesmo?! Sabia que eu vim aqui falar com você pelo mesmo motivo!&lt;br /&gt;-Hehehe … Adoro homens com senso de humor!&lt;br /&gt;-Chega mais perto então …&lt;br /&gt;-Hmmm … você até que não é dos mais difíceis. Você até que dança direitinho.&lt;br /&gt;-Você é que é ótima.&lt;br /&gt;-Isso você só vai saber se me experimentar …&lt;br /&gt;-Opa - garçom!- traz garfo, faca e guardanapo que hoje vou comer até vomitar !&lt;br /&gt;- Heim ?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORTA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENA 32 TAKE 07.&lt;br /&gt;-Olá … sabia que eu adoro essa música ?&lt;br /&gt;-Eu também … quer dançar comigo ?&lt;br /&gt;-Olha, não sou dos melhores, mas adoraria dançar com você !&lt;br /&gt;-Tudo bem, gostei de você.&lt;br /&gt;-Mesmo?! Sabia que eu vim aqui falar com você pelo mesmo motivo!&lt;br /&gt;-Hehehe … Adoro homens com senso de humor!&lt;br /&gt;-Chega mais perto então …&lt;br /&gt;-Hmmm … você até que não é dos mais difíceis. Você até que dança direitinho.&lt;br /&gt;-Você é que é ótima.&lt;br /&gt;-Isso você só vai saber se me experimentar …&lt;br /&gt;-Hmm …&lt;br /&gt;E sem falar nada ele beija (finalmente !) a mulher que mudaria sua vida.&lt;br /&gt;-Nossa … que beijo bom, gato!&lt;br /&gt;-Foi você quem me inspirou …&lt;br /&gt;-Ai … seu bobo!&lt;br /&gt;-Sabe de uma coisa?&lt;br /&gt;-Não, o quê ?&lt;br /&gt;-Eu ainda não sei seu nome, linda.&lt;br /&gt;-É …. Jaílton!&lt;br /&gt;-Heim ?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORTA!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-2531843634448418476?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/2531843634448418476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=2531843634448418476&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2531843634448418476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2531843634448418476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/02/heim.html' title='Heim?!'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-4158260476133541599</id><published>2009-01-24T08:46:00.000-03:00</published><updated>2009-01-24T08:48:21.070-03:00</updated><title type='text'>Desregrado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Terei que desaprender. Ou aprender ao contrário. Algo como o gato do João Grilo do Auto da Compadecida, que vendeu um gato que "descome" dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois do banimento do Gerúndio do Distrito Federal, eis que o Governo Brasileiro ratificou a reforma ortográfica, para azar de muitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Confesso que estou meio confuso com a coisa toda. O Trema fará companhia ao Gerúndio sabe-se lá onde. Provavelmente na Alemanha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já que tranqüilo não tem mais trema, fico "trankilo". O Português foi colocado no likificador. E os meus ideais perderam-se nas ideias, e não mais idéias, dos que quiseram a tal reforma. Um ato nada heroico contra as paroxítonas que terminam em ditongos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Inclusive, logo nem mais saberão o que é ditongo, tritongo e hiato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Caso eu estivesse na reunião que decidiu tais reformas, diria:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Pára tudo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao que responderiam:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não! O correto é para tudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para tudo o quê? A frase, sem o acento, fica sem sentido para quem lê, pois para quem fala está tudo bem, tudo normal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pôxa, convenhamos, há uma crassa diferença entre um e outro para. O coitado do pára-brisa não vai mais parar nada. Ele tem que parar e não ser algo para brisa. A brisa precisa ser parada e não ganhar algo. Daqui a pouco a brisa vai querer presente de Natal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E os acentos? Para onde é que vão os acentos exilados? Será que eles ficarão no limbo eterno junto com o gerúndio que foi deportado pelo governador do Distrito Federal?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gente, os voos já são com atrasos, agora serão sem acentos também? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como tirar a acentuação da feiura? Há feiuras que são acentuadíssimas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que era pólo, agora pode ser frango em espanhol: pollo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, pior de tudo é como algumas frases podem ficar. Por exemplo, até o ano passado você, ao ser chamado por alguém e não podendo atender no momento, diria: "péraí". Agora, com as regras, os acentos caem, e, a mesma palavra, fica: "perai". Lendo, dando enfoque na letra ‘a’, não quer dizer nada. Porém, uma segunda leitura, passa a impressão de se oferecer a fruta pera, que teve o seu acento podado também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca mais serei o mesmo sem os acentos, sem os hífens e, principalmente, sem os tremas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, tanta coisa pra reformar como o Código Penal, a estrutura política do país, a casa da Dinda, a casa da mãe Joana, vão reformar justamente a língua portuguesa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, no RAIO dos ‘porques’ ninguém mexe. Por que será?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-4158260476133541599?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/4158260476133541599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=4158260476133541599&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4158260476133541599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4158260476133541599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/01/desregrado.html' title='Desregrado'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-5124382947448954216</id><published>2009-01-16T10:05:00.002-03:00</published><updated>2009-01-16T10:08:17.601-03:00</updated><title type='text'>O Sorriso de Seu Corpo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/SXCGu2rMgaI/AAAAAAAAAAk/v7EV88ieHmI/s1600-h/Moon11-19-02b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291877701669126562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/SXCGu2rMgaI/AAAAAAAAAAk/v7EV88ieHmI/s320/Moon11-19-02b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para quem não a conhecia, como eu, ela era séria. Imponente, semblante austero, toda de preto. Nunca sorria. Cuidava de tudo, tinha as coisas sob controle, chamava a responsabilidade. Não foi surpresa quando ela começou a dar as cartas de como as coisas seriam dali pra frente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite começou calma, como ela, controlada, sem olhar para ninguém, não por falta de segurança infantil ou “charminho”. E sim porque ela era assim, como a noite, não sorria feito boba alegre, feito o dia. Não recebe a todos de braços abertos, nem te dá calor. Apenas te aceita, você que aprenda o que fazer com ela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao mesmo tempo, os níveis se elevaram, etílico e volume, e todos os corpos começaram a exteriorizar sua graça (ou falta dela). Ela e a noite finalmente começaram a se mostrar, a mostrar o que tem de melhor. Nunca deixando de lado sua face de certo modo opressora, intimidadora. Ninguém se aventura pela noite e sabe o que vai encontrar. É ela quem decide. Se você vai enxergar onde tinha que virar ou parar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre gostei da noite, o dia é útil, a noite é divertida, interessante. Assim a admiro, observo, perco os olhos tentando descobrir onde ela começa e termina. Mas noite não liga pra ninguém, se move como e quando quer, amanhece quando lhe apetece ou quando o autoritário dia resolve aparecer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela sorri. Não com os lábios, isso seria muito óbvio. Mas de alguma maneira ela sorri, consigo enxergar finalmente, ela não é séria, já faz tempo que ela está sorrindo, mas eu não percebia. Não está estampado no rosto como acontece com o sol num desenho infantil. Seu sorriso é complexo, aparece em fragmentos, se constrói em uma coreografia coordenada. Ela sorri com o corpo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O semblante não parece mais austero quando se enxerga o todo, sua boca pode estar selada mas isso não a impede de falar e sorrir. Consigo ver finalmente que ela está feliz, que se diverte com tudo que acontece e principalmente que não está impassível, só dá bola para o que quer. Sim, ela sorri, pra quem quer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não bastasse o mistério, agora seu sorriso me encantava, me chamava, me fazia querer sorrir junto, na mesmo velocidade, com os mesmos descompassos, no mesmo lugar. O ritmo era completamente diferente, os olhos agora só enxergavam ela e o espaço que a contornava. O espaço que eu invejava. Coloquei um pé, e logo depois o outro, não fui expulso, o sorriso já não cabia no corpo, se alastrava pelas paredes e garrafas do bar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Logo a mão, o peito, o cheiro e em alguns minutos os lábios selados começaram a cantar, sorrindo, junto com seu corpo todo. Louco de curiosidade, louco de whisky, louco, eu me aproximava cada vez mais. Até o ponto que me encaixei em seu sorriso, fazendo de conta que agora fazia parte de tudo aquilo, da austeridade, do mistério, do sorriso que se move.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite gostou de mim. Aquela noite, ela gostou de mim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-5124382947448954216?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/5124382947448954216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=5124382947448954216&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5124382947448954216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5124382947448954216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/01/o-sorriso-de-seu-corpo_16.html' title='O Sorriso de Seu Corpo'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/SXCGu2rMgaI/AAAAAAAAAAk/v7EV88ieHmI/s72-c/Moon11-19-02b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-7284952554132934352</id><published>2009-01-09T08:18:00.003-03:00</published><updated>2009-01-09T08:25:00.272-03:00</updated><title type='text'>Como dizer não?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nesse joguinho que os homens jogam com as mulheres todos os dias, as regras mudam todos os dias. Movimentos que um dia foram impensáveis se tornam procedimento padrão, tacadas de gênio se transformam em aquecimento. Não é a toa que o jogo é tão complicado, decorar um imenso manual de instruções em transformação permanente não é fácil.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Uma das regras relativamente novas, está relacionada ao primeiro movimento. Antes, como no xadrez, onde as peças brancas sempre começam, era dos homens a responsabilidade de iniciar o jogo oficialmente, por mais que de certa maneira os “adversários” já estivessem se estudando através de posições, olhares e leves contatos. O homem, da maneira que lhe fosse mais conveniente, fazia o primeiro contato, e daí pra frente começava a partida.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Numa analogia besta, em que um sim significava vitória e o não derrota, o homem era especializado apenas na técnica de ouvir a resposta, cabia a mulher falar. Positiva ou negativa, homens ao redor do mundo aprenderam (melhor ou pior) a decifrar o veredicto de suas pretendidas, enquanto as meninas se viravam para arranjar desculpas quando queriam encerrar a partida.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pois bem, voltando as regras novas, hoje a história de que o homem sempre dá o primeiro movimento é passado. Ambos os lados estão livres para iniciar o jogo ou esperar pelo movimento do adversário. Vai da preferência, humor ou clima de cada um. Meninas mais atiradas não precisam mais esperar garotos tímidos, podem fazer “a parte deles” e viabilizar algo que nem depois de cem anos aconteceria. Os homens por outro lado podem brincar de ser desejados, fazer charme e provocar a mulher até que ela faça alguma coisa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Não sou contra mudanças que deixem o jogo mais interessante, porém até nos adaptarmos às novas regras, as partidas podem ficar um tanto turbulentas. Com a mudança, homens estão aprendendo a dizer e mulheres a escutar, e por muitas vezes percebemos que estamos longe de dominar essas novas técnicas. Foi duro o suficiente aprender a lidar com os “nãos”, mas conseguimos. Agora temos que aprender a dizer, e se tem uma coisa para que não fomos programados, foi para recusar mulher.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O caso aqui não tem nada a ver com querermos pegar todas, e sim por termos vivido por anos batalhando por “sims” e de repente temos a oportunidade de decidirmos nós mesmos. Como se controlássemos a resposta das mulheres. O reflexo é o “sim”. Se vencemos nossos reflexos (ou seja, estamos sóbrios o suficiente), ficamos sem jeito em como dizer o “não”. Não queremos ser rudes, grossos, metidos, apenas queremos mostrar que não estamos interessados, mas nem sempre a mensagem é bem recebida. Afinal, as mulheres também ainda estão aprendendo a ouvir. Assim como nosso reflexo é dizer sim, o delas é de acreditar que ainda mandam na situação.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Como isso se resolverá eu não sei, mas entendo muito mais as mulheres hoje em dia, e prometo fazer tudo que for possível para salvá-las de homens inconvenientes, que se recusam a aceitar que o jogo acabou, impedindo qualquer outra partida mais interessante. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-7284952554132934352?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/7284952554132934352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=7284952554132934352&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7284952554132934352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7284952554132934352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/01/como-dizer-no.html' title='Como dizer não?'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-5020920560454889892</id><published>2009-01-02T15:55:00.002-03:00</published><updated>2009-01-02T16:00:15.222-03:00</updated><title type='text'>After-Taste</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/SV5kLs6Z6NI/AAAAAAAAAAU/utkF6Ki6eBQ/s1600-h/after+taste.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286773164777007314" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/SV5kLs6Z6NI/AAAAAAAAAAU/utkF6Ki6eBQ/s320/after+taste.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;É muito difícil falar o que eu mais gosto em uma mulher. Afinal a obra completa é perfeita. Mas sempre tem algumas coisas que te encantam mais. A delicadeza, os trejeitos, a pele perfeita. Tudo aquilo que nós homens não temos nunca. Mas uma das coisas que mais gosto de uma mulher é o seu after-taste.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mulheres comuns não tem after-taste, as ruins deixam um gosto amargo, como aquele que se sente apos uma balada cheia de cigarro e whisky. Mas as boas não, elas deixam um rastro de marcas, sabores, cheiros, que prolongam a experiência. Nossos sentidos continuam estimulados por horas, dias, anos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por mais que nos deparemos com inúmeras mulheres bonitas na vida, não são todas que ficam gravadas na sua memória. Estas, deixam marcas, patenteiam posições, sorrisos, rostos ao dormir, de modo que não conseguiremos desligar essas imagens de suas donas. Se conseguirmos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Se tem mulheres que abrem a boca só para estragar seus rostos e corpos bonitos, outras fazem exatamente o contrário. Complementam com palavras, ruídos e gemidos o que nossos olhos contemplam. Isso não está diretamente relacionado com inteligência, por mais que seja igualmente afrodisíaco. Tem a ver com sintonia, com dizer as coisas certas, com o jeito de pronunciar algo sem graça e ainda assim provocar eco em nossas cabeças.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O contato que temos com a mulher é das coisas mais esperadas. É a última coisa a que temos acesso total. Desde a primeira vez que esbarramos um braço “acidentalmente” até o momento em que ela puxa os cabelos da parte de trás de sua cabeça passionalmente. Aqui o que mais me encanta é a iniciativa, a intenção em se manter perto, em mostrar que está aproveitando, ou que não quer que você pare de fazer seja lá o que estiver fazendo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Indiscutivelmente, cada mulher tem um sabor. A mistura de seus cremes, a bala que gosta, a bebida que toma, sua pele, sua saliva. Esse coquetel fantástico constrói a coisa mais fantástica que qualquer homem pode provar na vida. Haja paladar para apreciar todas as notas e sutilezas. O gosto permanece grudado no céu da boca, fazendo com que seus dias sejam muito mais saborosos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por último, e na minha opinião, o mais importante. O cheiro. A fragrância de uma mulher está muito ligada ao seu sabor. Porém, diferente do sentido que seduz a língua, tem a capacidade de permanecer para sempre em nós com facilidade. O cheiro de uma mulher impregna nosso pescoço, nossa roupa de cama, nosso carro. Nos faz acordar mais feliz quando a primeira coisa que sentimos ao acordar, antes mesmo de ver a luz do sol, é sentir seu cheiro e lembrar do que passou. Como after-taste, nada mais forte que o cheiro. Vira e mexe sinto cheiros que me levam para uma década atrás, e me faz sentir exatamente como estava, como se fosse um sonho, que consegue fazer você reviver algo, mesmo sendo uma pessoa completamente diferente. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-5020920560454889892?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/5020920560454889892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=5020920560454889892&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5020920560454889892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5020920560454889892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2009/01/after-taste.html' title='After-Taste'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/SV5kLs6Z6NI/AAAAAAAAAAU/utkF6Ki6eBQ/s72-c/after+taste.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-4176989406467233497</id><published>2008-12-19T15:51:00.000-03:00</published><updated>2008-12-19T15:52:34.143-03:00</updated><title type='text'>Friends</title><content type='html'>Eles haviam se separado há 8 meses, e desde então nunca mais tinham se falado. Mas numa madrugada qualquer, chegando da balada seu telefone tocou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-       Alô.&lt;br /&gt;-       Alô.&lt;br /&gt;-       Oi.&lt;br /&gt;-       Então…&lt;br /&gt;-       Calma. Aconteceu alguma coisa? Porque você está me ligando?&lt;br /&gt;-       Nada.&lt;br /&gt;-       Então?&lt;br /&gt;-       Então, sabe aquele episódio do Friends, que o Ross e o Joey…&lt;br /&gt;-       Dormem juntos no sofá?&lt;br /&gt;-       Isso!!!&lt;br /&gt;-       Sei.&lt;br /&gt;-       Aquele episódio está no seu Top 5 de todas as temporadas.&lt;br /&gt;-       Fácil! É muito bom, principalmente quando o Joey admite pro Ross…&lt;br /&gt;-       Que foi o melhor cochilo da vida dele!&lt;br /&gt;-       É! E no fim o Chandler ainda pega os dois repetindo a soneca.&lt;br /&gt;-       É!!! Esse final é fantástico.&lt;br /&gt;-       Muito. Mas, porque está falando disso?&lt;br /&gt;-       Ah, porque hoje eu estava com um pessoal que nem achava tão bom, na verdade alguns deles nem lembravam desse.&lt;br /&gt;-       Como assim não lembravam? Esse é um clássico.&lt;br /&gt;-       Não é?&lt;br /&gt;-       Muito. Junto com aquele que o Chandler não consegue tirar foto pro casamento, ou aquele do “Is this friendship?”&lt;br /&gt;-       “I think so!” Nossa, muito bom esse também.&lt;br /&gt;-       Fantástico.&lt;br /&gt;-       Ah que bom. Estou mais tranqüila agora.&lt;br /&gt;-       Que bom. Sabe o que eu lembrei?&lt;br /&gt;-       O que?&lt;br /&gt;-       Esses dias estava numa balada, e do nada surgiu um papo sobre natureza, e como o verde é bom, essas bobagens. Numa boa, todo mundo concordando.&lt;br /&gt;-       Que bosta.&lt;br /&gt;-       Não é?&lt;br /&gt;-       Muito. Eu também vivo encontrando com gente que adora cavalo, boi, e ainda dizem que suas comidas preferidas são salada de pepino.&lt;br /&gt;-       Qual o problema dessa gente? Nunca comeram um bom hamburger?&lt;br /&gt;-       Ou uma pizza congelada antes de dormir?&lt;br /&gt;-       Duas né.&lt;br /&gt;-       Ok, ok.&lt;br /&gt;-       Putz. Bem lembrado. Faz séculos que não como pizza congelada.&lt;br /&gt;-       Eu também.&lt;br /&gt;-       Acho que desde que…&lt;br /&gt;-       …nós terminamos.&lt;br /&gt;-       É.&lt;br /&gt;-       É.&lt;br /&gt;-       Você está bêbada?&lt;br /&gt;-       Muito.&lt;br /&gt;-       Eu também.&lt;br /&gt;-       É a vida.&lt;br /&gt;-       É.&lt;br /&gt;-       Então tá bom.&lt;br /&gt;-       Boa noite.&lt;br /&gt;-       Boa noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-4176989406467233497?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/4176989406467233497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=4176989406467233497&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4176989406467233497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4176989406467233497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/12/friends.html' title='Friends'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-4640145380932421005</id><published>2008-12-12T16:11:00.002-03:00</published><updated>2008-12-12T16:21:11.882-03:00</updated><title type='text'>Sou legal, não tô te dando mole</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/SUK5mF3hQKI/AAAAAAAAAAM/Fu-2tF0TjIM/s1600-h/dandobola.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278985777292853410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/SUK5mF3hQKI/AAAAAAAAAAM/Fu-2tF0TjIM/s320/dandobola.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Na primeira vez que vi essa comunidade no orkut pensei: Mentira! Mulher que fala isso está mentindo. Mas apurei meu raciocínio e reconsiderei. Não é mentira, é meia-verdade, ou no mínimo um nome mal construído. Na verdade, o que elas querem dizer é “Sou legal, não quero ficar com você”.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Minha experiência com mulheres não é a maior do mundo, mas suficiente para dizer que sim, as mulheres sabem muito bem quando estão dando bola ou não. Afinal, desde que começaram a olhar para os meninos lá no ginásio, estão acostumadas a serem abordadas por homens interessados nelas com segundas intenções. Falando então de mulheres da minha idade, na faixa dos vinte e tantos anos, são no mínimo 15 anos de observação. Não é possível que não tenham entendido ainda o que nos faz as abordar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Acredito não ser possível porque mulheres são bem diferentes dos homens. Elas mesmas vivem dizendo que a maioria de nós somos iguais. E em parte é bem verdade. Ainda que tenhamos diferenças claras, na essência temos os mesmo instintos. Diferente das mulheres que tem cada uma seu “princípio-ativo”. Homens não entendem, nem nunca entenderão as mulheres, podem entender algumas, mas todas? Nunca. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Homens são simples, faça o teste, apareça pelada na frente de qualquer um, se você não for algo exageradamente diferente do que o atrai, a reação será a mesma. Mulheres não, tem cada uma seu processo, seus pedaços, seus pontos fracos. Por mais que também dividam algumas características com as outras de sua “espécie”, manifestam de maneiras completamente diferentes.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Isto posto, aguardo argumentos que comprovem que uma mulher não tenha como saber se está dando bola ou não. Não são todos os homens que tem discernimento para entender que uma mulher pode muito bem dar bola sem querer ficar com ele. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mulheres que dão bola sem querer nada, o fazem por diversas razões. Algumas querem que todos babem por ela, outras querem apenas atenção, mas a maioria não pensa nas conseqüências do que está fazendo. São naturais, são elas mesmas, e acabam pagando por isso. Justo? Não sei, mas por séculos, foi responsabilidade do homem cortejar a mulher, e fazemos isso no escuro, com a ajuda no máximo de um olhar, portanto não sejam duras conosco, não é fácil saber o que vocês querem.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Meninas legais do mundo, nós te entendemos, mesmo dando bola, podemos relevar e não julgá-las por insinuar algo que na verdade não querem. Mas nos agüentem, ou prestem mais atenção quando quiserem chamar um homem para jantar, dançar sensualmente, pegar demais ou ligar para eles quando estiverem bêbadas. Não lemos mentes, e já que é para adivinhar algo, vamos pensar no que for mais interessante para nós.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-4640145380932421005?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/4640145380932421005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=4640145380932421005&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4640145380932421005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4640145380932421005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/12/sou-legal-no-t-te-dando-mole.html' title='Sou legal, não tô te dando mole'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UY87cnMsDw0/SUK5mF3hQKI/AAAAAAAAAAM/Fu-2tF0TjIM/s72-c/dandobola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-5292042035407584687</id><published>2008-12-05T11:38:00.002-03:00</published><updated>2008-12-05T11:45:09.272-03:00</updated><title type='text'>Top secret</title><content type='html'>- E aí? Quem você tirou?&lt;br /&gt;- Como assim quem eu tirei? Isso é pergunta que se faça?&lt;br /&gt;- Pô diz aí. Vai ficar de frescura?&lt;br /&gt;- Não é frescura. É amigo secreto. Coisas secretas devem ser mantidas em segredo.&lt;br /&gt;- Ah! Frescura!&lt;br /&gt;- Se é frescura fala o seu então.&lt;br /&gt;- O meu o quê?&lt;br /&gt;- O seu amigo secreto. Quem você tirou?&lt;br /&gt;- Eu falo o meu se você falar o seu.&lt;br /&gt;- Eu falo o meu se você falar o seu.&lt;br /&gt;- Fala o seu primeiro.&lt;br /&gt;- Não fala você.&lt;br /&gt;- Não, eu perguntei primeiro.&lt;br /&gt;- Então eu não falo nada.&lt;br /&gt;- Então ta.&lt;br /&gt;- Então ta.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Fala aí vai.&lt;br /&gt;- Mas que saco.&lt;br /&gt;- Por favor&lt;br /&gt;.- Mas porque você quer tanto saber.&lt;br /&gt;- Porque sim.&lt;br /&gt;- Me dá uma boa razão que eu falo, do contrário não.&lt;br /&gt;- Não sei se poderia te falar.&lt;br /&gt;- O que? O que você sabe?&lt;br /&gt;- Não posso dizer.&lt;br /&gt;- Porque não?&lt;br /&gt;- Poderia te envolver demais nisso.&lt;br /&gt;- Nisso o que minha nossa senhora?&lt;br /&gt;- Sabe o que é...&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- É uma parada secreta entende?&lt;br /&gt;- Que parada? Me conta cara, você está desconfiado de alguma coisa?&lt;br /&gt;- Bem, não sei se eu poderia te falar maas...&lt;br /&gt;- O que, o que?&lt;br /&gt;- Eu suspeito que os resultados foram manipulados.&lt;br /&gt;- Manipulados? Mas como assim?&lt;br /&gt;- Acho que o sorteio não foi isento.&lt;br /&gt;- Isento?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- E o que isso significa.&lt;br /&gt;- É o que estou tentando descobrir. O Jader disse isso pra mim e não tenho idéia do que ele quis dizer, mas pretendo descobrir.&lt;br /&gt;- Parece grave.&lt;br /&gt;- Ô!&lt;br /&gt;- Nossa.&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Salafrários.&lt;br /&gt;- Nem me diga.&lt;br /&gt;- Precisamos apurar isso.&lt;br /&gt;- É, me diz aí quem você tirou.&lt;br /&gt;- Não posso.&lt;br /&gt;- Porque não? Você acabou de dizer que temos que apurar isso.&lt;br /&gt;- Eu sei, mas...&lt;br /&gt;- Mas o que?&lt;br /&gt;- Você pode ser um deles.&lt;br /&gt;- Eu? Um deles? Como assim?&lt;br /&gt;- É. Você sabe demais.&lt;br /&gt;- O Jader que me contou.&lt;br /&gt;- Isso é o que você diz.&lt;br /&gt;- Ah vai. Pára de bobagem.&lt;br /&gt;- Não é bobagem. Não posso tomar nenhum partido antes de saber com quem estou lidando.&lt;br /&gt;- Como assim saber com quem está lidando? Sou eu pô!&lt;br /&gt;- Será?&lt;br /&gt;- Será o que?&lt;br /&gt;- Que é você.&lt;br /&gt;- Lógico que sou eu. Você não me conhece?&lt;br /&gt;- Não sei cara. Nesses jogos de espiões tudo é possível.&lt;br /&gt;- Cara, o que você está falando? Que espião? Estamos falando de um amigo secreto.&lt;br /&gt;- Exatamente.&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Secreto. Sei como essas coisas são levadas a sério.&lt;br /&gt;- Como assim levadas a sério? Nós usamos um guardanapo de bar para escrever os nomes.&lt;br /&gt;- Pode desistir que você não vai conseguir me confundir. Sei o que está tentando fazer.&lt;br /&gt;- Não estou tentando fazer nada.&lt;br /&gt;- Conheço suas técnicas. Sou perito. Assisti Missão Impossível.&lt;br /&gt;- Ah cara, então ta bom. Quer saber, não fala nada, você vai ver.&lt;br /&gt;- Vou ver o que?&lt;br /&gt;- Aguarde.&lt;br /&gt;- Aguardar o que? O que você vai fazer?&lt;br /&gt;- Você verá.&lt;br /&gt;- Me fala cara. Não vou ficar tranqüilo assim. O que você quer dizer com isso?&lt;br /&gt;- Represálias virão. Nós não ficaremos passivos diante disso?&lt;br /&gt;- Represálias? Nós? Passivos? Não! Como assim? Eu não disse nada.&lt;br /&gt;- Você não sabe com quem está lidando.&lt;br /&gt;- Por favor, tenha misericórdia. Perdão&lt;br /&gt;- Agora é tarde.&lt;br /&gt;- Não faça isso comigo, eu tenho muito pra viver ainda.&lt;br /&gt;- Deveria ter pensado nisso antes.&lt;br /&gt;- Me fala, por favor, o que faço para me desculpar. Faço qualquer coisa.&lt;br /&gt;- Qualquer coisa?&lt;br /&gt;- Qualquer coisa.&lt;br /&gt;- Então me fala uma coisa. Quem você tirou?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-5292042035407584687?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/5292042035407584687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=5292042035407584687&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5292042035407584687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5292042035407584687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/12/top-secret.html' title='Top secret'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-2794554727418701123</id><published>2008-11-28T13:53:00.002-03:00</published><updated>2008-11-28T13:57:17.620-03:00</updated><title type='text'>O que não dizer no fim de um namoro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dia desses, nessas coisas de conversa de bar, um amigo músico me pede uma letra, uma poesia, um qualquer coisa para escrever. O cidadão gosta das besteiras que escrevo. E pior, quer musicar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E nessas, o Rogério diz: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Cara, o que é que um amigo não pode dizer ao outro quando o outro termina um namoro? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Ah. Sei lá. Algo como: se ferrou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Sim! Essa é uma delas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E a idéia começou a fluir na minha cabeça crônica. E de fato, amigo que é amigo tem, algumas vezes, umas frases não infelizes; porém demasiadamente sinceras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tal do "eu já sabia" é uma das céleres frases. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O cidadão chega, todo choroso dizendo que a dita cuja terminou porque está apaixonada por outro. Há dor-de-corno pior que essa? O moço está no esgoto fétido e você, com cara de açougueiro diz: "Eu já sabia". É a morte! É pedir suicídio do amigo, pô! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo assim você fala. Com requintes de crueldade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outra frase clássica é: eu não te disse? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isso está diretamente relacionado com previsões da Mãe Dinah e de Nostradamus. Parece até, que o cidadão é discípulo de um dos dois ou, pior, tem genes de algum deles. Na verdade, o que há é uma "goração" (que provém do verbo gorar) amiga. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O fim de um relacionamento é provocado, muitas vezes, pelo tédio. E não há coisa mais tediosa do que aquele amigo que cutuca a ferida cálida. Mas amigo serve para isso mesmo. Para lembrar o tédio do namoro, da relação amiga. Para te entediar ainda mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas antes do desabafo amigo, há frases que, decididamente, não podem ser proferidas num término de namoro. Frases que, mal colocadas, causam inúmeros traumas, celeumas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Você é como um irmão, um pai pra mim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nunca me disseram isso, mas dependendo da interlocutora seria capaz de cometer verdadeiros incestos. Há mulheres que compensam o crime e que são um pecado de não de não se ficar junto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- O problema não é você. Sou eu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa é a maior mentira. É claro que o problema é a parte terminada, gente! Senão a coisa não terminaria, oras! Isso é, simplesmente, uma maneira mais cordial de se terminar algo que já está falido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não da mais! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa é e frase mais sincera. Curta. Dolorosa. Porém certeira. Com destino certo e finalidade imediata. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não dá mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É o fim. Nada é para sempre. Nada é eterno além das lembranças que acalentamos no peito.&lt;br /&gt;- Não da mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E não há como ser diferente, pois a (in)diferença os separa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não da mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E só o outro não sabe que não tem volta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não da mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porque não há como fazer diferente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não da mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pois os argumentos são inválidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não da mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente não tem como. E o difícil é aceitar os domingos vazios. Os sábados sem os beijos. O motel e a cama vazia simplesmente, porque não da mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não há mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E isso não dá letra de música, eu acho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-2794554727418701123?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/2794554727418701123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=2794554727418701123&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2794554727418701123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2794554727418701123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/11/o-que-no-dizer-no-fim-de-um-namoro.html' title='O que não dizer no fim de um namoro'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-5014976684061467870</id><published>2008-11-21T16:25:00.000-03:00</published><updated>2008-11-21T16:33:03.905-03:00</updated><title type='text'>Seguro do Carro</title><content type='html'>- Bom dia.&lt;br /&gt;- Bom dia, com quem eu falo?&lt;br /&gt;- Calabria. José Calabria.&lt;br /&gt;- Como posso ajuda-lo senhor Calabria?&lt;br /&gt;- Eu queria fazer o seguro do meu carro.&lt;br /&gt;- Perfeito. Vou fazer algumas perguntas para traçar o seu perfil, certo?&lt;br /&gt;- Certo.&lt;br /&gt;- Qual o modelo do carro?&lt;br /&gt;- Corsa, comum, 2004.&lt;br /&gt;- Modelo e fabricação?&lt;br /&gt;- Sim.- Tem trio elétrico?&lt;br /&gt;- Sim.- Funciona?&lt;br /&gt;- Lógico, porque o interesse?&lt;br /&gt;- Por que se não funcionasse, nada de seguro. Qual a sua idade?&lt;br /&gt;- Quarenta e dois anos.&lt;br /&gt;- O senhor mora sozinho?&lt;br /&gt;- Não, com a minha esposa e meus dois filhos.&lt;br /&gt;- Qual a idade deles?&lt;br /&gt;- Ela, trinta e cinco. Os dois são gêmeos, vinte e quatro anos cada.&lt;br /&gt;- Eles dirigem o carro?&lt;br /&gt;- Nunca. Nem encostam. Deus me perdoe.&lt;br /&gt;- O senhor guarda o carro onde durante o dia?&lt;br /&gt;- Estacionamento da empresa.&lt;br /&gt;- E durante a noite?&lt;br /&gt;- Estacionamento no prédio.&lt;br /&gt;- O Senhor sai muito?&lt;br /&gt;- As vezes.&lt;br /&gt;- E onde o Senhor deixa o carro?&lt;br /&gt;- No manobrista, sempre.&lt;br /&gt;- O senhor sabia que 50% dos manobristas estaciona os carros nas ruas ao invés de estacionamentos?&lt;br /&gt;- Não. Vou tomar cuidado.&lt;br /&gt;- O Senhor bebe muito?&lt;br /&gt;- Qual a relação disso com o meu seguro.&lt;br /&gt;- O senhor sabia que 40% dos acidentes de carro são provocados por motoristas alcoolizados?&lt;br /&gt;- Não, mas vou continuar bebendo.&lt;br /&gt;- Muito bem senhor, vou fazer a simulação do custo do seu seguro.&lt;br /&gt;José Calabria era um homem muito paciente, depois que havia sido demitido teve que aprender a fazer tudo que a secretária dele fazia para ele. Pensava, devia ter dado aquele aumento. Eu estaria na vida boa ainda e ela não teria me denunciado.&lt;br /&gt;- Pronto Senhor. São sete mil reais.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Senhor?&lt;br /&gt;- Isso é um terço do valor do carro.&lt;br /&gt;- Sim, mas o senhor foi enquadrado no grupo de alto risco de sinistro.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- O senhor bebe e usa o carro.&lt;br /&gt;- Como é que é? É lógico que eu uso o carro.&lt;br /&gt;- E bebe.&lt;br /&gt;- Bebo muito pouco.&lt;br /&gt;- E usa o carro todo dia. O caso do senhor é difícil, eu compreendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-5014976684061467870?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/5014976684061467870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=5014976684061467870&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5014976684061467870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5014976684061467870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/11/seguro-do-carro.html' title='Seguro do Carro'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-8829564076526882854</id><published>2008-11-07T17:00:00.000-03:00</published><updated>2008-11-07T17:01:36.006-03:00</updated><title type='text'>Qual a senha?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Talvez influenciado pelos filmes, quando pequeno lembro que saber uma senha era um diferencial importante no pool social infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entrar no quarto onde os primos falavam de meninas e compartilhavam um surrado exemplar da Revista do Homem era necessário uma senha. A senha podia ser uma seqüência de batidas na porta sempre trancada ou uma palavra qualquer outorgada normalmente pelo mais velho e que devia ser sussurrada pelo buraco da fechadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhar o direito a saber a senha era preciso uma espécie de ritual, uma iniciação. Lembro que uma das tarefas arriscadas que tive de cumprir para conseguir uma senha foi surrupiar um bom pedaço do pavê de amendoim da minha tia e levar para os conspiradores encerrados em seu esconderijo. Fui bem sucedido no furto do pavê, mas não ganhei a senha. Crianças são cruéis umas com as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que vem daí a minha bronca com senhas. E, vejam só, fui ser adulto exatamente na época da evolução na qual as senhas dominam. Nada sortudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos obrigados a possuir dezenas de senhas, mas não podemos anota-las em lugar nenhum. É perigoso anotar senhas. O jeito é guardar na cabeça, mas conforme o tempo passa, as senhas vão ficando mais sádicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ser fácil, como padronizar as senhas. Vamos supor, a senha do banco – 2008. Esta senha poderia ser usada para acessar a caixa de e-mails, para acessar a área restrita da sua operadora, para desbloquear o cofre, para ligar o carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não! Para o e-mail a senha tem que ser alfanumérica. Para a operadora não pode ter números. Para o carro não pode números iguais e para o cofre o mínimo de dígitos são seis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é que você tem que decorar dezenas de senhas diferentes. E não pode anotar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu possuía quatro contas de e-mail de provedores distintos. Um deles caducou, já que eu não usava há tempos. Dois eu uso com bastante freqüência, o que deixa as senhas sempre vivas na memória. Mas a quarta era dedicada apenas a assuntos burocráticos da empresa, e que só é necessário acessar caso surja algum problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, surgiu um problema e fui acessar o maldito e-mail. Depois de dois anos obviamente eu não lembrava da senha. Tentei todas as hipóteses possíveis de senhas que minha cabeça estranha poderia inventar, mas não obtive sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para minha alegria, descobri que é possível você recuperar a sua senha mediante uma identificação positiva, como ele dizem. Fui seguindo os passos, fornecendo data de nascimento, nome completo, tipo de sangue e cor preferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que cheguei na última pergunta que finalmente traria minha senha à luz: Lugar onde conheceu sua mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim? Que cazzo? Eu não sou nem nunca fui casado!&lt;br /&gt;Tentei algumas alternativas, como bar, restaurante, rua, zona, igreja, festa do caqui. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sem minha senha, sem minha conta de e-mail e sem saber onde conheci a minha mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, como alguém já disse, a informática surgiu para resolver problemas que antes não existiam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-8829564076526882854?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/8829564076526882854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=8829564076526882854&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8829564076526882854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8829564076526882854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/11/qual-senha.html' title='Qual a senha?'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-7209713926903148368</id><published>2008-10-31T18:12:00.001-03:00</published><updated>2008-10-31T18:17:17.195-03:00</updated><title type='text'>Mulher tem que ter pegada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Hoje em dia, é muito comum ouvir uma mulher dizer que homem tem que ter pegada. Não era assim. Quando eu era pequeno, tudo que eu ouvia era: respeito e carinho. Além dos atributos clássicos como bonito, inteligente e sensível. Mas em relação a postura, a como tratar uma mulher, o homem tinha que ser respeitador, tipo, não podia mão nisso, muito menos naquilo, enquanto ela não desse a ordem. Carinhoso, sempre abrir a porta do carro, ser gentil, abraçar com cuidado, ser tenro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt; Agora não, agora elas querem além de tudo um cara com pegada. Um homem que tome as rédeas, que abuse de vez em quando, que seja firme quando tem que ser e doce quando ela desejar. Tem que ter atitude, tem que sentir os momentos certos e fazer aquilo que está dentro da cabeça delas. Ok, já não era complicado o suficiente, mas damos um jeito. Servimos bem para servir sempre.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mas o fato é que - não sei se falo por todos os homens - gostamos de mulheres que também tenham pegada. Um dia quem sabe, quisemos (ou dissemos que queríamos) mulheres de Atenas, ou princesas intocáveis e frágeis. Mas hoje não. Hoje queremos muito mais, também queremos essa mistura que as moças vem reivindicando há tempos. Queremos a mulher que faz bico e depois nos arraste pela nuca, não podem mais assistir, tem que dividir o papel principal. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mas a mulher que tem pegada é diferente do homem que tem pegada. Enquanto o homem pode ser assim naturalmente, a verdadeira mulher de pegada tem que ser despertada. Mesmo que seja naturalmente assim, não é qualquer um que as faz assim. Não basta beijá-la e abraçá-la, tem que conquistar de verdade. Tem que achar o caminho para o núcleo nervoso delas, estremecer as bases. Precisamos fazer com que todos os seus sentidos estejam alterados (sim, usar álcool vale), tem que anular sua razão, tem que fazer com que ela não enxergue nada além de você. Enquanto falar tudo isso é fácil, fazer...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Como toda grande tarefa, essa também oferece uma enorme recompensa. Uma vez que se prova, não se quer nada diferente daquilo. Não é como aquelas mulheres desesperadas, que te sufocam, que saem raspando os dentes em seus lábios sem controle. É diferente. A mulher que tem pegada, quando despertada, sempre te beija como a primeira e última vez, ao mesmo tempo. Bagunça seu cabelo, se pendura em seu pescoço, te abraça como se não quisesse que fosse nunca embora. Se enrola em você como se quisesse impregnar em suas roupas, em sua pele. Ficando junta de você por muito mais que uma noite, uma mulher que voc6e leva pros lençóis de sua cama mesmo quando sozinho.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tenho certeza de que nenhum homem fica impassível a uma mulher como essa, todos querem esse tipo de intimidade, essa temperatura, essa intensidade. Conseguir não é fácil, mas o que de bom nesse mundo é? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-7209713926903148368?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/7209713926903148368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=7209713926903148368&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7209713926903148368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7209713926903148368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/10/mulher-tem-que-ter-pegada.html' title='Mulher tem que ter pegada'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-6434608714634742520</id><published>2008-10-12T10:55:00.000-03:00</published><updated>2008-10-12T10:56:26.832-03:00</updated><title type='text'>Iluda-se menos, viva mais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Ando devagar, porque já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais".&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para aqueles que não conhecem, ainda, essa é a frase que abre a música "Tocando em Frente" do Renato Teixeira. Confesso que não sou fã de sertanejo, por isso, não confundam Renato Teixeira, Almir Sater e Rolando Boldrim com essas porcarias que, vira e mexe, ouvimos no rádio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fato é que tenho percebido amiúde, uma onda avassaladora de reclamações relacionadas a namoros, casamentos, noivados e afins. Gente, convenhamos, há gente boa no mercado, vai? É só procurar que você encontra.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O problema é que geramos expectativas demais no outro. Nem homens nem mulheres são culpados mas, na verdade, nós mesmos. O outro lado da moeda.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se você levou um pé na bunda, levante-se, empine o nariz, estufe o peito, olhe pra cima, respire fundo e olhe só pra frente. Pare de se lamuriar pelo passado, pare de se iludir se ele ou ela te ligou, pois não querem mais nada com você. Só ligam, com certeza, pra ter uma boquinha disponível quando bate a carência, só isso, nada mais.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claro que, pra toda regra, sempre há raríssimas exceções. Mas, geralmente, essas exceções estão comprometidas e, se você já teve uma exceção em sua vida e não soube aproveitar, se deu mal. Certas coisas acontecem só uma vez na vida. Ou você acha que todo mundo é igual ao João Alves que ganhou milhares de vezes na Mega-sena? Não, né?!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gente, carpe diem! Aproveitem o que o presente (que nada mais é do que um presente mesmo) lhes proporciona. Chega de viver de um passado que só serviu para aprendermos. Só isso. Temos que saber tirar proveito do que passamos para viver, plenamente, o presente e projetar o futuro.&lt;br /&gt;Se ele ou ela não te liga mais, não te procuram mais, azar o dele! Pense que, quem perde essa pessoa maravilhosa, cheia de carinho pra dar, é somente o outro, não você. Valorize-se!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Infelizmente, pessoas ansiosas sofrem demasiadamente por quererem tudo muito rápido. Amam rápido e "desamam", também, rápido demais.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se você quer o príncipe encantado ou a princesa, pare de procurar. Deixem que eles mesmos te achem. Não vale a pena atirar pra tudo o que é lado testando. Fique na sua. É a melhor coisa que faz. Procurar, sair à caça, cansa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maturidade... isso é que o falta hoje em dia. Infelizmente não há pessoas maduras o suficiente pra encarar um relacionamento sério. Vale mais a pena as baladas, os perdidos nos namoros do que, realmente, se comprometer.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É por isso que eu concordo com Vinícius de Moraes, com seu estilo de vida. Amem todas e deixem que elas o procurem. Isso vale tanto pra homem como às mulheres. Afinal de contas, vale mais a pena viver ao se iludir, mesmo sabendo que a dor é inevitável, mas o sofrimento é, meramente, uma opção nossa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-6434608714634742520?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/6434608714634742520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=6434608714634742520&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6434608714634742520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6434608714634742520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/10/iluda-se-menos-viva-mais.html' title='Iluda-se menos, viva mais'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-2782898978164545996</id><published>2008-10-04T00:20:00.001-03:00</published><updated>2008-10-04T00:22:45.333-03:00</updated><title type='text'>É 0 @m0®</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Romeu e Tati se conheceram por intermédio de amigos. Conversaram o suficiente. Só o suficiente para não se constrangerem com o silêncio. O suficiente para trocar os respectivos endereços de MSN.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os primeiros dias foram mornos. Aos poucos iam se conhecendo. Ele gostava de música black, ela também. Ela odiava trabalhar, ele (e a torcida do flamengo) também. Ele gostava de caipirinha de morango. Ela fingia que também.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Logo, ligavam o computador correndo, procurando o ícone dos bonecos azul e verde, a primeira coisa que faziam eram se logar. Meio inconsciente. Só meio. Brincavam com as palavras, falavam de vários assuntos, relacionamentos, família, relacionamentos, amigos, relacionamentos, etc.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pouco tempo passa e já não desligavam os computadores. A janela de Chat ficava permanentemente aberta. As fotos, mensagens pessoais, emoticons, tudo a favor da interação. Entre os dois apenas. Tati largou o apelido de batismo e se tornou Julieta.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Foi a deixa perfeita. O novo nick foi a gota d’água. Não podiam mais fingir que nada estava acontecendo. Tinham que deixar a natureza seguir seu curso. Sentiram enfim a coragem para a primeira vez. Perderam suas virgindades virtuais. Virou vício. Era o casal mais ousado de toda web.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Daí pra frente tudo foi conseqüência. Se é tão bom online, como será offline? Marcaram em um barzinho no meio do caminho. Muito frio na barriga. Como se tivessem voltado a adolescência.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Sentaram em uma mesa encostada na parede. Em cima dela apenas um grande cinzeiro prateado. Acenderam os cigarros aguardando a movimentação do outro. Não havia. O silêncio dessa vez era bastante constrangedor. Não a toa, Romeu foi ao banheiro 12 vezes em 7 minutos. Na décima-segunda no entanto, teve uma epifania. Ela percebeu em seus olhos que algo tinha mudado, sentiu que ele poderia salvar a noite que parecia estar destinada a destruir toda a mágica de Romeu e Julieta.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ele olhou no fundo dos olhos de Julieta e com muita calma e cuidado se preparou para explicar. Respirou fundo, lembrou de todos os insucessos da adolescência, das infrutíferas investidas e alguns tapas na cara. Soube que não conseguiria, as palavras não iriam sair. Só havia uma solução. Sacou o celular e disparou seus torpedos. A agilidade no teclado impediu o início do constragimento.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Foram embora para suas casas, de olho na telinha dos smartphones, com maior certeza de seu amor.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-2782898978164545996?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/2782898978164545996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=2782898978164545996&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2782898978164545996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2782898978164545996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/10/0-m0.html' title='É 0 @m0®'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-6468350630905081915</id><published>2008-09-27T10:36:00.001-03:00</published><updated>2008-09-27T10:38:12.498-03:00</updated><title type='text'>Guia prático</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desculpem o tom, mas paciência tem limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encoxar a mãe no tanque, acidente de Fenemê na Dutra e dizer “pra mim fazer” são das coisas mais feias que se pode imaginar. Mim não faz nada! Mim não vai! Mim não vem! Essa regra não é difícil, não há desculpa para errar. Mim não faz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente já estranhou a palavra encoxar, que escrevi ali em cima. É encoxar mesmo, com xis! Significa colocar a parte anterior da sua COXA na parte posterior da COXA de outrem. Não escreva “encochar”, a não ser que no planeta de onde você veio as pessoas possuam um membro chamado “cocha”. Sem dizer que nunca encontrei a palavra encoxar em dicionário nenhum. Então se é pra inventar palavra, invente com o mínimo de bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você hesita para escrever “hesite”, saiba de uma vez por todas que exite não existe! Pode existir exit, em inglês, mas o significado não bate. Sei que no vídeo-game e no shopping ta escrito exit para tudo o que é lado, mas hesitar, no sentido de vacilar, duvidar, é com agá e ésse!!! Hesite! Veja que palavra bonita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma certa campanha, vejo que o uso do “menas” caiu bastante. Se você ainda fala “menas”, então é melhor procurar um psiquiatra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, se você, menina, acha que está meia gordinha, ou que está meia com fome ou que está meia estranha, saiba que além de gorda e feia, você também é burra. Não vou explicar a regra, porque se você fala meia isso e meia aquilo, a regra gramatical te cairá como um hieróglifo. Seja apenas meio gorda e meio feia, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e SEJA, viu? Não seje, nem esteje. Dá nojo de pessoas que falam seje e esteje. E essa vale pra todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também existe uma campanha para acabar com o gerundismo. Se você ainda não foi curado lembre-se que cada vez que disser que vai estar fazendo alguma coisa, sua imagem perante a sociedade vai se tornar cada vez pior. Faça um exercício básico, agora mesmo, vamos lá: repita três vezes “Vou estar, vou estar, vou estar”, várias vezes ao dia. Torne isso um mantra maldito. “Vou estar, vou estar, vou estar”. Coloque na sua cabeça que isso é errado, isso é pecado, isso é feio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quando você, sem perceber, for cometer um gerundismo, ao chegar no “vou estar” lembre do mantra maldito e desista dessa idiotice. Troque, por exemplo, o “vou estar fazendo o possível” por simplesmente “vou fazer o possível”. “Vou estar mandando uma cópia” por “Vou mandar uma cópia”. Bem mais bonito, não? Bonito e correto. Vamos lá, de novo: “Vou estar, vou estar, vou estar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses fui à uma assistência técnica e a estúpida da balconista me entregou um papel para “anexar junto do aparelho”. Se é minha funcionária, boto na rua na hora, e por justa causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando for à padaria ou supermercado, tome o cuidado pra não dar vexame. Você gosta de passar vergonha em público? Acredito que não. Então sempre peça duzentos, trezentos, quatrocentos gramas do que quer que você queira colocar no seu pão. O grama é peso. A grama é onde não pode pisar. Ainda na fila, crie a frase na sua cabeça: “Duzentos gramas de presunto, por favor” DUZENTOS. Tenha fé, as demais pessoas não irão rir de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer ser arrogante ou coisa do gênero, mas se o seu vocabulário contempla vários desses exemplos aí de cima, imprima este texto e leve com você no bolso ou na bolsa. Tão útil quanto camisinhas e absorventes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdões novamente pelo tom, mas paciência realmente tem limite.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-6468350630905081915?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/6468350630905081915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=6468350630905081915&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6468350630905081915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6468350630905081915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/09/guia-prtico.html' title='Guia prático'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-7892595613801941018</id><published>2008-09-19T14:58:00.001-03:00</published><updated>2008-09-19T15:01:01.791-03:00</updated><title type='text'>Um novo Homem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Homem. Ser forte. Duro, Insensível. Nunca derrama uma lágrima. Homem afinal. Arruma a torneira, troca o pneu. Homem. Forte. Insensível.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bela descrição para tempos atrás. Hoje o homem evoluiu. Sente, ama, chora. E que evolução podemos dizer. Afinal negar instintos é um atraso incalculável. “Oh yes i was a great pretender!”. Mas não finjo mais.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O novo homem gosta de falar que ama, não deixa de assumir quando está com medo e amigo-irmão merece beijo no rosto. Lógico que sem boiolice. “Sô macho pô”.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Isso é tanto verdade que os papos nas mesas de bar andam mudando. Os homens não procuram mais a maior quantidade e sim qualidade. Frases como “Vamo catá as catiroba!!!” estão dando lugar a “Preciso arrumar uma mulher direita”.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O espírito de coletividade continua como sempre mas foi desviado para novos usos. Em vez de ” Vou agitar aquela perva pra você” ouve-se “Cara, eu não vou deixar você cair no mundo da putaria de novo.”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existem novos homens compromissados também. Hoje em vez de aproveitar qualquer brecha pra sair escondido, faz questão de levar a cônjuge ou ao menos avisar onde, quando e com quem vai. Não por controle e sim por respeito. O novo homem compromissado já deixa a mulher sentindo saudade. Ele aprendeu a valorizar pois sabe que a demanda está altíssima mas a oferta mínima.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por tudo isso, mulheres deliciem-se, pois cada vez mais encontramos homens que ligam pra dizer que estão com saudade, correm de mulheres prosmícuas e só esperam por você pra dizer: “Eu te amo”. Mas preparem-se, pois se um dia você estiver num sítio, ouvir um barulho e pedir pra ele ver o que é não estranhem se ele estiver embaixo da cama.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-7892595613801941018?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/7892595613801941018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=7892595613801941018&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7892595613801941018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7892595613801941018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/09/um-novo-homem.html' title='Um novo Homem'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-2390444705581325944</id><published>2008-09-12T00:13:00.000-03:00</published><updated>2008-09-12T00:14:03.722-03:00</updated><title type='text'>Pedido eleitoral</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: arial; color: rgb(153, 255, 153);" id="cdiv"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Dá pro senhor arrumar um emprego.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Tenho essa lixa de unha aqui, ó. Faça a unha. Inclusive, dê uma limpadinha que ela está bem sujinha.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Mas senhor...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Tome esse adesivo pra você colocar no seu barracão também. Vai me ajudar a fazer propaganda. Preciso que divulguem o meu nome. Principalmente na periferia.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Mas eu quero um...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Acho que você está meio tenso, quase depressivo. Tenho esses remédios vencidos aqui. Podem te ajudar. Eu ganhei de um farmacêutico que patrocina a campanha. Ah, tenho umas amostras grátis aqui também, fica com você. São todos genéricos, tá?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Ô dôtor, eu preciso é de um emprego.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Pega essa camisa aqui. Tem uma foto minha nela. Não estou bonito? Olha que sorriso branco eu tenho, não é mesmo?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Sim, claro...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Brigadu. Só porque você me elogiou, leve essa cesta básica aqui. Ela sobrou do comício que fiz ontem. Leva pra sua casa que já garante um mês de comida lá.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Dôtor...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Fio, essa cesta básica é das boas. Tem doces, nozes, macarrão... Tem bolachas doces e salgadas pros seus dez filhos. Aí dá pra distrair os moleques enquanto você assiste o jogo de futebol.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Mas é de empre...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Fica com esses litros de leite aqui também. Estão quase azedando, já. Leva pro seu barracão e se achar melhor, divide com o pessoal do morro. Não esquece de dizer que fui eu que dei, hein? Senão eles não votam em mim. Leva logo esse leite antes que estraguem filho.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- É que...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Não tá contente? Tudo bem, brasileiro é assim mesmo. Leva esses agasalhos, vai. Estão quase novos. Tá certo que tem uns rasgos aqui e ali, mas estão limpinhos. Fora que você não vai depender dessas campanhas do agasalho. Você tá vendo como tô te ajudando?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Eu quero trab...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Já sei o que você quer também. Como eu sou burro! Toma esses cinqüenta reais aqui. Você tem que se divertir também, pôxa! É um direito constitucional isso.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Dôt...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- É verdade, cinqüentinha é pouco. Vou fazer uma vaquinha aqui com os meus assessores pra te dar mais uma graninha, o que acha?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Mas...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Eu sabia que você iria adorar. Pra não falar que só penso em dinheiro, pega esse cheque aqui. Eu iria doar pro Fome Zero, mas como eu sei que eles não iriam descontar, fica pra você. É uma doação que tô te fazendo, uma caridade e não quero nada em troca, só seu voto e da sua família, e dos seus amigos e todo mundo que você conhecer, viu? Viu como eu tô sendo bonzinho? Olha quanta coisa boa eu já te arrumei, tá vendo?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Mas e o empreg...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Tá, vai! Toma aí esse chaveiro. Coloca a chave do cadeado do seu barraco. Já faz mais uma propaganda. Que delícia é ajudar os pobres, isso me lava a alma.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Mas e o meu emprego? Eu só quero trabalhar, dôtor.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Emprego?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- É! Isso mesmo. Arranja um pra mim?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Acho melhor fazer como eu, viu?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Ahn?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;- É! Se candidate.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-2390444705581325944?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/2390444705581325944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=2390444705581325944&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2390444705581325944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2390444705581325944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/09/pedido-eleitoral_4684.html' title='Pedido eleitoral'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-8227506022204131778</id><published>2008-09-05T15:45:00.000-03:00</published><updated>2008-09-05T15:47:27.086-03:00</updated><title type='text'>Quando começa um namoro?</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Começar um namoro é mais difícil que começar a escrever um texto. E ambos têm  aquela coisa de desejo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Quando você começa um texto, você já tem a idéia mais ou menos pronta na  cabeça e quer ver já pronto, mostrar para alguém a obra. Tem gente que já sabe  até como terminará, já tem o parágrafo final, a sacada genial, a piada e o  desfecho ideal à idéia. Mas, começar, saber o primeiro parágrafo e, pior, como  intitula-lo, aí é que a coisa desanda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Para namorar é a mesma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Como alguns têm medo da palavra, do rótulo de ‘namorados’, já vi casais que  começaram pela ordem inversa: casaram, depois noivaram, namoraram e, no final,  resolveram se conhecer até, meses depois, só ‘ficar’. Parece exagero, mas não  é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;E há muito casal por aí que nem sabe que está na fase de ‘namoro’ já estando.  Há que se analisar os fatos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Você está lá, todo cheio de si numa determinada festa. Começa a tomar umas e  outras, fica todo simpático, alegre e entusiasmado. As pessoas começam a ficar  mais bonitas e você suscetível a conversas mais... mais... rasas. Até que,  aquela pessoa do sexo oposto que você lançou uns olhares no começo da festa,  também olha pra você. É aí que surge, quase que incontrolavelmente, aquela  IMENSA vontade de ir ao banheiro e, sabe-se lá Deus porquê, esbarrar,  carinhosamente, na pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;- Desculpa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;- Imagina. Não foi nada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Depois disso, começa aquele papo besta e idiota de "você vem sempre aqui?";  "nossa, está cheio aqui hoje, né?"; "aceita um drink?"; "Vamos dançar?"; "Está  sozinha?"; "Calor hoje, ahn?".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Geralmente, o outro acaba, dependendo do grau etílico, cedendo. E é aí que  temos início de um pré-namoro. Sim, existe essa coisa de pré-namorada,  semi-namorada, coisa e tal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Pré ou semi-namorada ou namorado é aquela pessoa que preenche todos os  requisitos básicos para se encabeçar um namoro, porém, ela apareceu no momento  errado na sua vida. Você está naquele momento de querer curtir os amigos e  outras amigas (!). Aí, se enroscar num relacionamento não é a coisa mais bacana  com a outra pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Mas, via de regra, o namoro começa assim mesmo, sendo pré ou semi. E, quando  se dá por conta, quando cai em si, já está namorando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Tenho duas amigonas que já avançaram essa coisa de pré e semi-namoro. A Pri e  a Nathy. Moçoilas de primeira linha. Faladeiras de plantão. E, a cada pergunta  minha, uma bochecha vermelha de vergonha. Tudo isso para provar, mais que  fundamentado, que já estavam namorando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;O questionário para saber se você tem um semi-namoro ou já está enroscado num  relacionamento é básico. Esqueçam essa coisa de que o homem é obrigado a  perguntar: "Você quer namorar comigo?", pois isso é coisa do passado, gente. A  situação vai pelo olhar, ticando de leve a pele e, sem qualquer cerimônia, a  pessoa já invadiu a sua vida e te controla.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Inclusive, controlar é uma coisa fundamental no namoro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Pois bem, as perguntas são:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;- Já foi ao cinema ver, mais de três vezes, um filme que é, simplesmente um  lixo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;- Falam-se pelo telefone uma vez por dia?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;- Mandam mensagens, que muitas vezes mais parecem verdadeiros tratados, pelo  celular (ARGH!) mais de três vezes ao dia?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;- Pagou uma dose de whisky ao melhor amigo da pessoa num barzinho para fazer  média?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;- Gostando de samba, foi num show de rock só para agradar ao outro? (vale o  contrário também)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;- Já arrotou, soltou um ‘pum’ ou vomitou (ok, é nojento, mas o Amor carece  dessas provas) na frente da pessoa? (pode ser atrás também)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;- Já colocou alguma fotinha dos dois juntinhos no orkut?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Se você disse sim a, no mínimo, duas dessas perguntas, eis o veredicto: está  namorando! Na verdade, já está dominado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Portanto, minhas amigas, vocês já estão namorando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;E, se você que me lê aí e respondeu ‘sim’ a quase todas, mas reluta em dizer  que não namora, você é um semi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Semi-canalha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-8227506022204131778?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/8227506022204131778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=8227506022204131778&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8227506022204131778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8227506022204131778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/09/quando-comea-um-namoro.html' title='Quando começa um namoro?'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-5007304534464745422</id><published>2008-08-30T09:37:00.000-03:00</published><updated>2008-08-30T09:39:14.089-03:00</updated><title type='text'>Alma gêmea, não posso esperar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Olá, aqui é sua alma gêmea. Sim, sou eu, aquela pessoa especial que só existe neste mundo para complementar você. Eu sou sua cara-metade. A tampa para sua panela. A pessoa mais importante que você pode ter ao seu lado na vida. Aquela pessoa. “A” pessoa. Eu. Moi. Me. Enfim, acho que você já entendeu.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estou lhe escrevendo porque estou muito, muito preocupada com a sua demora em me encontrar. Essa demora está me matando. Eu quero acreditar que o destino irá nos unir no final, mas não estou muito segura disso. Você não está ajudando muito, alma gêmea. Não está.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sabe aquele dia em que você não esperou a moça do caixa lhe entregar a nota fiscal, e saiu correndo pro teatro? É uma pena… se você tivesse esperado, perderia segundos importantes do seu tempo, você não conseguiria pegar o ônibus em tempo, o que faria você chegar atrasado para a peça. Ficaria do lado de fora, inconformado. E iria me encontrar, tão inconformada como você. Nós reclamaríamos do teatro, do trânsito, falaríamos de como é difícil encontrar peças boas e dos boatos sobre o sexo de Shakespeare. Acabaríamos num café charmoso, agradecendo por termos perdido o teatro e encontrado um ao outro. Mas…&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você não esperou a moça do caixa! Não esperou! Como pôde? Você não quer me encontrar? É isso?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E o curso de desenho artístico que você foi fazer? Errado! Muito errado! Se tivesse feito fotografia, teria me encontrado. Eu estava lá, na mesma escola. Poderíamos ter feito muitas coisas juntos. Tirar fotos um do outro. Ver as coisas por outro ângulo. Re-enquadrar nossas vidas. Mas não. Você quis fazer desenho artístico. E eu quis um caso com o professor de fotografia, que era um gato, achando que, dessa vez, era você. Só que não era.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sabe aquele dia chuvoso, em que você saiu sem o seu guarda-chuva? E se eu estivesse passando por você na mesma calçada, preocupada com a chuva, e você tivesse como oferecer abrigo para mim? Você não pensa nisso, não é? E se naquele dia fosse eu quem estivesse de guarda-chuva para dividir com você, você não pode sair de casa com ele! Ou seja: saia de casa com guarda-chuva, sempre. Ou não, dependendo do dia. Você me entendeu.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estou perdendo a paciência. É tudo tão aleatório… Você está lendo isso numa lan-house? Olhe pra trás, pode ser eu. Tsss… errou de novo. Alma gêmea, não demore. Olha lá, o professor de fotografia atravessando a calçada. Não sei se posso esperar…&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-5007304534464745422?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/5007304534464745422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=5007304534464745422&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5007304534464745422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5007304534464745422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/08/alma-gmea-no-posso-esperar.html' title='Alma gêmea, não posso esperar'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-8920541577961263357</id><published>2008-08-22T15:36:00.003-03:00</published><updated>2008-08-22T15:43:13.258-03:00</updated><title type='text'>Bendita torrada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Era uma manhã rotineira na vida de José Mário. Matemático, professor de faculdade e ateu convicto até o apocalipse, comia religiosamente 2 torradas com manteiga e geléia de morango. (Deus me livre se não houvesse geléia de morango!) Era uma equação simples. Duas passadas de faca na manteiga sem sal e uma colherzinha de geléia aplicada com uma força X, suficiente para espalhar a geléia, mas não o suficiente para quebrar a torrada. José Mário necessitava segurar a torrada com uma força Y= -X, para balancear as forças evitando que a torrada caia no chão. Caso Y&gt;-X, inevitavelmente a torrada cairá com sua face geleística voltada para baixo, exatamente como ocorreu nessa manhã aparentemente rotineira. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A regra universal que dita a sujeira no mundo desde a gênese diz que se um objeto cai e fica por menos de 5 segundo no chão, o objeto ainda estaria limpo e pronto para o consumo. José Mário, como exímio conhecedor de regras universais e há muito morando sozinho, recupera a torrada do chão e qual sua grande surpresa? Estava lá. Claramente. Milagrosamente nítida. A cara de Jesus Cristo estampada em sua bendita torrada.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que um ateu faz quando se depara com um milagre? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A primeira reação de um ateu é a contestação. Como São Tomé, primeiramente desconfia. Não, nada a ver. É coisa da sua imaginação. É como olhar as nuvens e encontrar formas. Mas olhando melhor, a imagem era divinamente clara. Havia até um certo brilho santo ao redor da imagem. Fez-se a luz nas camadas de manteiga. Qual era a chance disso acontecer? Calcula as probabilidades. Menos de 1 bilhão para um de tal evento acontecer com tanta precisão. É, os números estavam contra ele. Justo os números que tanto confiava. Tenta repetir o experimento. 2 pacotes de torradas de imagens disformes. O máximo que conseguiu foi em uma torrada que se olhada de um ângulo específico, até poderia se assemelhar, vagamente, a um coelhinho caolho sem orelhas. Resolveu parar, pois não poderia faltar a geléia de amanhã, e Deus me livre se não há geléia de morango!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segunda reação de um ateu, a dúvida. E se fosse realmente um sinal divino? Todos esses anos comendo carne vermelha na sexta-feira santa? As vezes que cobiçou a mulher do próximo, as que via revistas de mulher pelada escondido no banheiro ou quando roubou figurinhas jogando bafo… Tudo isso seria uma passagem segura para o inferno? Seria um alerta para que ele começasse a frequentar a igreja? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terceira reação de um ateu, a revolta. José não se daria por vencido. Ele não jogaria a batina assim tão fácil. Não seria uma torrada a romper toda a sua (des)crença. Quer briga? Então olha o que eu faço com sua torrada! José aproxima a torrada à boca, lentamente abre sua bocarra e prepara uma grande mordida entre a coroa de espinho e a sobrancelha esquerda de Jesus.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quarta reação de um ateu, a redenção. Espera! Talvez seja melhor não comer a torrada. Afinal ela caiu no chão. Talvez tenha passado mais dos 5 segundos. Pode haver micróbios. Pode causar dor de barriga. Imagina se dá um piriri. E com piriri não se brinca! Pior que as pragas do Egito! Lavo minhas mãos. Melhor pegar outra torrada.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resolveu deixar a torrada milagrosa de lado. Mas a cara de Jesus continuava encarando-o. A pulga atrás da orelha ainda coçava. Há de haver uma explicação mais razoável que uma entidade toda poderosa sem ter mais o que fazer além de pregar peças em matemáticos ateus. Existe algum fator que passou despercebido. Algo que dê a luz sobre esse mistério. Olhe atentamente, analise friamente… &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eureca! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como não havia visto isso antes! Era óbvio! A vida volta a fazer sentido. A figura na torrada não é o Jesus Cristo! É o Humberto Gessinger! Claro, por que acreditar em um Ser Supremo invisível, inatingível? O Humberto Gessinger era real, estava ali, ao alcance de todos! É lógico! O Papa é Pop! Quem mais sofreu tantas perseguições e foi crucificado pela crítica? Quem mais ressucitou o Engenheiros do Havaí quando ninguém mais esperava?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Satisfeito, José Mário guardou a torrada junto com os antigos álbuns do Engenheiros e saiu cantarolando. Esse Humberto Gessinger é foda! A Infinitaaaa Hiiiiighwayyyyy…&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-8920541577961263357?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/8920541577961263357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=8920541577961263357&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8920541577961263357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8920541577961263357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/08/bendita-torrada.html' title='Bendita torrada'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-2863161486132949204</id><published>2008-08-15T03:23:00.002-03:00</published><updated>2008-08-15T03:24:56.497-03:00</updated><title type='text'>Tirem as crianças da sala</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;" id="cdiv"&gt; &lt;p class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O tema é sacanagem, como diria o Jô. Saliência, como diria o  Zóio. Furunfagem, como diria o Assis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;E  pra não causar mal entendidos, não sofro de males como preconceitos, não sou  adepto do falso moralismo e nem farei críticas. O mundo é um imenso bordel e  quem sou eu para não comprar um ingresso?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;Mas  o que tem me chamado a atenção, de uma maneira curiosa, é como a linguagem da  mídia se modificou de, sei lá, uns vinte anos pra cá.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;Eu  me lembro de quando eu era novinho. Lá em casa sempre teve daquelas revistas de  novelas e fofocas, e eu, um ávido leitorzinho, devorava todas que aparecia.  Afinal, aconteceu virou manchete. Quando o casal da novela finalmente chegavam  nos finalmentes, a revista disparava com exclusividade: “Doraci cai nos braços  de Heitor”. Não tentem lembrar desses nomes porque eu nunca me lembro dos  originais e vou inventar todos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;Alguns  anos mais tarde as revistas começaram a ficar mais saidinhas. Quando os  protagonistas se entregavam ao desfrute as revistas traziam a notícia chocante:  “Paula Helena dorme com Agenor”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;Minha  cabeça infantil não pescava o duplo sentido do ato de  dormir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;O  próximo passo já escandalizava as senhoras da comunidade, e as revistas  começaram a subir nas prateleiras da banca de jornal. “Cidinha vai pra cama com  Jorjão”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;Agora  o mundo estava virado! As revistas de fofocas estavam trazendo pornografias!  Chamem o censor! Onde estão as tarjas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;Depois  disso que a coisa degringolou de vez. Lembro do mal estar que uma dessas  revistas que querem estar contigo em todo lugar causou quando colocou na capa,  em letras garrafais: “Marilu transa com Vavá”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;A  moral e os bons costumes foram para o ralo. A família se perdeu. Os jovens estão  condenados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;Recentemente  passei por uma banca e vi, numa inocente revista de fofocas: “Giovana Laura faz  sexo selvagem com o Mecânico Misterioso”. Não pude deixar de dar um sorrisinho  de canto de boca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;Mas  isso é bobagem se a gente for pensar em algumas atrizes que até há alguns anos  eram moças acima de qualquer suspeita, grandes personagens de grandes novelas, e  agora são respeitáveis protagonistas de filmes pornôs. “Sou uma atriz, é um  trabalho como outro qualquer. Escolhi todos os atores e a minha família me deu a  maior força.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;Já  disse e repito, eu não tenho problemas com preconceitos e nem falso moralismo.  Muito pelo contrário, inclusive. Tenho adorado esses novos personagens das  atrizes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;Mas  que fica muito engraçado quando voltamos alguns anos no calendário, ah  fica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"   lang="PT-BR"&gt;E  aguardo ansioso ao próximo filminho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-2863161486132949204?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/2863161486132949204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=2863161486132949204&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2863161486132949204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2863161486132949204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/08/o-tema-sacanagem-como-diria-o-j.html' title='Tirem as crianças da sala'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-787172989968899773</id><published>2008-08-08T10:20:00.003-03:00</published><updated>2008-08-08T10:29:45.107-03:00</updated><title type='text'>Namorada de aluguel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nunca vou esquecer da primeira vídeo-locadora do bairro. Chamava “Vera Vídeo”! Quer dizer … Leda! Não, não … era Vera mesmo. Quer dizer, olha … o nome eu não lembro, mas lembro direitinho do lugar! No quarteirão da Avenida Contorno Norte logo depois do depósito Walter , no Conjunto Esperança. Lado direito, duas lojas depois da esquina (ou seria uma loja só?). Fachada azul e porta de vidro com revestimento fumê.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Meu pai foi quem fez a ficha da família lá. Nosso número era 155. Disso eu lembro direitinho! Foi um dos primeiros números que eu decorei na vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dentre as primeiras lembranças que eu tenho do local, era a estante com filmes esportivos. Na prateleira dos filmes de carro pra ser mais específico. Eu adorava a série “Havoc”! Uma seqüência de fitas que mostravam os acidentes de carro mais espetaculares de todos os tempos. A locução devia ser inglesa. Eu não entendia nada, mas lembro da legenda com um texto bem ácido. Uma das cenas que mais me marcou foi numa corrida de carros de série (não lembro se era rali ou pista) em que o veículo capotou e a porta acabou caindo. O piloto bravamente continuou na corrida, e o locutor disse : “E lá vai o piloto aproveitando seu novo ar condicionado!” Eu me matava de rir!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas isso tudo é só um aperitivo bem feito perto da minha maior lembrança. Eu devia ter entre 8 e 9 anos e, passando de carro por lá, me assustei ao ver uma placa branca com letras vermelhas dizendo : Temos Namorada de Aluguel. Uau!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, namoro pra mim era algo absolutamente idealizado. Eu era ridiculamente romântico. Um menino bonitinho de olhos castanhos, cabelos quase brancos de tão loiros e completamente despenteados. Perdidamente apaixonado pela menina mais bonita da classe. Mais bonita de todas! E não é que eu tava vendo coisa demais, não! Quase todos os meninos da classe queriam namorar com ela. Mas eu gostava muito mais. De doer a barriga, sabe?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, minha auto-estima era equivalente ao dedo mindinho esquerdo do nosso nem tão excelentíssimo presidente : praticamente nula. Eu sabia que ela era areia demais pro meu caminhãozinho. E eu nem sabia plantar bananeira, como poderia conquistá-la ? Impossível!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que a tal placa mágica apareceu. Eu lá, no banco traseiro do Chevette branco do meu pai, debruçado na janela e lendo “Temos Namorada de Aluguel”. Que puxa …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Será que se eu fosse lá e pedisse uma menina com as mesmas descrições da minha amada, poderia fazer uma locação?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais do que isso : será que, assim como podíamos fazer nos filmes, a locadora tinha um andar secreto onde todas as namoradas ficavam perfiladas e a gente ia dando uma olhada a fim de escolher a melhor opção? (Gente, eu tinha 9 anos! Não tou falando em sacanagem!).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só de pensar nessa possibilidade eu já ficava com um pouco de pena das outras meninas que estavam lá e não iam ser escolhidas. Na minha cabeça todas eram bonitas. Uma pena ficarem naquele lugar escuro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Da onde será que elas vinham ? Os pais delas sabiam que elas estavam lá?Essa história toda era um pouco esquisita, mas totalmente cabível na minha cabeça loira e despenteada (bons tempos aqueles dos cabelos …).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo eu comecei a perceber que várias das locadoras que passávamos de carro tinham a mesma placa. O que complicava um pouco as coisas, pois nessa época eu tinha certeza que a gente só tinha uma alma gêmea. E em qual locadora ela estaria!?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por sorte (ou azar … seria, no mínimo, uma ótima história pra se contar agora), eu nunca tive coragem de entrar na tal locadora, devolver o “Havoc 5” e perguntar se a mulher da minha vida estava lá dentro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo a placa sumiu. Mal sabia eu, que ela devia fazer parte de um plano de marketing pré-histórico para lançamento do filme “Namorada de Aluguel”. Aliás, só fui ver esse filme na TV anos depois. E pra piorar, só me toquei que uma coisa tinha a ver com a outra bem depois dos meus 18 anos. Aqueles insights que você tem depois de velho sobre uma lembrança da infância, sabe como é?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas como bem diz meu amigo Leandro, o bom dessa época é que todos esses questionamentos e sofrimentos amorosos, por mais intensos e verdadeiros que fossem, duravam até a hora que algum amigo interfonava ou tocava a campainha de casa falando : “Vamos descer pro térreo pra jogar bola?”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bons tempos aqueles!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-787172989968899773?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/787172989968899773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=787172989968899773&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/787172989968899773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/787172989968899773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/08/namorada-de-aluguel.html' title='Namorada de aluguel'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-1777348385690639507</id><published>2008-08-01T00:55:00.002-03:00</published><updated>2008-08-01T00:58:26.729-03:00</updated><title type='text'>A maior de todas as polêmicas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Poucas coisas são capazes de causar polêmica hoje em dia. Num século onde política, futebol e religião já não são capazes de fazer a maioria da população brasileira partir para as vias de fato numa discussão, a gastronomia assumiu o papel de grande centro de discussões ideológico-filosóficas nas mesas de bar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer isso por conhecimento de causa, já que nunca usei meias-palavras nas minhas controvertidas opiniões neste segmento, seja como Gourmet de X-Salada que sou, como apreciador da única e verdadeira pizza (a de muzzarela), ou como contumaz crítico do presunto na lasanha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas nada, eu garanto! Nada causará tanto pânico, horror e revolta quanto o que escreverei nas próximas linhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se você não se julga capaz de controlar seus sentimentos em relação a algo que fere os seus princípios mais primitivos, rogo para que pare de ler esse texto agora. Por favor!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se você continuou, a escolha foi sua. Eu tinha que escrever esse texto para me livrar desse tormento que me persegue por anos, mas você, caro leitor … você tinha escolha. Você poderia ter evitado isso:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu odeio a casquinha do sorvete!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Considero esse cone maldito uma aberração da culinária moderna. Quem, meus caros, quem é que sente uma louca vontade de devorar um prato de porcelana enquanto janta um delicioso faisão? Quem é o maluco que deseja, mais do que a mulher amada, mastigar cacos de cristal enquanto degusta o mais nobre bouquet francês ?! Será que algum infeliz, em toda a história da humanidade, fez questão de triturar taças de metal ao se refrescar com um legítimo sundae ou colegial?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então por que, MEU DEUS, por que devemos comer o cônico recipiente que segura (muito mal e porcamente, diga-se de passagem!) o sorvete de massa que tanto adoramos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aquele cruzamento de cortiça com isopor deve ter sido utilizado pela primeira vez, como um desesperado improviso de um químico desempregado e ambicioso, que misturou diversas matérias primas de polímeros cancerígenos criando algo que aparentemente não atrapalhasse o gosto sorvete.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um defensor da casquinha um dia ousou me argumentar que o “Cornetto” conseguira resolver bem o problema do finalzinho da ponta que fica sem sorvete:” Puseram um chocolatinho lá, que quebra com gosto seco da casquinha …”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como assim?! Se fosse bom, não precisavam colocar chocolatinhos alí!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que mais me revolta, é que vivem falando que McDonald’s é comida industrializada, que tem gosto de isopor, que não é saudável. E A CASQUINHA?! Ninguém nunca disse que aquilo é isopor, mas olhem os furinhos, droga!! Isopor puro!! E as pessoas comem !!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O McDonald’s deixou o isopor nas caixinhas de Big Mac na década de 80, atendendo a milhares de pedidos ecológicos, mas os sorveteiros continuam ferindo o nosso planeta! E vocês, comedores de casquinhas, não só compactuam desse mal, como ainda COMEM ISSO!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já que vocês gostam tanto desse tipo de comida, por que não experimentam os copinhos plásticos que pelo menos são mais sinceros e dizem: “Sim, eu sou um produto químico manufaturado!” Ou se você é bom mesmo, coma o palitinho dos sorvetes de praia! Vai lá! Come! Quero ver na hora de sair!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora me dêem licença, que o calor dessa noite, e principalmente dessa discussão me obriga a acabar logo com essa crônica!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Garçom, um sorvete por favor… Copinho, heim ?! De copinho!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-1777348385690639507?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/1777348385690639507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=1777348385690639507&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1777348385690639507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1777348385690639507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/08/maior-de-todas-as-polmicas.html' title='A maior de todas as polêmicas'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-8683717823478340015</id><published>2008-07-25T15:11:00.002-03:00</published><updated>2008-07-25T15:18:35.302-03:00</updated><title type='text'>Hummm</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Ah Gilmar ela até que é legal, mas não sei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não sabe o que Deco?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sei lá, ela tem essas coisas sabe?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sabe?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não! Não sei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Então por que falou que sabe?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pra dar continuidade ao papo Deco. Fala logo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Então. Ela tem dessas coisas. Tipo falar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nossa! Que estranho! Ela fala mesmo? Com a boca?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- To falando sério cara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O que ela fala que é estranho?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ela fala complicado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Como assim complicado? Ela é fanha?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não, el…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tem língua presa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não, ela f…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Fala na lingua do “pê”?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- NÃO! Dá pra deixar eu falar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- OK! Só estou tentando ajudar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ela fala umas palavras que eu não entendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Como assim não entende?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não entendo. Não sei o que ela quer dizer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ela se expressa mal você diz?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não. Eu não tenho idéia de que cargas d’água as palavras querem dizer!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ahhh…. entendi. Ela fala difícil. Tem um vocabulário rebuscado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sei lá onde ela foi buscar Gilmar, só sei que não entendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mas que tipo de palavra ela já falou que você não entendeu?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Um monte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Fala uma. Dá um exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ok. Ontem mesmo ela falou que era criteriosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E daí?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Como assim e daí?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que palavra você não entendeu?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Oras bolas, “criteriosa” é claro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você não sabe o que significa “criteriosa”?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não é assim que eu não sei. Sei mais ou menos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E o que é? Mais ou menos…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sei que tem alguma coisa a ver com religião, mas isso não vem ao caso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- ….&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O negócio não é esse Gilmar. Não importa as palavras que não sei. E sim como vou fingir que sei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mas você disfarça bem pelo que diz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu também achava, mas ontem no telefone ela me disse que eu era “prolixo”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E daí?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E daí que tive que desligar o telefone.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Na cara dela?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mas por que?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O que eu ia fazer? Não sabia se agradecia, discordava ou a mandava pro inferno. Não ia fazer papel de bobo né.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah lógico. Disso você se safou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sim mas não é sempre que vou ter saídas inteligentes como essa. Como resolvo isso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você já tentou dar uma lida no dicionário?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Já, mas nunca consigo passar da letra “B”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Daí fica difícil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você também acha então? Ufa. Já achei que só eu achava difícil ler todas aqueles “babilônicos” e “babuínos”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Deco, não tem jeito, ou você aprende ou vai ficar sempre boiando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tem que ter uma saída. Não aguento mais ouvir ela falando que vai “contextualizar” e eu morrendo de medo de levar uma tapa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O que você pode tentar é, sempre que não souber uma palavra responda com “Hummm”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- “Hummm”?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É. “Hummm”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ahhhh, Hummm.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Isso. Entendeu?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pô Deco. Colabora. “Hummm” como em, “Hummm, interessante.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ahhhh, esse “Hummm”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Hummm. É uma boa. Assim não me comprometo e também não fico sem resposta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Exato. Assim acho que você estará resguardado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Hummm.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Aê, aprendeu rápido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É, eu sou assim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Problema resolvido então.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Acho que sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Por que acha?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Agora fiquei preocupado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Acha que não vai dar certo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Acho que vai sim, mas eu não vou estar enganando ela?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não exatamente. Só um pouquinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sei lá. Fico com dó. Uma menina tão frágil, doente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Doente? Mas ela aparenta ser tão saudável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu também achava. Até esses dias quando ela me contou sobre o problema dela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E o que ela tem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ela é Eclética.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-8683717823478340015?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/8683717823478340015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=8683717823478340015&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8683717823478340015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8683717823478340015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/07/hummm.html' title='Hummm'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-6845770356774491227</id><published>2008-07-18T10:14:00.001-03:00</published><updated>2008-07-18T10:17:09.069-03:00</updated><title type='text'>Pelo amor de Deus, um dicionário!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um dia desses eu estava conversando com alguns amigos, e um deles me disse que ouviu falar que popozuda significava mulher de bunda caída.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ao ouvir isso, comecei a refletir (pasmo!) sobre a situação atual brasileira, e porque não, mundial.&lt;br /&gt;Será que as pessoas não sabem mais o que falam? Só repetem o que ouvem por aí. Imaginem só, uma multidão gritando empolgada: “Só tem mulher de bunda caííída, mexe demais !” Isso é, no mínimo, ridículo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para confirmar meu abismo (conjugação do verbo “abismar”- Eu abismo, Tu Abismas, e etc), numa das aulas de Sociologia da Era Virtual, analisamos a nossa era atual, dominada pelo Tecnocentrismo (precedido do Antropocentrismo), onde conceitos como Tautologia, Hipertelia, Circularidade e Comutação, mostram o quanto que nossa sociedade é superficial e despreocupada com a significação (no sentido semiótico) dos termos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estamos na Era do “Achismo”. Hoje em dia, ninguém estuda mais nada profundamente, ninguém conhece nada profundamente. O simples fato de ler uma reportagem sobre fertilização de elefoas com óvulos de mamutes pré-históricos, já faz de qualquer pessoa, um profundo conhecedor de genética pré-história criogênica. E o que é pior, uma pessoa que lê essa reportagem, se sente no direito de, no meio de uma discussão de bar, dizer: - “Não ! Vocês sabem que de fertilização de elefoas eu entendo !” E todos se rendem ao argumento de autoridade do interlocutor. Sem nenhum contra-argumento.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não estou nem falando dos erros e vícios de linguagem que vem se tornando cada vez mais comuns, inclusive dentro dos meios de comunicação de massa. “A nível de” já aparece em diversas publicações de livros (de qualidade duvidosa, mas ainda sim, livros), e o uso excessivo do gerúndio inunda os discursos de pseudo-intelectuais, cuja credibilidade permanece intacta, pela ignorância geral da população.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os poucos sobreviventes, sentem-se cada vez mais isolados, como em pequenas ilhas de conhecimento rodeadas por um mar de bundas, peitos e silicones protuberantes e descartáveis. Não é difícil ver uma pessoa ser discriminada por utilizar o português corretamente, em uma conversa.Isso tudo chega a ser revoltante. Mas o pior de tudo, é ver alguém reclamando da superficialidade da sociedade sem saber mais da metade dos termos que vomitou em uma crônica. Aliás, eu nem sei se popozuda realmente é “mulher de bunda caída”. Mas um amigo meu disse que ouviu falar que era. Deve ser verdade.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-6845770356774491227?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/6845770356774491227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=6845770356774491227&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6845770356774491227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6845770356774491227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/07/pelo-amor-de-deus-um-dicionrio.html' title='Pelo amor de Deus, um dicionário!'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-93181739378040157</id><published>2008-07-13T11:38:00.002-03:00</published><updated>2008-07-13T12:01:49.365-03:00</updated><title type='text'>Eu não extou bêbadoooo!!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um dos principais problemas de se escrever um texto enquanto se está bêbado, é que você nunca acha a letra “V” no teclado. Como tudo está aparecendo em “duplicata” aquela letra entre o “CC” e o “BB” é o “W”e por mais que você tente, é muito difícil escrever um texto sem a letra “V”. Mas bêbado que é bêbado não desiste facilmente de expor suas idéias. Com “V”, ou sem “V”!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu, por exemplo, acho que esse problema dos monitores modernos ficarem se mexendo de um lado para o outro, é realmente muito chato. Eu, se você quiser saber, já estou ficando tonto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais problemas de se escrever um texto bêbado, é que você nunca sabe se um sóbrio conseguirá entender o que você quis dizer. Um bêbado sempre entende outro bêbado, mas eu não sei se você está me entendendo. Eu gostaria muito que você me entendesse, porque você sabe, né!? Eu te de considero pra caramba! Você mora aqui, dentro do meu peito!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais problemas de escrever bêbado, é a grande probabilidade de se tornar redundante. E eu odeio pessoas repetitivas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais problemas de escrever bêbado, é a grande probabilidade de se tornar redundante. E eu odeio pessoas repetitivas. Ainda mais aquelas que não param de repetir!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Coesão é uma coisa que não existe num texto bêbado. Eu, por exemplo, acho que esse problema dos monitores modernos ficarem se mexendo de um lado para o outro, é realmente muito chato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A probabilidade de um bêbado escrever probabilidade como “pobrabilidade”, “problablilidade” ou “plobrabilidade”, é muito grande. Eu, se você quiser saber, já estou ficando tonto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que leva um bêbado a escrever um texto. Eu, por exemplo, odeio pessoas repetitivas!&lt;br /&gt;Um dos principais escritores bêbados de problemas de texto, disse um dia que o bêbado é um …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cadê o “V” ? O que esse “W” está fazendo entre o “CC” e o “BB” ?!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais problemas de bêbado, é não se lembrar do que estava falando, e nunca completar um raciocínio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Falando nisso, eu acho que estou um pouco bêbado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É isso …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguém disse alguma coisa sobre problabilidade aqui?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É melhor esquecer todo esse papo sobre monitores. Tou ficando com sono.&lt;br /&gt;…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É … pois é …&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acho que eu vou dormir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-93181739378040157?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/93181739378040157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=93181739378040157&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/93181739378040157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/93181739378040157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/07/eu-no-extou-bbadoooo.html' title='Eu não extou bêbadoooo!!!!'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-6253069225742851427</id><published>2008-07-04T14:47:00.002-03:00</published><updated>2008-07-04T14:57:21.718-03:00</updated><title type='text'>Tempos Modernos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O café está na mesa. A nova família margarina a postos. Um jovem pai solteiro e saudável acompanhado da velha filha adolescente vegetariana e emo. Ele com sono, ela nervosa. Ele com preguiça de ter pressa, ela com pressa de ter tranqüilidade. Antes de pegar seu leite de soja, ela passa o leite com baixo teor de lactose para o pai e diz :&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pai. Preciso te contar uma coisa importante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Fala filha. – brincando - Quer o sal?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não, brigado. Ainda não. Mamão com sal não me faz bem de manhã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Faz sentido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela toma fôlego e solta numa única respirada:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Acho que quero namorar um cara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O quê!?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Passa o sal?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não vem com essa! Como assim?!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah pai …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Como assim, filha?! Você não é como se diz … “Emo”? “Gay”?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sou, pai … sou … mas …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Como “mas”?! Não tem nada de “mas”! Você gosta dessas bandas de gente depressiva, você beija meninas, você usa maquiagem preta como todas as sua amigas da sua classe. Eu não preciso me preocupar com moleques desproporcionais e fedidos pulando em cima de você! É assim que as coisas funcionam hoje em dia. Não tem “mas”!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu sei, pai! Mas é que eu tava lendo uma entrevista da Ana Carolina …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quem ?- Ana Carolina, aquela que comeu a Madonna …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pai, surpreso :&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sério?! Comeu? Tem vídeo no youtub-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não, pai! Num tem! Tou falando da música. Ela fala isso na música.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Poxa, interessante … – voltando à postura de pai bravo – Ahãn! E daí. Que que tem a entrevista dela?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E ela disse que tá querendo namorar um homem agora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah é? Por quê?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah … porque as mulheres são muito complexas … disse que os homens são bem mais simples.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não me diga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah … e também porque homem é muito bom pra transar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- KLASPIT! – e com esse som, o jovem pai teve toda sua cavidade nasal inundada por leite com baixo teor de lactose.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pai! Você tá bem?!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tentando se recuperar do estrago físico, psicológico e moral, ele afastou o prato de torradas, agora com leite, e verificou o estado da sua roupa que felizmente não foi atingida. Finalmente disse:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Olha filha, não tou muito não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quer que eu te prepare outro leitinho?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não … acabou. Esse era o resto do meu leite. Esqueci de comprar mais …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pode tomar do meu. É bom leite de trigo!Foi a gota d’água :&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que leite trigo?! Tá louca, menina?Ela se assustou.- Desde quando trigo dá leite!? Onde fica a teta do trigo, heim?! Heim!? Fala pra mim!?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- T-tá bom, pai. De-desculpa.Ao ver que a filha estava a beira de um choro realmente sincero, ele tenta se controlar, respira fundo e baixa o tom de voz:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu que peço desculpa. Me descontrolei. Ela desvia o olhar. Ele suspira e continua :&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Vamos lá então, mocinha … o negócio agora é beijar meninos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É pai … acho que é.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E o seu lado gay, filhinha? Como faz?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Então … tou pensando em ser uma gay mais moderna, sabe?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah … quer dizer que você vai beijar meninos agora, mas continuar sendo gay.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tentando entender o raciocínio, ele pergunta:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Então, ainda assim você não vai querer roupa da Zara de presente?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Até vou, pai. Tem roupa masculina lá!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele apenas olha pra ela, quase desistindo. A menina continua:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sei lá, pai. Tou cansada da complicação das mulheres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sei bem como é …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quero ser uma menina mais moderna.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Precisava ser tão moderna assim?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah pai! Deixa de ser heterofóbico!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Heim?!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É! Isso mesmo! É só ver a repercussão da entrevista da Ana. Não vai ser fácil pra mim! Eu sei que é estranho, eu sei que é bizarro, mas eu quero ver como é sair com um cara. E demorei um monte pra me convencer disso, tá? Eu também era heterofóbica! Ficava me culpando das vezes que assistia os jogos com você,  esquecia um pouco do esquema tático e parava pra olhar pras pernas dos caras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O quê?! Você esquecia de torcer pro nosso tricolor e ficav-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não pai! Só nos jogos da seleção. Fica tranqüilo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tá bom, vai. Lá tem o Kaka … eu entendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E o Pato, né?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tá …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E o Dung-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pára! Tem limite, filha!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Desculpa.- Bom … – pausa - … é uma decisão definitiva?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E a Gigi?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pois é … é por isso que eu tão tou nervosa. Não sei como acabar com ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nossa … ela ainda não sabe? Eu fui o primeiro?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Foi pai. Precisava de um conselho de como acabar um namoro com uma mina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sei …Resignado, o jovem pai ficou olhando para a lista de compras presa na geladeira. O primeiro item era “leite sem lactose”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tá vendo aquela lista, filha?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tou …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você consegue ler qual é o primeiro item?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Consigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Reparou que a parte que mais me exaltou dessa conversa toda foi a hora do leite.Agora rindo, ela apenas sacode a cabeça concordando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pois é … eu sempre pulo o primeiro item da lista. Que normalmente é o mais importante, diga-se de passagem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sei …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sabe porque eu faço isso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nem eu … Só sei que é batata. Não precisa torcer que aconteça. É só esperar. Não tem erro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O que isso tem a ver com história, pai?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nada filha … Eu só reparei isso recentemente e tentei fazer um paralelo interessante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não deu certo …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Percebi. Silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Olha, filha. Não sei o que te falar, não. Concordo com a cantora quando ela diz que nós somos rasos e retos, e que vocês são profundas e oblíquas … acho que, apesar de anti-natural hoje em dia, até faz sentido você querer experimentar essas coisas novas …A menina olha para o pai com um olhar agradecido e ao mesmo tempo admirado. Ele continua:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mas tenho certeza que você não vai simplificar muito mais as coisas, não. É só ver o que aconteceu comigo e a sua mãe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu não vi nada, né, pai? Vocês separaram no meio da gravidez dela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É verdade. Não tou acertando uma, hoje. Risos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mesmo sem saber o que te falar agora. Eu vou estar do seu lado, filha. E vou tentar te ajudar no que eu puder.Ela se derrete ainda mais, agora pulando em cima dele:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pai, você sabe que eu te amo muito, né!? Por isso que quis te contar antes de todo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E eu fico muito feliz por isso, filhinha. Tou bem assustado, mas ainda sim feliz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Lindo! Separando o abraço, e olhando para ela muito sério, ele diz :&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mas posso só te pedir uma coisa ?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Claro, paizinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nunca, mas nunca mais fala pra mim de você transando com um homem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tá …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não tem pai nenhum no mundo preparado pra isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Uhum!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E principalmente com o Dunga …&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais risos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- E passa essa droga de leite de soja pra cá que eu tou com sede.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-6253069225742851427?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/6253069225742851427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=6253069225742851427&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6253069225742851427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6253069225742851427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/07/tempos-modernos.html' title='Tempos Modernos'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-2299880444373071045</id><published>2008-06-27T00:01:00.002-03:00</published><updated>2008-06-27T00:16:53.789-03:00</updated><title type='text'>A fruteira está na moda...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais um fenômeno da TV, tão descartável como todos os outros, agora surgem por aí mulheres-fruta para povoar o imaginário lascivo dos pobres homens. E mulheres também, por que não?&lt;br /&gt;Passei em frente a uma banca de jornais e vi, pasmado, é claro, gigantescos glúteos na capa de famosa revista de mulher pelada. A legenda dizia que era uma tal Mulher-Melancia, que graças aos predicados e objetos direto da moça, dispensa-se a explicação do epíteto. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não sei o que a moça faz da vida, não sei se é atriz, cantora de funk ou assistente de palco de algum programa, mas se a genética (ou a medicina) foi generosa com a menina e se ela não se importa em ser uma Pagu da desvalorização feminina, qual o problema de estampar seus glúteos para a patuléia enfurecida? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em outra revista, na mesma banca, anunciavam com bastante entusiasmo a iminente publicação de uma tal Mulher-Moranguinho do jeito como veio ao mundo. Olhei bastante a foto da moça, mas neste caso não fui capaz de associar as similaridades entre a frutinha e a retumbante menina. Pensei na pele do morango, com diversos buraquinhos e tentei uma analogia com a celulite. Mas lembrei que as pessoas ainda não atingiram ainda um nível de evolução humana suficiente para colocar uma moça com celulite ululante na capa de revista de mulher pelada. Então não poderia ser essa a ligação. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu gosto de mulher com celulite. Questão de lógica: TODA mulher tem celulite. Eu gosto de mulher. Portanto, gosto de celulite. É claro que para tudo tem limite. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não faço idéia porque a Mulher-Moranguinho ganhou este apelido. Como, assim como sua colega, também não faço idéia do que ela faça. Mas isso não importa de qualquer maneira. Eu nunca irei encontrar com nenhuma das duas por aí, então que cada uma fique na sua fruteira.&lt;br /&gt;Agora, eu conheço diversas outras Mulheres-Fruta por aí. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aqui no prédio onde trabalho, por exemplo, também trabalha a Mulher-Pêra. Ela possui a cabeça pequena e longilínea, um tórax curto e um quadril imenso. Gigante mesmo. De longe, uma pêra. De perto, também. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nos meus tempos de escola estudei com a Mulher-Laranja. Além da pele grossa, marcada por espinhas, ela gostava de, bem, ela gostava que os meninos fizessem com ela exatamente o que se faz com uma laranja.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Na faculdade havia a Mulher-Jabuticaba. Por motivos parecidos com a descrita acima. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enfim, bobagens. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual será a próxima invenção midiática para vender mocinhas (e revistas) de bom acabamento? Mulher-Fruto-do-mar? Mulher-Papelaria? Mulher-Supermercado? Mulher-Minerais? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mulher-Celulite? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duvido.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-2299880444373071045?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/2299880444373071045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=2299880444373071045&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2299880444373071045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/2299880444373071045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/06/fruteira-est-na-moda.html' title='A fruteira está na moda...'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-4951514047442334783</id><published>2008-06-22T15:33:00.002-03:00</published><updated>2008-06-22T15:50:57.667-03:00</updated><title type='text'>Crescendo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Pai.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Oi filho.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Posso perguntar uma coisa?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Claro filho.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Quando eu for grande, eu vou ter que colocar gravata todo dia?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Não necessariamente filho. Vai depender de onde você trabalhar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Hummm…&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Por quê?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Por nada.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Você não gosta de gravata?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Ah…fica engargejando.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Hehehehe, enga-o quê?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Engargejando. Não dá pra respirar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Mas desde quando você usa gravata pra saber?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Não uso, mas uma vez amarrei uma fronha pra ver como ficava e não conseguia respirar. Muito ruim.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- É filho, não posso falar que é das coisas mais confortáveis. Mas você se acostuma. Alem do mais, nos melhores trabalhos você tem que usar gravata.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- É mentira.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Como assim mentira?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Astronauta não usa gravata.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- É verdade. Astronauta não usa. Mas o resto usa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Bombeiro também não.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Ok, ok, mas são poucos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- O tio que controla a fila no Hopi Hari também não.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Eu entendi. Você está certo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Nem o Ronaldinho. Ele só usa gravata quando vai ganhar prêmio.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- É verdade.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Também, imagina que engraçado se ele jogasse de gravata. Ele correndo com ela pendurada voando?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Ia ser engraçado.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- E se ele fizesse um gol de gravata. Pai, gol de gravata vale?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Olha filho. Desde que a gravata não esteja em posição irregular deve valer sim.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Quê?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Valeria sim filho. Se vale de chuteira vale de gravata né. É tudo roupa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- É verdade. Pai, quando eu for grande, eu vou poder pular no pula-pula?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Só se for um pula-pula bem grande.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Legal. Adoro pula-pula. E ganhar brinquedo? Eu vou ganhar brinquedo quando for grande?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Ah filho, aí depende de quem for te presentear. Mas nada impede.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Mas porque você nunca ganha brinquedo pai?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Porque sua mãe acha que basta o tanto que eu brinco com os seus.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- E ela não gosta quando você brinca comigo pai?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Gosta sim filho. Mas não o tempo todo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Porque pai?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Porque se brincarmos o tempo todo não sobra tempo pra ela.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Pra brincar com ela pai?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Isso filho. Pra brincar com ela.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- E de que vocês brincam pai?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Errr…de muitas coisas filho. Depende do dia.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Depende do dia?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- É filho. Se sua mãe teve um dia bom, brincamos de uma coisa, se foi muito bom, de outra. Se é dia que chego tarde não brincamos de nada.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Entendi. É que nem eu e a carlinha então. Quando a mãe dela briga com ela nós não brincamos. A mãe dela não gosta que ela brinque só comigo e não fique com ela.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Isso filho. Comigo e sua mãe é quase igual.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- É difícil né pai.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- É filho. É difícil.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-4951514047442334783?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/4951514047442334783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=4951514047442334783&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4951514047442334783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4951514047442334783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/06/crescendo.html' title='Crescendo'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-6179929743600185767</id><published>2008-05-31T14:03:00.002-03:00</published><updated>2008-05-31T14:06:15.128-03:00</updated><title type='text'>Amor Político</title><content type='html'>&lt;table style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt; &lt;tr align="justify"&gt; &lt;td class="texto-padrao"&gt;&lt;div id="cdiv"&gt; &lt;p&gt;Alguns sentiram falta dos textos em que falo sobre o Amor. Mas, é que para se  escrever sobre o Amor, é necessário de um pouco de sofrimento. E, na atual  conjuntura, não me encontro sofrido. Tão pouco sofrível. Porém, como os pedidos  foram muitos, eis que estou aqui novamente.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há que se ressaltar que, aqueles que esperam uma crônica melosa, cheia de  frases de impacto, esqueçam. Melhor lerem maktub ou algo que o valha. Confesso  estar meio que sem paciência para as ditas cartas de amor.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Amor, assim como tudo em nossa sociedade, é algo politizado. E, ele é  assim, desde os primórdios.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com Adão e Eva, havia um Amor incondicional que o Todo-poderoso tinha com os  dois. Mas, como o ser humano é passível de erros, foram traí-Lo justo com uma  maçã. Digamos à fome.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enfim...  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quem dera eu tivesse a máquina do tempo de Júlio Werner para, aí sim, relatar  sobre todas as formas de amor. Mas, como não o tenho, utilizo-me da minha parca  memória.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com o passar do tempo, o amor foi tomando formas. No surgimento do Código de  Hammurabi, no “olho por olho e dente por dente”, o Amor seguia as tendências da  época, qual seja: “dá ou desce”. Essa coisa de meio termo, de “ah, vamos  conversar”, inexistia à época.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Evoluindo a humanidade e, como Amor é algo milenar e passa por  transformações, surge o Amor Feudal, baseado no sistema de suserania e  vassalagem: “você me ama e acabou-se”. Os senhores feudais mantinham, sob sua  guarda, toda a vassalagem amorosa perto de seus castelos e, quando enjoavam,  faziam suas trocas de amor. Tempos depois, perceberíamos que isso, nada mais  era, do que juras de amor que nunca são cumpridas.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Passado a parte dos escambos, permutas e trocas muitas vezes não  igualitárias, já que não havia maneiras de se medir amores, e eles vão e vem, o  capitalismo amoroso veio pra ficar mesmo. E fica até hoje. Impregnou.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na verdade, não tivemos uma Revolução Industrial, mas uma Revolução Amorosa.  Algo como: “quanto vale o amor que eu sinto por você?”. Depois disso, a vida dos  apaixonados e amantes nunca mais foi a mesma, haja vista os inúmeros processos  milionários que envolve os divórcios mundo afora.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse amor é conhecido, também, como o Amor Capital, onde a troca feudal foi  esquecida para dar lugar no “que é que eu vou lucrar com esse amor?”, como  ouvimos à boca pequena e larga.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, não é só de mazelas que vive a humanidade.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Amor, como ser mutável que é, necessitava de outras revoluções, de  transformações. Eis que surge Marx para dar uma nova cara. Não que fosse algo  muito melhor, mas era de bom tom que o Amor fosse algo mais... mais... comum, de  todos e para todos.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Amor comunista veio, principalmente nas entranhas das universidades, para  ficar. Era necessário socializar o Amor. Coisas como “ah, amar apenas uma pessoa  é egoísmo demais”. Com a entrada do Amor Socialista, nada a ver com amores de  socialites, houve um maior compartilhamento do Amor e um retorno ao tempo de  Cristo, o maior comunista da história, “amem uns aos outros”. Aí foi aquela  loucura de distribuição amorosa mundo afora e, principalmente, adentro.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tendência natural da espécie, necessitávamos de que o Amor, retornando à Roma  de Grécia, se tornasse uma res publica, uma coisa pública de fato. Daí,  tornaram-se comuns as serenatas debaixo das janelas. O problema de se tornar  algo tão íntimo público, era o famigerado olho gordo. Houve, então, uma mistura  do Amor Republicano com o Amor Capital: quem tem mais, leva. Com o tempo,  perceberam que a alma do amor é o segredo. Algo velho, mas que denominaram de  “amor platônico”.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bom mesmo foi a invenção do Amor Ditatorial: “Você me ama porque eu quero e  pronto. Não resmunga e nem dê siricuticos”, e a pessoa saia cabisbaixa, pois  sabia que era a parte hipossuficiente da relação. Tempos depois, o isso seria  chamado de ciúmes, pois sabe-se que todo ditador é um tanto quanto inseguro e  quer, sempre que pode, manter o controle, custe o que custar.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O surgimento do Amor monárquico foi algo estupefato. Em alguns lugares ainda  persistem: “O Amor sou eu”, embora, houve grande confusão, principalmente, pelo  surgimento, como o descrito nesse parágrafo, pelo Amor Absolutista. Um amor  interessante, nessa mesma linhagem da monarquia, foi o Amor Esclarecido: “Te amo  e você sabe, mas amo outras também”, sinceridade antes de qualquer coisa.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ah... mas o grande invento do ser ainda estava por vir: o Amor Anárquico.  Fácil de se entender, afinal, “é ninguém é de ninguém”, sem essa coisa de  exclusividade. Daí surgiram movimentos como o movimento hippie, que se perpetua,  assim como no Amor Social e Comunista, nas universidades.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Porém, impossível não falar do Amor Democrático, afinal, o Amor emana do  povo. E, nessa emanação de Amor, carinho e afeto, “é tudo nosso”. E tem sido  assim: o Amor é de todos e compartilhado por poucos, mas está lá para quem o  quiser viver.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E, por último, há o Amor Ideal. Porém, como idealistas são apaixonados e  nunca amantes, conclui-se que esse Amor é natimorto. O Amor Ideal não existe,  mas há quem tenha esperanças de vivê-lo algum dia.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-6179929743600185767?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/6179929743600185767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=6179929743600185767&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6179929743600185767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/6179929743600185767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/05/amor-poltico.html' title='Amor Político'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-7268995014171440101</id><published>2008-05-23T09:50:00.002-03:00</published><updated>2008-05-23T09:54:10.934-03:00</updated><title type='text'>Hehehe</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Hehehe.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Que foi? Ta tirando sarro da minha cara?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Não, por que?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Essa risadinha de sacana.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Não tem nada de sacana, é minha risada normal.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Isso não é risada normal. É sacana. Ta rindo da minha cara.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Não to não. É meu jeito de rir. Carinha complexado, Deus me livre.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Não tem nada de complexo. Conheço uma risada normal e não é essa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    E qual é?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Hahaha.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Ah, mas essa é a risada de quando acho a coisa muito engraçada. Você não fez uma piada, apenas uma sacadinha inteligente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Ué, então não precisava escrever nada.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Precisava sim.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Por que?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Porque é falta de educação não dar algum feedback. Tinha que responder com alguma coisa. Como não tinha nada a acrescentar mandei um tradicional “hehehe”. Mostra respeito.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Kkkkkkkkk, você é doido.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Que foi isso?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Isso o que?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Seu teclado ta com problema? Porque mandou esse monte de “k”?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    To rindo do que você disse.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Rindo nada. Isso mais parece um pica-pau trabalhando.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    É minha risada.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Não é não.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Ah, só faltava essa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Conheço sua risada, não é assim.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    É sim. É o jeito que escrevo pra mostrar que estou rindo bastante.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Achei que você desse risada escrevendo “rs”.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Não. Só quando estou com preguiça.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Preguiça? São 4 caracteres a mais. Não tem vergonha na cara?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Hihihi.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Que porra é essa agora?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    O que?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Essa palhaçada de “hihihi”, você ta tirando com a minha cara?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Não, caramba. Uso o “hihihi”para aquela risada sem graça.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Não sabia dessa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    É. Uso pouco no entanto. Acho meio afeminada.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    É mesmo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Por isso evito, mas ás vezes escapa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Hohoho.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Que que é isso?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    É a risada nova que inventei.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Como assim?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Ué, você tem um monte de risadas. Resolvi fazer uma nova.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Legal, mas para usar ela você tem que arranjar umas renas de estimação também.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Palhaço!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-    Huahuahuahua…&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-7268995014171440101?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/7268995014171440101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=7268995014171440101&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7268995014171440101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7268995014171440101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/05/hehehe.html' title='Hehehe'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-961301923624183130</id><published>2008-05-16T14:11:00.000-03:00</published><updated>2008-05-16T14:29:37.488-03:00</updated><title type='text'>Como usar o anel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Karina é a típica menina que toda mãe gostaria de ter. Seja como filha ou como nora. Meiga, educada, simpática, atenciosa, carinhosa, dentre outros "osas" que seus amigos faziam questão de ressaltar quando a viam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De personalidade bem sentimental, nunca dizia "não" quando lhe pediam um favor, por mínimo que fosse. Era prestativa com todos que conhecia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Extremamente religiosa, freqüentava assiduamente as missas dominicais. Na hora da comunhão, colocava o véu branco sobre a cabeça e dirigia-se ao altar para receber a hóstia consagrada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde pequena fazia parte do coral da igreja e, vez ou outra, tocava no harmônio da capelinha para animar as celebrações. Tinha as músicas decoradas, afinal queria ficar de olhos fechados, imaginando cada compasso da música. A feição angelical que fazia enquanto cantava, fascinava todos ao redor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A família de Karina era tradicionalíssima. Havia certa rigidez na educação da filha mais velha, afinal, ela tinha que ser exemplo ao irmão mais novo que passava pela "aborrescência", dando suas cabeçadas típicas da idade. Mas Karina tinha um zelo todo especial para com o irmão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia, Karina começa a namorar. Claro que o conhecera na igreja. Rapaz pacato, não estressava com nada. O que lhe chamou mais atenção, era o cabelo cacheado de Karina, uma ovelha, praticamente. Ah, como ele adorava se entrelaçar naqueles cachos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na quermesse tradicional da igreja, ela leva Vinícius para conhecer o Seu Paulo. No balanço da quadrilha, Seu Paulo vê a filha de mão dada com o cidadão. Eles vão se aproximando e, para surpresa de Karina, os dois se abraçam e começam a lembrar momentos inenarráveis do futebol no clube. Há anos o dois jogam futebol aos domingos. Claro que a aprovação do namorado foi imediata.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E assim passaram-se os dias, meses, anos. O casal de namorados sempre juntos. Tudo o que um queria fazer, o outro fazia companhia. Até na sinuca do Centro Acadêmico da faculdade, Karina estava lá para apoiar o namorado. Na Interfono, Vinícius presenciou a namorada jogando basquete com suas amigas. Levava pompom, era torcedor fanático. De carteirinha!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, os amigos começam a reclamar da ausência de Vinícius. Vez ou outra, ele conseguia um "mandado de soltura" para jogar uma sinuquinha com os amigos e tomar um choppinho, mas esses momentos eram raros, insólitos, pois a menina não o deixava sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, Karina sugere usarem aliança de compromisso. Vinícius aceita de pronto a "exigência", pois sabia que apesar de sua amada ser meiga, ela era um pouco tempestiva, às vezes. Ele já tinha percebido isso. Também, depois de quatro anos de relacionamento, já dava para dar pareceres quanto às características psicológicas de Karina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Beata que sempre foi, vão à igreja para que o padre Daniel, o cantor, faça a benção das alianças. Para Karina, aquele era o momento mais importante de sua vida. Chorava copiosamente, parecia que estavam casando, o que de fato, para ela, era isso mesmo. Vinícius suava em bicas. Estava nervoso, ainda mais com a presença de seus amigos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Convidaram parentes, fizeram juras de amor eterno, só faltou Seu Paulo entrar triunfalmente à igreja com a filha. Vinícius ficava na dele, tímido, comedido em virtude do pseudoconúbio, mas não tinha como dizer não à Karina, que estava eufórica, radiante com a novidade. Queria mostrar a nova aquisição a todas as amigas da faculdade, da rua, para que todas morressem de inveja. Já os amigos de Vinícius...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passadas as comemorações, vieram as recomendações. Karina fez uma cartilha de como Vinícius deveria se portar com a aliança e como deveria cuidar da mesma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Tchu, é bem simples, tá?&lt;br /&gt;- Tá.&lt;br /&gt;- Primeiro você tem que limpar todo final de semana, senão ela fica encardida e feia. Aí acharão que você é um porquinho. Se não souber lavar, pede pra mim, que eu limpo, tá?&lt;br /&gt;- Tá.&lt;br /&gt;- Já imaginou você com uma aliança toda encardida e eu apresentando você para as minhas amigas? Iria passar uma vergonha absurda. Por isso...&lt;br /&gt;- Amor, não é melhor eu deixar a aliança no bolso?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-961301923624183130?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/961301923624183130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=961301923624183130&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/961301923624183130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/961301923624183130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/05/como-usar-o-anel.html' title='Como usar o anel'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-3147883758433751159</id><published>2008-05-09T08:48:00.002-03:00</published><updated>2008-05-09T08:53:39.792-03:00</updated><title type='text'>Feliz Aniversário!!!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nem todo conselho é bom.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nem todo voto é secreto.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nem toda arte é dom.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nem todo amigo é discreto.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nem toda agenda é diário.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nem todo dia é aniversário!!!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Hoje completo 28 anos de vida muito bem vividos e gostaria de comemorar essa data significativa (pelo menos para mim é...rsrs) como todas as pessoas especiais que já fizeram e que fazem parte da minha vida. E estender os parabéns a todos os aniversariantes do dia 09 de maio. A todos um Feliz Aniversário.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-3147883758433751159?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/3147883758433751159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=3147883758433751159&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/3147883758433751159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/3147883758433751159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/05/feliz-aniversrio.html' title='Feliz Aniversário!!!'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-995642434673816149</id><published>2008-05-02T17:07:00.002-03:00</published><updated>2008-05-02T17:10:51.131-03:00</updated><title type='text'>A sorte está mais perto do que pensamos!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Será que ter sorte é ganhar na megasena acumulada do final do ano? É receber uma herança de uma tia-avó que nem sabia da existência? Achar uma nota de cem dólares em meio à multidão, justo na avenida Paulista? Encontrar com o Chico Buarque no botequim, boca-de-porco, perto da sua casa? Ganhar no bingo da igreja? Ser contemplado com uma garrafa de whisk pelo restaurante que pouco freqüenta? Ser selado com um beijo de uma modelo do nada? Nascer como filha número três do Silvio Santos? Não ter defeitos à vista dos outros? Não ser ansioso? Não ter ciúmes da amada(o)? Ser, simplesmente, feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é ter sorte? Isso é ser contemplado pelas mãos divinas da sorte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser diretor de uma multinacional é ter sorte? Ter discernimento, suficiente, para conversar é ter sorte? Receber um elogio é ter sorte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a sorte, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte é nascer belo? Quiçá, ainda, rico? É ser amado por todos? É ser o mais votado nas eleições? É estar entre os primeiros da classe? É ter inteligência? É ler bons livros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é sorte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte é não ter nascido no Brasil na Ditadura militar? É ter sido amigo do Herzog? É ter vivido pela pátria e morrer sem razão? É ter vivido de uma Construção? Ou ter tido um caro amigo para lhe mandar boas notícias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem sorte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser sortudo é ter o que ninguém tem? É pensar o que ninguém pensa? É usar da criatividade que ninguém usa? É se valer de um pouco de cérebro que acha ter? É dizer aquilo que não é para fazer média aos outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é ter sorte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ser altruísta? É ser um apaixonado por um ideal? Um idealista? Ter sorte é ter caráter? É ter aquilo que todos almejam? Conseguir um trabalho que pague bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consortes, nós?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter sorte é não sentir inveja? É orgulhar-se pelo êxito do amigo? É embebedar-se numa sempre e tenra companhia? É saber que sempre há alguém a nossa espera sedento por carinhos de redenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é ter sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é vontade de querer sempre mais. É ter a perspicácia de acreditar em você mesmo sempre. É saber do seu real valor não aos outros, mas a ti mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah... ter sorte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter sorte é acreditar que vale à pena. É se arriscar ao novo. É saber viver de mudanças, pois elas vêem a todo instante. É saber que sempre podemos mais. É não se perder em confusões cerebrais. É desfrutar do hoje, do agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter sorte é, simplesmente, saber viver.Quantos de nós temos sorte e não sabemos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-995642434673816149?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/995642434673816149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=995642434673816149&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/995642434673816149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/995642434673816149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/05/sorte-est-mais-perto-do-que-pensamos.html' title='A sorte está mais perto do que pensamos!'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-7995981869694620853</id><published>2008-04-25T15:22:00.001-03:00</published><updated>2008-04-25T15:25:46.668-03:00</updated><title type='text'>É um pássaro? É um avião?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não. É apenas um padre estúpido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estão dizendo que seria cômico se não fosse trágico. Pois eu acho cômico de qualquer maneira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesse turbilhão de desgraças e sensacionalismos, de crianças arremessadas pela janela em São Paulo (que a imprensa divulga), de crianças estupradas, torturadas e mortas no nordeste (que a imprensa não divulga), é uma certa bênção que apareça um padreco estúpido para nos fazer rir um pouco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Até o momento que escrevo, o cenário é o seguinte: um padre do Paraná resolveu bater o recorde de permanência no ar em balões de festa. O sujeito queria ir de Paranaguá até Ponta Grossa pendurado em balões de festa(!). O vento o levou para o mar e o cretino está desaparecido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se a idéia dele era entrar para o Guinness Book, acho que vai conseguir. Na categoria estupidez, é claro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas deixe-me reconhecer que o padreco ao menos era (no passado, porque acho que no mínimo, ele morreu) um cidadão precavido: alçou vôo equipado com GPS e telefone via satélite. O porém é que o infeliz não sabia operar um GPS e o telefone estava com a bateria fraca. Ele merece o título de sujeito mais estúpido do mundo com louvor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Havia também uma causa social que o pusilânime queria levar aos céus: divulgar a Pastoral Rodoviária, que até onde eu li, apóia os caminhoneiros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A besta quadrada faz um vôo estúpido com balões de festa para divulgar uma ajuda a caminhoneiros? Caminhoneiros? Se ainda fosse para divulgar alguma pastoral que ajudasse os aeronautas até que tudo bem, mas caminhoneiros? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então por que o idiota não fez um jejum na caçamba de um caminhão e cruzou o país nas estradas? Teria mais a ver com a Pastoral Rodoviária do que um vôo com balões de festa(!), embora o jejum cruzando o país também seja uma idéia de jerico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É impossível não fazer troça com o ocorrido. E pelo que eu vi aí nos jornais, o Padre Cururu não era muito humilde em suas posições. Havia, inclusive, sido convidado a se retirar de um curso de aviação por não freqüentar as aulas. Principalmente a aula de meteorologia. Sim, é pra rir mesmo. O sujeito se julgava um expert. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A seqüência de burradas do vigário é tão absurda que parece coisa de filme. Um filme de comédia, claro. Steve Martin ficaria perfeito interpretando o nosso intrépido aeronauta de balões de festa(!). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É cada uma que acontece... ao menos o indivíduo levou sua mensagem bem longe. O mundo inteiro está comentando a aventura do padre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Comentando e morrendo de rir. O padre virou motivo de piada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas ouvi na padaria uma senhora em trajes bastante beatos que na verdade aquele era um padre santo. E que quando subiu com seus balões coloridos, deus o tomou na palma da mão e ficou com ele lá no céu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A estupidez não tem limite.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-7995981869694620853?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/7995981869694620853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=7995981869694620853&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7995981869694620853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/7995981869694620853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/04/um-pssaro-um-avio.html' title='É um pássaro? É um avião?'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-1294420800240498406</id><published>2008-04-18T14:49:00.000-03:00</published><updated>2008-04-18T14:53:10.404-03:00</updated><title type='text'>Sobre Mulheres e Futebol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um final de tarde comum na cidade. Dois amigos se encontram no bar da esquina, no bairro da balada, para tomar um chopp e conversar um pouco. Um deles está com problema de relacionamento com a esposa, e o outro com dificuldade de lidar com o chefe que insistentemente o chama de burro na frente dos colegas.&lt;br /&gt;- Como estão as coisa?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Na mesma, ainda estou no emprego de merda com o chefe de merda.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Que saco.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Pois é.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Viu o jogo ontem?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Sim, uma vergonha. Empate com o Rio Claro. Imperdoável.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Não era esse jogo, mas o Timão levou a Lusa numa boa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Graças ao Felipe.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Ele joga em que time?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Ok, entendi&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;.- Não se preocupe. Logo o Verdão melhora.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Não precisa rir. Vai melhorar e muito. O Brasileiro esse ano é nosso.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Isso eu não sei, mas a série B é nossa com certeza.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Vai pensando que é fácil vai. É uma pedreira mano. Cada jogo uma guerra.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Se vocês conseguem nós também conseguimos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Sei.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Já falou com a sua esposa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Não.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Que houve.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Preguiça.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Você tem que resolver isso logo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Eu sei.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Está assistindo o BBB?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Não muito.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Cada gostosa meu.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Todo ano é assim.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- E daí. Lindo de assistir.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Li hoje que logo sai a revista de uma delas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Mês que vem.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Vai comprar?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Certamente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Empresta?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Nunca.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Porque.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Revista de mulher pelada não se empresta.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Porque não?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- É um bem particular.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Jesus. Você é um adolescente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Pelo menos não sou corno.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Suposto corno. Melhor isso do que burro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Já viu corno inteligente?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Não.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Está acompanhando a Liga dos Campeões?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-1294420800240498406?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/1294420800240498406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=1294420800240498406&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1294420800240498406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1294420800240498406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/04/sobre-mulheres-e-futebol.html' title='Sobre Mulheres e Futebol'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-3127125152078490954</id><published>2008-04-04T09:38:00.000-03:00</published><updated>2008-04-04T09:40:03.222-03:00</updated><title type='text'>O bruto e a tara</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quando eu era criança, nas viagens de carro que fazíamos para o interior, eu tinha a mania de contar quantos, por exemplo, Fuscas eu via durante o trajeto. Eu também me impunha a meta de ver ao menos um caminhão Volvo exatamente igual ao que eu possuía em miniatura. Outra coisa que eu gostava de fazer era analisar os números pintados ao lado dos caminhões, no tanque de gasolina, creio eu.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eram sempre dois números muito grandes. Um era um tal de Lot. e o outro era uma tal de Tara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu ficava de olho nos caminhões que passavam para saber quem seria o campeão de maior Lot. ou o de maior Tara, e dava-lhes algum prêmio imaginário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Demorou muitos anos para eu saber o que significavam aqueles malditos números, mas não demorou muito para eu conhecer a palavra tara em outro contexto. Eu só não entendia como um caminhão poderia ter tara. Tara para mim era aquela coisa que dava vontade de fazer quando a gente via a Elisabete na escola. Eu não sabia direito o que dava vontade de fazer, mas sabia que não era muito bom comentar, principalmente em casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas a Tara do caminhão, para quem nunca teve a curiosidade de saber de que se trata, é simplesmente a subtração do peso bruto pelo peso da carga. Em outras palavras, o peso do caminhão vazio. Simples assim, a Tara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembrei disso tudo porque flagraram o chefão da Federação Internacional de Automobilismo explorando a sua tara. Ele não subtraiu o bruto pelo líquido, como nos caminhões, mas podemos dizer que ele misturou um pouco dos dois.&lt;br /&gt;O sujeito foi flagrado vestido de comandante nazista num quarto com algumas moças do ramo. Parece que teve chicotinho, e palmadas no bumbum.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então o mundo diz: Oh, que coisa terrível, uma pessoa tão séria fazendo essas safadezas! E vestido de nazista ainda!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu já acho que o senhor Max Mosley (o nome do dito cujo) pode fazer o que bem entender. Tara todo mundo tem, e se o cara não reprime as dele, tanto melhor. Tem gente reprimida demais nesse mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E já está na hora de desmistificar essa coisa de nazismo. Vestir-se de Cossaco pode. Vestir-se de Cavaleiro Templário pode. Vestir-se de Pol Pot pode. Vestir-se de Churchill pode. De nazista não pode.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se entre quatro paredes o cara quer ser o Hitler, que seja, oras. Tara é tara. E não vejo nisso apologia nenhuma ao nazismo. Vejo até uma certa ridicularização. Some-se a isso o fato de que o pai do senhor Mosley era amigão do Hitler. O que será que o menino Max viu na infância que possa ter influenciado as suas taras?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aposto que, se na época de Hitler já existisse celular com câmera, o bruto ditadorzão tava lascado. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-3127125152078490954?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/3127125152078490954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=3127125152078490954&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/3127125152078490954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/3127125152078490954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/04/o-bruto-e-tara.html' title='O bruto e a tara'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-5911960140872582288</id><published>2008-03-25T13:57:00.000-03:00</published><updated>2008-03-25T13:59:42.940-03:00</updated><title type='text'>Como andar de bicicleta</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;- Numa boa, eu já te falei o que é isso.&lt;br /&gt;- - O que?&lt;br /&gt;- Estamos ficando  velhos.&lt;br /&gt;- Isso é bobagem. Temos só 30 anos. Não é o suficiente para causar  todo esse estrago. Ou é?&lt;br /&gt;- É isso sim. Para sobrevivermos aos 40 temos que  nos mexer já.&lt;br /&gt;- E vamos fazer o que?&lt;br /&gt;- Exercício. Chega de ser  sedentário.&lt;br /&gt;- Putz, não tem outro jeito não?&lt;br /&gt;- Que outro jeito?&lt;br /&gt;- Sei  lá. Um comprimido, uma massagem, ou uma injeção que seja.&lt;br /&gt;- Caramba. Você  prefere tomar uma injeção do que fazer exercício?&lt;br /&gt;- Claro. Todo mundo. Você  vê, de graça, até injeção na testa, mas nada de correr na esteira…&lt;br /&gt;- Faz  sentido.&lt;br /&gt;- Todo.&lt;br /&gt;- Mas não tem jeito não. Nosso problema só se resolve com  exercício. Escolhe um aí.&lt;br /&gt;- Ah, sei lá. Qual que tem?&lt;br /&gt;- Como qual que tem?  Você quer o que? Um cardápio de exercícios?&lt;br /&gt;- É assim que entendo o mundo.  Cardápios ou catálogos.&lt;br /&gt;- Bem, então vai ter que aprender uma coisa ou outra  agora. Não se precisa de cardápio para fazer exercício, está em nossa  natureza.&lt;br /&gt;- Cara, numa boa, minha ligação mais próxima com a natureza é o  tabaco do meu charuto.&lt;br /&gt;- Ok. Vou facilitar pra você. Você pode correr.&lt;br /&gt;-  Correr de que? Pra onde?&lt;br /&gt;- Só correr.&lt;br /&gt;- Mas por qual motivo?&lt;br /&gt;- Pra  fazer exercício.&lt;br /&gt;- Não faz sentido. Se for correr tem que ser para algum  lugar.&lt;br /&gt;- Não precisa. Você pode correr na esteira.&lt;br /&gt;- Ah sim, agora faz  sentido. Vou ficar me matando de correr para não sair do lugar.&lt;br /&gt;- Ta bom , ta  bom. Então nada.&lt;br /&gt;- Nada? Ótimo, isso eu sei fazer bem.&lt;br /&gt;- Palhaço. Natação.  É o exercício mais completo que existe.&lt;br /&gt;- Ah, eu não acredito em natação.  Acho que não é exercício.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Não acredito num exercício que  não te faz suar.&lt;br /&gt;- Mas você está dentro da água, como poderia suar.&lt;br /&gt;- Não  me importa. Só é exercício quando sua. Isso eu sei. Vi na ESPN.&lt;br /&gt;- Falaram  isso na ESPN?&lt;br /&gt;- Não. Mas é a única fonte que lembrei.&lt;br /&gt;- Numa boa.  Chega.&lt;br /&gt;- Ótimo, paramos com essa besteira então.&lt;br /&gt;- Paramos vírgula. Você  parou. Eu vou fazer exercício.&lt;br /&gt;- Pó.&lt;br /&gt;- Pó o que?&lt;br /&gt;- Achei que estávamos  juntos nessa.&lt;br /&gt;- Nessa o quê?&lt;br /&gt;- Ah, nessa. De morrer com 40.&lt;br /&gt;- Não, eu  tenho muito o que fazer ainda depois dos 40.&lt;br /&gt;- O que por exemplo?&lt;br /&gt;-  Escrever um livro, plantar uma árvore, ter um filho…&lt;br /&gt;- Blé. Bando de coisa  sem graça.&lt;br /&gt;- Pagar mais barato por ser idoso.&lt;br /&gt;- Hummm. Verdade.&lt;br /&gt;-  É.&lt;br /&gt;- Me convenceu. Me ajuda aí. Eu faço exercício. Faço o que você fizer. É  só falar.&lt;br /&gt;- Vou andar de bicicleta.&lt;br /&gt;- Ah, isso eu não posso. Já faz muito  tempo que não ando. Esqueci como faz. Melhor deixar pra lá.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-5911960140872582288?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/5911960140872582288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=5911960140872582288&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5911960140872582288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5911960140872582288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/03/como-andar-de-bicicleta.html' title='Como andar de bicicleta'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-4500093462923614711</id><published>2008-03-11T16:44:00.000-03:00</published><updated>2008-03-11T16:45:35.001-03:00</updated><title type='text'>Minha casa, seu apto.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;strong&gt;- … que eu fico vendo esse povo aí, apertado. Um em cima do outro feito caixa de sapato. Tudo empilhado.&lt;br /&gt;- Que nada, isso é só um pequeno detalhe perto da comodidade e segurança.&lt;br /&gt;- Que segurança que nada. Você acha que só de estar morando nesses pombais você está seguro? Que ninguém assalta apartamento?&lt;br /&gt;- É, porquê? Não?&lt;br /&gt;- Claro que não! A segurança do seu prédio é proporcional ao grau de instrução do seu porteiro.&lt;br /&gt;- Put…que o par…&lt;br /&gt;- É negão, se o seu porteiro é uma porta, se me permite o trocadilho, você já era; digo, seu apartamento.&lt;br /&gt;- Put… merd… nunca tinha pensado nisso.&lt;br /&gt;- É que eu sou gênio, então eu penso nessas coisas sabe…&lt;br /&gt;- Mas mesmo assim, um sujeito que tém uma casinha, está sujeito – se você também me permite – a qualquer; e digo qualquer tipo de assaltante, é só ter uma casa sem ninguém durante um período do dia e pimba!&lt;br /&gt;- Pimba!&lt;br /&gt;- É, eu não sabia outra palavra… me deixa. O que acontece é que em prédios com porteiros, ainda que medíocres, você sempre tem “alguém” em casa para intervir e até mesmo pegar correspondências, ó só!&lt;br /&gt;- Caixa de correio também pega correspondência.&lt;br /&gt;- Mas não dá bom dia, boa noite…&lt;br /&gt;- Não duvide!&lt;br /&gt;- Qual é a questão então?&lt;br /&gt;- Eu prefiro casa, liberdade de ir e vir. Eu gosto de poder abrir a porta e já estar no meu quintal, jardim, garagem, pegar o carro e passear ou mesmo a pé. Poder pular e gritar quando o meu time ganha o campeonato sem que alguém me interfone por causa do barulho. Eu gosto depoder receber meus amigos, dar uma festinha e terminar a hora que eu quiser sem ter nenhuma vizinha com filho pequeno no apartamento do lado que me ligue por causa da bagunça às 3 horas da matina.&lt;br /&gt;- Ah, tá. Eu já, não; prefiro morar empilhadinho – tem mais calor humano – e sem quintal. Não tenho tempo pra cuidar de planta, mal sobra tempo pra mim! Aprecio o bom futebol mas por razões desconhecidas meu time é o Madureira. Receber amigos eu adoro, mas só para jantar; tenho 37 anos e vamos concordar que festinha não é bem o que eu costumo fazer, além do que, não posso beber nada alcóolico por causa do fígado.&lt;br /&gt;- E se a vizinha com a criança ligar pra reclamar, o que você faz?&lt;br /&gt;- Meu apartamento é um por andar…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-4500093462923614711?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/4500093462923614711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=4500093462923614711&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4500093462923614711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/4500093462923614711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/03/minha-casa-seu-apto.html' title='Minha casa, seu apto.'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-5082129530234610832</id><published>2008-02-22T22:52:00.002-03:00</published><updated>2008-02-22T23:06:54.070-03:00</updated><title type='text'>Voltei</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sei que muitos não sentiram saudades, mas cá estou de volta. E digo mais: completando o que deixei de escrever nessas quatro semanas e pouco e mais estressado. Não está tudo completo, mas me comprometo a completar essas lacunas crônicas desse site.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O estresse é pelo motivo de sempre: política, sociedade, o clima quente de Fortaleza, essas coisas todas. Mas o fato é que senti saudade. Saudade de estar aqui com vocês compartilhando não só do estresse, mas dessa coisa boa que é escrever, cronicar para o desconhecido leitor que me acompanha, passa aqui sem querer ou é ‘indicado’ a entrar aqui.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não foi pela falta de idéias que deixei de publicar. Tão pouco pela preguiça. Só digo que essa coisa de trabalhar demasiadamente cansa. E como cansa. Escrever para o blog, ensinar em um canto, trabalhar noutro e "politicar" num diferente, é coisa de louco, gente. Dá um nó no cérebro que é impressionante.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não que seja ruim, mas é que é muito pensar. Há anos não me sinto assim, cansado. Mas sinto que vale a pena.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sei, também, que essa coisa de promessas não dá. E não prometerei não falhar mais aqui. Porém, em contrapartida, me comprometo com vocês. E meu compromisso é de estar aqui, semanalmente, nessa coluna dizendo algo de (in)útil.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Confesso que não estar aqui me fez falta. Dá aquela sensação vazia de não estar, de nada fazer, de nada comentar com alguém do que escrevi ou, ainda, ouvir alguém dizer que me leu (isso aconteceu uma única vez nesses anos que escrevo aqui).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E, como cronista ausente, entrava aqui todos os dias para ler minhas bobagens. Só que às sextas, faltava algo, percebia que não havia crônicas, digo uma crônica nova.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pela primeira vez na minha vida, queria me ler. Queria ler algo que eu tivesse escrito, mas nada havia. Deu-me um vazio e senti no olhar o que muitos dos que me acompanharam sentiam a cada sexta sem crônica.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Li cada uma das crônicas que postei aqui com a certeza de que quero continuar, que é bom se distrair ao ler e escrever. E embora essa crônica seja mais uma justificativa injustificada da minha ausência, me comprometo em estar aqui com vocês e não mais lhes abandonar. Afinal, não escrevo para mim, mas para aqueles que me lêem.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Até semana que vem.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-5082129530234610832?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/5082129530234610832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=5082129530234610832&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5082129530234610832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/5082129530234610832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/02/voltei.html' title='Voltei'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-1099980901650695565</id><published>2008-01-25T17:28:00.000-03:00</published><updated>2008-01-25T17:29:54.326-03:00</updated><title type='text'>Todo cambia</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;A música de Julio Numhauser, imortalizada na voz de Mercedes Sosa já diz tudo e da forma mais bela possível. Tudo muda, o tempo todo, independente da nossa vontade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Mas mudanças são sempre difíceis. Sair da zona de conforto, como dizem os experts, requer esforço, e às vezes não queremos esforço nenhum. Me deixa quieto aqui no meu canto que está tudo muito bom.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Tudo muda e, mesmo que quietos no nosso canto, somos varridos de um lado para outro, à mercê da vontade do que alguns chamam &lt;em&gt;ka&lt;/em&gt;, outros chamam destino. &lt;em&gt;Fate is a hunter&lt;/em&gt;, já diz o ditado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Já vi, com esses olhos que o fogo há de queimar, quem fosse de tristeza eterna. Pessoas que são derrotadas por si mesmas, que quando perguntamos como tem passado sempre respondem – vou levando – e nunca dizem que está tudo bem. O que se vislumbrava apenas um catre num asilo escuro no futuro dessa pessoa, se torna parque de diversões quando, anos depois, a encontramos jovial, feliz, de riso fácil e sincero, desfrutando a vida como jamais nós mesmos desfrutamos. Quem diria, uma pessoa antes tão triste. O &lt;em&gt;ka&lt;/em&gt; trabalhou bem ali.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;E já vi o contrário também. Quem de muita alegria se tornar apagado para a própria vida. Tudo muda.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Quem de muitas paixões a vida toda, de repente se entrega de corpo, alma e até conta bancária a um amor apenas. Pleno. Interessante isso.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Já vi quem de muita segurança, opinião forte e pétrea, astúcia afinada e perspicácia infalível durante a vida toda, ficar, sem grandes motivos, insegura, agindo de forma estúpida, deixando todos em volta com uma grande interrogação pairando sobre a cabeça.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Eu, é claro, já mudei muitas vezes. “Se tudo muda, que eu mude não é estranho.”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Defender apaixonadamente uma idéia durante anos. Quem já não fez isso? E quando a mão do tempo dá-lhe um piparote na nuca, aquela idéia, tão perfeita, tão indiscutível, se torna simplesmente infantil. Infantil como achar que tudo vai ficar da mesma maneira para sempre.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;O Orlane que começou a escrever este texto não é o mesmo Orlane que vai terminá-lo. Como você, leitor, que também não é mais o mesmo desde que passou os olhos pelo primeiro parágrafo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Nem este próprio texto será o mesmo com o passar dos anos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;E, se tudo muda o tempo todo, vamos nos apegar a quê? No fundo, todos nós sabemos a que se apegar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;“Muda o superficial, muda também o profundo, muda o modo de pensar, muda tudo neste mundo”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-1099980901650695565?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/1099980901650695565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=1099980901650695565&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1099980901650695565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/1099980901650695565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/01/todo-cambia.html' title='Todo cambia'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-8742929640573036885</id><published>2008-01-18T18:26:00.000-03:00</published><updated>2008-01-18T18:27:47.104-03:00</updated><title type='text'>Um pouco de tudo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-    Olá tudo bem? Então você é o famoso Cristiano?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Não tanto quanto eu gostaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Hehehe, bem que seu pai me falou que você era diferente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Diferente? Como assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Ah, meio assim, tchop-tchura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Tchop-Tchura?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    É, meio assim alternativo…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Ahhh…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Mas me fale garoto, no que posso te ajudar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Olha Paulo, não sei se meu pai te adiantou alguma coisa. Mas eu estava precisando de um emprego mesmo. Como o senhor trabalha em diferentes áreas achei que poderia ter alguma coisa interessante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Sim claro. Faço de tudo pelo seu pai. Um grande homem. Ajuda a todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    É, é mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Uma vez estávamos pescando no Pantanal e ele salvou minha vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Jacaré?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Não, ia levar pro rancho uma paraguaia chamada Ramon. Ele que impediu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Jura, ele te avisou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Não, ele tinha me dado uma daquelas cápsulas de alho para espantar mosquito. Descobri que espanta travesti também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Hummm…entendi…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Mas me fale. No que você gostaria de trabalhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Bem, pra ser bem sincero com o senhor não tenho idéia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Não tem idéia? Como assim? Você não é formado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Sou sim. Em comunicação social.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Então, perfeito. Estava precisando de alguém para criar os banners que colocamos nas lojas. Tem um moço do financeiro que faz pra gente, mas não gosto muito. Você pode fazer como eu sempre quis. Te passo o que quero e você cria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Hummm…é…pode ser…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Que foi? Não gostou da idéia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Imagina senhor. Gostei sim. Mas é que imagino que o senhor tenha ótimas idéias, seria inútil na empresa. Queria fazer algo que fosse útil de verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Entendo. Bem, você precisa me ajudar então senhor Cristiano. Do que entende?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    De tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    De tudo? Como assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    É sou maníaco por informação, então acabo entendendo um pouco de tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Então ótimo. É só escolher. Nosso departamento de vestuário está precisando de gente. Você entende de moda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Entendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Então pronto, fica na parte de novos designs.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Olha, eu entendo, mas não sei desenhar nada. O máximo que sairia seria as roupas da Turma da Mônica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Hummm…entendo. E tecnologia? Você entende?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Entendo sim senhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Fantástico. Nosso administrador de redes pediu licença para ir ver a pré-estréia do último filme do Homem-Aranha e nunca mais voltou. Você entende de computadores?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Entendo sim senhor, mas apesar de conhecer os tipos de servidores, sistema de senhas, permissão de conteúdo e gerenciamento de arquivos, não sei lhufas de administração de redes. Não controlaria bem o acesso nem a um Pense Bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Hummm…então deixa eu entender…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Você disse que entende um pouco de tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Diz que conhece todo tipo de assunto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Você por acaso entende tudo de alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Errr…creio que não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -    Então você não entende é de nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-8742929640573036885?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/8742929640573036885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=8742929640573036885&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8742929640573036885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8742929640573036885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/01/um-pouco-de-tudo.html' title='Um pouco de tudo'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-8854983209861684194</id><published>2008-01-11T17:43:00.000-03:00</published><updated>2008-01-11T17:45:48.884-03:00</updated><title type='text'>Só palavras</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;É muito interessante tal mister de escrever, escrever, escrever. Jogar palavras ao vento, mesmo que seja um vento eletrônico.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Enfileirar letras, separando-as por espaços, formando palavras. E depois enfileirar palavras para dizer algo que vai voar por aí entre bits e bytes e chegar a alguém. Alguém que vai dar alguma importância para as palavras. Ou que não vai dar importância nenhuma.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Palavras que saem da ponta dos meus dedos e que podem fazer pensar, rir, chorar até, ou mesmo podem não fazer nada. Não-palavras.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Palavras podem influenciar? Não sei, sinceramente não sei. Não consigo vislumbrar qual tipo de influência as palavras que eu coloco na tela possa causar. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Comunicar sem endereço certo é prática milenar, mas mesmo assim causa certo desconforto. Não sei se uma daquelas dente-de-leão se importa com o lugar onde suas sementes vão cair quando o vento bate ou quando uma criança a assopra. Eu também não sei se me importo, na verdade, onde minhas palavras vão aterrissar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Mas me importo, sim, como vão aterrissar. Escrevo o que bem entender, sobre o que me der na veneta, da maneira que eu falaria com você se estivéssemos numa sala de estar ou na mesa de um restaurante, mas não quero ser mal interpretado. Ninguém quer ser mal interpretado. Então sempre espero que minhas palavras aterrissem diante dos seus olhos sem grandes solavancos e sem derrapar na pista.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Mesmo que o conteúdo não seja lá muito requintado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Até porque tenho a impressão de que você não quer chegar aqui e ler algo muito requintado. São crônicas, afinal. Não uma tese de doutorado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Se falta a veia dramática, talvez tenha a cômica. Se falta a cômica, talvez eu apareça com alguma ácida. Se falta acidez, posso tentar ser crítico. Mas vou sempre tentar enfileirar palavras para jogar ao vento.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;E, acreditem, tem dias que o esforço é hercúleo. Escrever com dor de cabeça é terrível. Com qualquer dor escrever é terrível. Se bem que fazer qualquer coisa com dor não é lá muito agradável.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Palavras. Palavras que uso para dizer alguma coisa, mesmo que eu não faça idéia do motivo. Será que quero dizer alguma coisa?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Às vezes não quero dizer nada. Às vezes não quero dizer nada com nada. E não digo, mas escrevo. Alguém, qualquer hora, encontra algum sentido para isso tudo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Porque palavras sempre dão sentido para alguma coisa.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35303685-8854983209861684194?l=orlanefalcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/feeds/8854983209861684194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35303685&amp;postID=8854983209861684194&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8854983209861684194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35303685/posts/default/8854983209861684194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orlanefalcao.blogspot.com/2008/01/s-palavras.html' title='Só palavras'/><author><name>Orlane Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13495654763008040166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-dLabayBOk88/TdnFv4bHRNI/AAAAAAAAACc/XkIJdSv46Ag/s220/DSC00595.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35303685.post-4378278636647121706</id><published>2008-01-04T13:28:00.000-03:00</published><updated>2008-01-04T13:30:34.090-03:00</updated><title type='text'>Sai um, entra outro</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Se alguém me perguntar como foi o meu ano de 2007, talvez eu não saiba responder. Todo mundo fica tão preocupado em desejar um bom 2008 que ninguém se lembra de perguntar como foi o 2007. O que é estranho, porque normalmente perguntamos – como foi a sua viagem? – mas não desejamos votos de que as próximas férias sejam realmente fantásticas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Mas isso não tem importância nenhuma na verdade. O que importa é que todo mundo tenha saúde e dinheiro. O resto arranja-se.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Fazendo um esforço de análise, acho que 2007 foi um ano apenas razoável. Mezzo, mezzo. Meia atum, meia mussarela. (Vou me recusar a escrever muçarela, como manda o léxico. Muçarela é uma das grafias mais hediondas do idioma).&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Aconteceram coisas legais, como eu ter comprado um cortador de cabelo, mas aconteceram coisas que não são muito dignas de comemoração, como eu ter perdido a chave reserva do meu carro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Mas o fato de 2007 não ter sido lá grandes coisas abre margem para 2008 ser mais ajeitado. Ou ser mais patético do que 2007, mas não vou considerar a opção pessimista. Não é porque hoje é o primeiro dia do ano e chove a cântaros aqui em Fortaleza que meu humor ficará gris como o céu de hoje.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Sai 2007, entra 2008 e os ciclos se renovam. Na verdade só mudou o mês e um dígito no ano, nada muito místico, mas é bom pensar em ciclos. Acho que a mente humana necessita separar as coisas em fases definidas, senão a gente se perde no próprio quando.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;E estou ansioso em saber quais pessoas vou conhecer no ciclo 2008, quais livros vou ler, que viagens irei fazer, quantos palavrões novos vou aprender. Meço a dimensão literária das pessoas pela capacidade de inserir palavrões bem inseridos nas frases.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Mas não farei grandes planos para 2008. Planos não realizados são sinônimos de frustração. E não estou muito interessado em frustrações neste ano que começa.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Talvez o único planejamento que eu possa fazer para 2008 seja comer rabanadas. 2007 se
